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sábado, 12 de janeiro de 2013


Exposição Impressionista


Ontem em pleno temporal saí de casa para assistir a Exposição Impressionista do CCBB. Eu tenho pavor de sair quando está caindo um aguaceiro, mas como estava chegando ao fim dessa mostra internacional (Museu D'Osay da França emprestou as pinturas originais), e estava saindo nos jornais que estava mega lotado, resolvi não deixar para ultima hora porque a situação só pioraria. Então com chuva ou sem chuva eu estava obstinada a ir, mas mesmo assim morri de medo de ficar presa na enchente como da ultima vez.

Bom, cheguei no CCBB eram 11:02 mais ou menos. A fila dobrava os lados do prédio, e por isso quando achei que tinha chegado ao final tive que andar beeeem mais. As meninas não atendiam o telefone e eu fiquei meio desesperada achando que tinham me dado bolo. "Bom com elas ou sem elas, espero nessa fila até 1 hora da tarde, se até isso eu não vir a entrada do prédio eu desisto!" Gabi chegou uns 20 minutos depois de mim, e foi uma sorte danada porque eu já estava ficando entediada. Trocamos presentes de Natal atrasado (eu lhe dei uma vela branca muito fofa e ela me deu o livro "A garota Americana" e sua continuação) e conversamos um pouco até Gleice chegar. Até que elas se entrosaram bem, e tivemos bastante papo pra por em dia, o que veio a calhar durante as 2 horas e 40 que ficamos esperando para entrar.

Descobri que tenho cara de gringa, porque elas acharam que eu parecia francesa, e meu tio sempre disse que eu parecia holandesa. O papo ia bom quando de repente o moço chamou 30 pessoas para entrar na exposição. A Gabi foi primeiro e nós ainda tivemos que esperar um tempão para liberarem a fila da prioridade e depois permitirem que a nossa fila entrasse de novo. Haja paciência! Quase pedi pela milionésima vez que a Gleice contasse a história da vida dela, porque já aconteceu muuuuita coisa com ela, e daria pra nos distrair bem.

Quando enfim chegou nossa vez, Gleice se enfureceu com as pessoas que estavam furando a fila dos armários porque ela estava de mochila e não poderia entrar com ela. Ainda bem que Gleice não é barraqueira kkkk. Entramos juntas com a Gabi que tinha ficado nos esperando apesar de ter a ficha. de entrada Infelizmente não podíamos fotografar a exposição, mas tudo estava muito lindo lá dentro. Vimos um vídeo sobre a História do Museu D'Orsay e aprendemos que paredes em tons vibrantes valorizam as pinturas, além de detalhes da construção e reforma desse museu que nos emprestou uma coleção tão importante das obras de arte francesas.

Não sei se consigo eleger um quadro favorito dessa exposição. Tinha tantos artistas que eu gosto como o Van Gogh, Monet, Renoir, Gaugin, Degas e outros que já tinha ouvido falar como: Toulouse- Lautrec e Camille Pissarro. Gabi ficou emocionada quando viu as pinturas do Monet porque  um dos primeiros livros que ela leu foi sobre ele, e ela adorava esse livro. Emocionada não fiquei não, mas ver uma pintura bonita, é um prazer diferente. Eu gosto de algumas pinturas cinzentas porque me trazem melancolia, mas nem todas  são tão bacanas. Tinha uma lá que parecia ter sido pintada de dentro de um ônibus   que tinha as janelas escurecidas de sujeira. Não gostei muito do tom, mas até que o que estava representado era legal. Nessa exposição, o que se destacou foram os quadros coloridos. Tinha um que parecia ser pintado no nascer do sol de tão rosado que era, e outro que iluminava o ambiente, de tão brilhoso que era. Desse ultimo ganhei um marcador de livros, nele estavam representados duas meninas tocando piano.

Teve um que representava camponeses colhendo trigo, e acho que não há nada mais bonito do que um campo de trigo ou de alfazema, aliais, acho que dos quadros sobre paisagens esse e um outro que tinha uma ponte eram os mais bonitos. Eu queria tanto ter tirado uma foto para colocar aqui! Só não fiz isso porque não podia entrar com câmera, pois o flash deteriora os quadros e eu já estava com uma cara mortalmente cansada rss. Depois que saímos da exposição, entramos na Livraria Travessa, onde tinha vários livros para comprar sobre os pintores expressionistas, mas a maioria era muito cara. Gleice só pode me presentear com um marcador pequenininho  kkkk.

Mas foi um dia legal. É engraçado né? Às vezes chamamos poucas pessoas para sair e o dia fica maravilhoso, e em outras poucas pessoas deixam um clima de solidão. Acho que nunca vou esquecer desse dia que a coragem me fez enfrentar a chuva e sair de casa, principalmente porque não foi qualquer chuvinha. Em casa quando liguei no jornal, descobri que houve muitos deslizamentos nos morros e muita gente ficou ferida. É uma pena que algo tão bonito como a chuva possa fazer tantos estragos na vida de alguém...

E esta foi sua repórter Alê Lemos em mais uma exposição de arte do Rio de Janeiro.  Isso é tudo pessoal!

PS: As fotos daqui foram tiradas do Google, mas estavam na exposição.
PS 2: A exposição vai até esse domingo dia 13. Vá cedo (tipo 9 da manhã) porque 11 horas a fila já dobra o quarteirão.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A culpa é da vítima?


Outro dia vi no blog Toalete feminino um post sobre a menina que se matou após sofrer bulliyng virtual. A menina teria mostrado os seios na web cam para uma pessoa mal-intencionada que espalhou as fotos pela internet.

Sinceramente? Acho hipocrisia as pessoas julgarem a garota e a chamarem de piranha e outras coisas. Afinal quem nunca mostrou os peitos para alguém que achava que gostava e que estava pronta para um aprofundamento da intimidade? Fala sério minha gente? Por que esse tabu todo? É natural querer transar com seu namorado virtual. É claro que nos dias de hoje devemos tomar cuidado com pessoas mal-intencionadas, mas se coisas desse tipo acontecem na vida real, mesmo você conhecendo de perto a pessoa, porque chamar a garota de burra, e culpá-la pelo que aconteceu? 

Esse mesmo pensamente de culpar a vítima pelo "golpe" que ela levou, é o que legitima a ação de um estuprador. Muita gente já me disse coisas assim: "ah mas com as roupas que ela usava, estava mais que pedindo pra ser estuprada!" como se fosse a falta de roupa que levasse um homem a violentar uma mulher. O estupro, não é apenas sexo. Conversando com minha mãe que é psicóloga especialista em sexologia, descobri que o estuprador sente prazer não com o ato, mas com o sofrimento da vítima, portanto é um sádico, um doente mental, que tem lá suas taras. Pode ser por prostitutas, pode ser por moças com cara de virgens, por loiras ou por morenas, ou até mesmo as ruivas. Percebe que não é a falta de roupa o estímulo do agressor? O cara pode muito bem se interessar pela garota de saia comprida e bíblia na mão, e não pela prostitua de bustiê e micro short.

Apesar de vítima ser uma classificação meio relativa, e cansativa, acredito que há sempre um lado da situação que paga mais o pato e arca com as consequências que o outro lado .  E muitas vezes carrega essas consequências de maneira injusta. Acho que antes de apontar o dedo pra julgar devemos pensar um pouco se não estamos transformando o mundo num lugar onde não queremos viver, pois as injustiças que sofremos são motivos, não para a solidariedade dos outros, mas sim para o julgamento e a exclusão social.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dominação







Existem nesse mundo pessoas que precisam ter poder sobre outras. Seja por carência afetiva, por falta de autoestima ou mesmo sadismo, o importante para elas é submeter as pessoas que lhe interessam. Manipulam e se aproveitam dos pontos fracos dos seus "subordinados" querendo dar a eles a direção de suas vidas e que sejam perfeitos só para si(para os dominadores). Enxergam o outro como uma posse, um objeto e os sufocam.



O dominado quando nasce sob os cuidados do dominador, tem muito mais dificuldade de se libertar. Vai aprendendo o certo e o errado na visão deturpada de seu carcereiro, e é constantemente humilhado, mutilado (impedido de ser ele mesmo), cobrado demais e é uma pessoa que vive com culpa. Não enxerga os tentáculos do outro. Não tem forças para resistir. Espera a salvação, espera crescer e ser mais forte. E mesmo quando se liberta fisicamente, a mente de tão condicionada, demora anos para apreciar o gosto da liberdade.



É uma grande jornada aprender a amar sem querer dominar. Normalmente quem tenta ser o forte da relação não vê o outro como ele é. Não o ama porque não o compreende, e não o aceita por ser ele mesmo. Acho que foi por isso que cheguei à conclusão de que uma relação precisa ser entre iguais, quer dizer, com pessoas que tenham "poderes iguais" e que respeitem as diferenças umas das outras. 



Acho que o único jeito de evitar uma situação dessas, é a pessoa conquistar o amor próprio. Só tendo consciência de quem é e se aceitando e amando a si mesmo que poderá ser forte e evitar se relacionar com dominadores. Até acho que seja normal ter ciúmes, mas não se pode viver pelo ciúme. Vai causar muito sofrimento à toa. Se seu parceiro te deixou, aceite. Pode ser que um dia vocês voltem, mas amarrar a pessoa a ti, só vai alimentar uma guerra infernal.



Eu sou do tipo que fujo de pessoas assim. Prefiro os mansos e pacíficos. Aliais, acho que ultimamente eu só tenho conhecido pessoas que se libertaram de prisões parecidas com as minhas, e parecem ser mais compreensivas quanto a esses problemas. E você já sofreu isso?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Janela de ônibus


A manchinha ali na janela,
é a marca da donzela.
É feita de suor e cabelo
de alguém que se desmanchou
sem nenhum zelo.

Lágrimas rolaram discretas,
angustias fluiram diretas,
pensamentos formaram respostas
e silêncio coroou apostas.

Agora ela segue sem encostar,
a cabeça não vai mais manchar,
o vidro não vai melar.

Não há angustias a partilhar,
apenas um par de olhos
que ficam a brilhar
os belos sonhos,
que irá concretizar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Religiosidade feminina


Uma vez fiz um trabalho na faculdade sobre a religiosidade feminina no mediterrâneo. Os judeus,os romanos e os gregos julgavam a mulher como uma eterna criança. Na verdade isso se dava apenas para justificar o total controle que os homens queriam ter sobre as mulheres para que os filhos que delas viessem fossem legítimos de seus maridos.
Um tipo de controle sobre a mulher mediterrânea era proibí-la de participar dos cultos religiosos como sacerdotisa, e no caso dos judeus, elas nem podiam entrar no templo.

Excluidas da esfera religiosa oficial, as mulheres criaram a própria religiosidade. Esse ato era mal visto pelos homens, que chamavam essa religiosidade de crendice feminina ou mesmo bruxaria. No entanto, elas como mães e esposas utilizaram seu poder espiritual para proteger seus "homens" e lhes davam amuletos e bençãos entre outras coisas, ao qual estes diziam usar só para satisfazer um capricho. Na verdade sentiam medo desse poder paralelo exercido pelas mulheres.

Na cultura africana, as mulheres também representavam um poder paralelo, que era respeitado pelos homens e também temido, só que elas também não podiam entrar em contato com os mortos dentro da religião, o contato com espiritos de guerreiros era mais dado ao homem. O engraçado é que apesar de ser considerado mais aberto a esse contato espiritual, era reconhecido na mulher o poder sobre a vida e a morte. Por ser ela quem dá a luz, em algumas tribos, só elas podem chorar os mortos e cuidar de doentes.

De alguma forma acredito que as mulheres na África tiveram uma situação social melhorada. Elas podiam vender escravos (na África as tribos inimigas escravizavam umas as outras) entre ouras funções. A mulher era considerada uma riqueza, pois quanto mais filhos produzisse mais rica era a família (tendencia que acaba se esvaindo quando a sociedade se ocidentaliza e urbaniza), pois teriam mais filhos para trabalhar. Nos contratos de casamento, o pretendente tinha que dar presentes a família da noiva, para cada integrante, justamente por esse alto valor do feminino.

No tocante a escravidão, as mulheres eram menos vendidas na África porque raramente se entregava uma mulher para pagar a divida da família. O escravo virava um estrangeiro, perdia total ligação com a tribo e com sua família, e não era jogo quebrar o vinculo já que em época de casamento os presentes pela esposa eram inúmeros.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sobre Chico Buarque.



"Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã." Cotidiano,Chico Buarque




Chico é um dos meus compositores favoritos. Ele ficou famoso por suas querelas com a Ditadura de 60, mas Antes de ser O Político, Chico era apreciador das mulheres e tentava desvendá-las em suas músicas, como no trecho abaixo de Olhos nos olhos:

"E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você."

Foram muitas outras músicas explorando a pisique feminina. Pedaço de Mim, que explorou a maternidade, Com açúcar e com afeto e Valsinha são umas das minhas preferidas. Fizeram uma coletânia dele com 12 cds, vi algumas partes da entrevista e ele comentava que o universo feminino era muito interessante para ele, por causa de alguns aspectos de sua infância acho. Pra mim, não importa o porquê. Eu o acho genial demais, mesmo quando fez uma piadinha machista em Quadrilha ("a mesa posta de peixe tem o cheirinho da sua filha").

Ele também teve sua faceta de malandro. Aliás, não tem como desvincular o samba da ideia de malandragem, e isso não é ruim, é a cultura dos morros que Chico se apropria e faz entrar na alta sociedade. Em seu tempo, Chico tentou a aproximação da nata da intelectualidade com a cultura popular. Partido Alto é um grande exemplo desse projeto veja:

"Deus me fez um cara fraco,
Desdentado e feio
Pele e osso simplesmente,
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Dou pernada a três por quatro
E nem me despenteio"

Hoje em dia há quem critique esse compositor porque a maioria de seus fãs é de elite, mas não param para analisar que a realidade representada por ele em muitas de suas letras é a do cidadão comum sem dinheiro. Ele mesmo não foi rico sempre, mas teve acesso a erudição, pois seu pai era o importante historiador Sérgio Buarque de Hollanda. Por mais que este não tenha obrigado seus filhos a serem eruditos, viver numa casa cheia de livros normalmente incentiva a criança a gostar deles, a sentir curiosidade pela leitura.

Não acho que ele faça músicas inacessíveis ao público. São músicas inteligentes sim, mas é muito fácil se identificar com elas ou ver pessoas conhecidas nelas. Há muitas músicas melancólicas, é verdade, mas também tem as que são ácidas, do jeitinho que nosso povo gosta.

Por fim vou deixar para vocês um vídeo que gosto muito:

domingo, 6 de novembro de 2011

O preço do Amanhã





Não levei muita fé nesse filme quando vi o cartaz e quando minha amiga Renata falou que ía ser com o Justin Timberlake. Não vou dizer que ele deu um show de interpretação, mas também não foi tão ruim. A história do filme é sobre uma descoberta científica: o fim do envelhecimento. Todas as pessoas vivem normalmente até os 25 anos, idade em que um relógio no pulso delas começa a funcionar. A partir dos 25 você ganha um ano nesse relógio, o problema é que o tempo virou a moeda corrente, então você acaba numa luta pela sobrevivência, onde se vive angustiadamente a cada dia.
O personagem de Timberlake(Will Salas) um dia encontra um cidadão exibindo um relógio de um século no bar. Fica apreensivo e tenta salvar o cidadão pedindo que ele saia porque uma quadrilha famosa naquele fuso horário (as pessoas dividiam-se em fusos pelo status social) com certeza farejaria o homem e roubaria seu relógio. O homem queria exatamente aquilo, mas Will o salvou do mesmo jeito. Num prédio abandonado os dois conversam e Will descobre que o homem viera ali para morrer. Ele viveram 100 anos e já não via mais sentido em estar vivo. Ele lhe explicou que para que muitos vivessem 1 milhão de anos a maioria deveria viver angustiadamente esperando conseguir mais tempo ou mesmo morrendo cedo. Pela manhã Will acorda com um século no relógio e vê da janela o homem ter um infarte e cair da ponte. Seu maior erro foi correr até a lá, pois foi filmado e os policiais acharam que ele tinha roubado o finado.
Sem querer contar mais spoilers, vou falar mais no geral do filme: Will conhece a personagem de Amanda Seifried e os dois saem distribuindo tempo para as pessoas desesperadas. O que eles não sabem é que além da polícia outros grupos estavam atrás deles. Lembra dos mafiosos do fuso de Will? O mais importante na cena em que reaparecem é que eles dizem que a Polícia do tempo permite que eles existam porque ajudam a manter o sistema. Em todo o filme eu vi semelhanças com a realidade. A nossa moeda é o dinheiro, mas mesmo assim a morte dos mais pobres é o que sustenta a fortuna e abundancia dos vivos, o desequilibrio sustenta sistemas injustos. Qualquer mudança nesse aspecto e o sistema quebra e vem a anarquia. É exatamente o que Will acaba instaurando: uma anarquia. Em determinado ponto do filme ele se questiona se é justo distribuir o tempo porque algumas pessoas não usam o que tem para o próprio bem. O que acredito ser a desculpa dos ricos hoje em dia "ele é um vagabundo! Se tivesse mais gastaria com bebida!" Mas Will decide continuar furando o sistema.
Não acredito em Revoluções, porque nada pode mudar sua natureza da noite para o dia. Acredito em processos. As circunstancias vão moldando uma caracteristica já existente nas pessoas e nos sistemas até que não se reconheça mais os resquícios do passado. É por não ter essa consciência que os adolescente sofrem tentando ser aceitos e para isso apelando por adotar um estilo oposto ao próprio. Porém, acredito que atitudes drásticas são necessárias para forçar uma nova visão das coisas, que seria a atitude de will de quebrar o monopólio do tempo. Ele não rompe totalmente com a mentalidade/ lógica do acúmulo de "riquezas", mas ele dá a oportunidade das pessoas pensarem sobre isso. A ação dele é o estopim de uma nova realidade, as pessoas começam a invadir os fusos mais privilegiados, e tudo indica que uma nova ordem está para começar. Se ela vai ser justa não se sabe, o que podemos concluir é que as pessoas agora tem o poder de barganhar, por isso vão lutar por um sistema mais justo que atenda às novas necessidades e personagens que vão surgindo.
Foi surpreendente um filme Hollywoodiano abordar esse tema sem se preocupar com a repercussão dessa temática. Foi o mesmo espanto que tive com Avatar. Isso é uma coisa rara, mas um fato a ser comemorado. Eu brinquei com a mina amiga no cinema dizendo que pela logica dos filmes de ação Will iria procurar a origem dos relógios para reverter e dar o tempo que todas as pessoas tinam direito, ou então tentaria provar sua inocência, o que não acontece. O personagem prefere ser um fora da lei, uma espécie de Robin Wood. Bato palmas para a direção desse filme.
Isso é tudo pessoal!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sobre perdedores, conquistadores e o que as mulheres gostam.

Ontem quebrei meu recorde ao telefone com uma amiga minha. Se ela não tivesse um plano pra pagar menos teríamos que dividir a conta. Mas o caso é o seguinte: Gleice me disse que todo mulher procura o cara que é o pegador. Puro mito na minha opinião. Não nego que haja mulheres que se interessem pelos garanhões, mas é errado dizer que todas preferem esse tipo. Eu por exemplo fujo desses caras. Não sei se porque o contato que tive com estes cidadãos foi bem o estereotipo do homem bonito e burro, mas prefiro sair pela tangente quando vejo um.

O interessante porém desses caras é que eles tem confiança porque "já tiveram mulheres de todas as cores, de várias idades e muitos valores". A pressão social para o homem ser "o galinha" faz com que uns virem mais atirados e outros fiquem recalcados porque não conseguem agir dessa forma tida como bem quista socialmente. Esse segundo produto é problemático. Já que não conseguiram pegar todas as garotas da escola como seus amigos populares, ficaram com baixa auto-estima. Mas como baixa auto-estima também não atrai a mulherada, disfarçam esse problema fingindo-se de romanticos. Romantico acredito que nenhum homem nasça sendo, mas há o romantismo verdadeiro e o falso. O verdadeiro nasce pelo afeto o falso se adquire em qualquer esquina.

Voltando a vaca fria, os falsos romanticos são aqueles que se fazem de vítima, que se justificam dizendo que o problema são os outros e não eles próprios. Que dizem preferir a qualidade e não a quantidade, não por convicção mas por que não conseguem colecionar relacionamentos ou apenas ficadas. São aqueles que desprezam as meninas legais para correr atras das que com certeza vão fazê-los sofrer. Falta a eles a praticidade de enxergar seu público-alvo. Tem meninas de todos os tipos eles só tem que correr atrás das que querem o que eles podem oferecer, sem falar que preferir a qualidade tem que ser por convicção, já que ele não se acostumou com as regras dos relacionamentos modernos, deve procurar um par que também seja exceção.

Não digo que todos os perdedores sejam burros. Geralmente são inteligentes: cdfs, nerds etc mas que o lado emotivo foi pouco desenvolvido, não se aceitam e se desiludem com frequencia. O bom é que se você é perdedor ou garanhão ainda pode mudar de vida é só tomar tenencia.

O que as mulheres gostam é algo dificil de definir, mas com certeza é algo além do físico. E é claro há vários tipos, e vários quereres, mas sem dúvida acredito que todas se atraiam por homens auto-confiantes. Não falo de orgulhosos bestas que não dão braço a torcer, admitir falhas é pra quem pode. É pra quem acha que continua tendo valor mesmo sabendo que possui falhas.

Quer mais ideias estranhas? acesse> www.folhetimutopia.blogspot.com
Isso é tudo pessoal!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre Olavo Bilac e a miscigenação.

Uma pequena lição de história.

Uma vez visitei um cemitério na zona sul da cidade, e me deparei com a sepultura de Olavo Bilac. Era relativamente humilde comparada com as outras sepulturas, mas ali estava um homem notável, que não podia ter ficado calado. Graças à Deus, ele não ficou.
Na época, eu pouco sabia sobre ele, tinha a ligeira impressão de ter ouvido meu professor Vinicius de literatura falar dele, mas nada concreto me vinha à mente naquela tarde no cemitério. Acontece que hoje descobri que junto com Juliano Moreira (outro homem que sempre ouvi falar e a única coisa que sabia sobre ele era que seu nome foi usado para batizar um hospital psiquiátrico) Bilac foi um dos ícones na discussão sobre raça e miscigenação no Brasil (meados do XIX e inicio do XX)que tiveram também importância na forma como passamos a conceber a imagem de nação brasileira.
O debate se iniciou com a Abolição da escravatura quando os intelectuais se empenharam em descobrir um modo dos mestiços e negros serem incluidos na sociedade. Entre esses homens que influenciaram a discussão, temos: Silvio Romero que considerava os mestiços como raça inferior mas que contraditoriamente via nele o meio de criar uma nação diferenciada; Bilac que supervalorizava os mestiços e os negros, a quem denominava de "a raça mártir" e acreditava que não devíamos nos envergonhar da presença negra africana nem em nosso passado nem no nosso futuro. Chega a afirma que nenhum brasileiro poderia ser "completamente,absolutamente,legitimamente branco sem a mescla africana no sangue" e Nina Rodrigues que apostava que nada de bom poderia vir da miscigenação.
De todos simpatizei mais com a abordagem de Bilac.A única coisa que fui contra no discurso dele foi considerar que no passado o Brasil teria conseguido que suas raças convivessem em harmonia. Primeiro porque raça é um conceito ainda discutível e segundo porque nunca foi visto na história deste país uma relação que pudesse ser considerada completamente harmônica. Um exemplo bom que frisa essa falta de aceitação foi o projeto de branqueamento da população na época do Império. Quando branquear a população tornou-se necessidade, ficou super claro que a sociedade não vivia em harmonia. Uma das medidas para lidar com os ex-escravos foi deportar para a África, o que para mim representou uma violência igual ao tráfico de escravo. Levar os negros e mestiços de volta à Africa representou a mesma quebra de vínculo com a terra e a pátria que aconteceu com seus antepassados traficados para a América. Não pensar neste aspecto nos mostra que mesmo abolindo a escravidão, ainda não se considerava os negros e seus descendentes como humanos, ao mesnos pelo grosso da sociedade. Como Rousseau mesmo dizia:
"aceitar que um filho de um humano pudesse desde logo não nascer livre era aceitar também que se pudesse não nascer humano"
Durante o debate sobre a miscigenação muitos queriam fazer valer que que o mestiço era uma raça inferior. Ouvi em algum lugar que nele se perdia as caracteristicas do bom branco e do bom negro. Segundo Carolina Viana Dantas havia quem pensasse que o mestiço era um degenerado, seria um resultado infeliz de uma mistura que certamente criaria marginalizados e criminosos. Entretanto como todo ponto possui um contraponto, Bilac e outros optaram por argumentar que o social é que faz o homem: a influência do meio em que se vive e a educação, ou a falta dela é que destina o homem a viver à margem ou ser bem sucedido.
Toda essa discussão nos mostra que a sociedade tupiniquim andava especulando sobre sua imagem e identidade. Era necessário esconder os mestiços e os negros, ou eles eram uma boa representação de nossa cultura? A dúvida acredito surgiu porque na Europa com adoção dos pensadores ao Darwinismo (em detrimento do Humanismo nascido algum tempo antes), as pessoas passaram a considerar o mestiço como raça inferior, e o Brasil por algum tempo pensou assim, foi por isso que a primeira solução cogitada para substituir a escravidão foi a vinda de trabalhadores europeus e não a utilização da mão de obra local, mas com este pequeno texto vemos que também houve quem tenha querido definir e enquadrar essa população mestiça e também transformá-la em ícone nacional. Ao meu ver tentou-se também convencer a comunidade internacional das vantagens da miscigenação, para se obter o reconhecimento externo. Bilac mesmo teria dito isso sobre a peça O dote baseada no romance de Arthur Azevedo e encenada por artistas italianos. Ele acreditava que a peça faria propaganda da cultura brasileira no exterior, mostrando que havia algum mérito na nossa convivência mista. Não era vergonha alguma admitir que aqui existiam pretos e mestiços.

Por fim uma frase de Bilac: " Queremos tirar o preto das nossas fotografias, das nossas peças de teatro, dos nossos romances, da nossa história, da nossa raça e da nossa vida... Absurda pretensão! Néscia e irritante mania! Nenhum povo altera, nem anula, nem precipita a sua história. O preto é inseparável, na constituição da nossa raça, dos outros elementos que tem contribuído e ainda hão de contribuir para formá-la."

se quiserem ler mais visitem o blog: folhetimutopia.blogspot.com (visitem please!XD)

domingo, 25 de setembro de 2011

Detesto a Escola


Este poema é um pequeno resumo da minha vida escolar (que já acabou há 4 anos). Se quiserem ver mais vão no meu blog: http://www.oventonoroestetraznoticias.blogspot.com/

Quando o domingo se vai,
bate aquela agonia,
pois o primeiro tempo é geometria!

Lá vem a complicação,
porque três mulheres pedem atenção:
a mediatriz, a hipotenusa e a tangente.
Para enrolar ainda aparecem seus maridos:
os diametros, os catetos e os cálculos pendentes.

Na Biologia até enrolo,
meia dúzia de conceitos decoro.
Mas com a Aritmética é brabo.
Uso regra de três a doidado.

Química é a perdição.
Ai ai ai quanto cálculo com fração!
Em Física eu só colo
perdi as esperanças
de calcular a tração.

Mas não é toda matéria,
que me estimula a pensar nas férias.
Em Português e Redação eu mando benzão!
Descrição, narrativa e dissertação.
Passei até em concurso.
Como sou boa no discurso!

Inglês também não é problema.
Minha ultima prova
A professora elogiou
e a colega invejou,
se mordeu de raiva porque não colou.

Mas minha menina dos olhos,
é a História.
Minha grande colega de viagens
Uma musa notória.

Não preciso de cabine telefônica
como Bll e Ted.
As páginas do livro é que me pedem:
"Venha conosco heroína!
Muita aventura a espera.
Traga sua carabina que:
Com Odisseus enfrentarás as sereias!
Com os hereges causarás cismas nas igrejas!
Com os portugueses chegarás a El dourado!
Com piratas profanarás templos sagrados!
E com filósofos reencontrarás sua vida!"

Mas apesar dessa delícia,
já começo a segunda
pensando com malícia
como diminuir os dias úteis
e como aguentar conversas fúteis.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Morte


Bom hoje um vim trazer um pouquinho de melancolia (momentos emo)

Queria que minhas velhas cicatrizes não abrissem.
Porém ver-te causa-me agonia.
Relembro toda expectativa disfarçada,
a poesia vã cuja explicação nunca veio.

veio a veia rasgada,
a jorrar abundante o vermelho líquido
e congelar-me por sua ausência o interior.

Nada mais me agrada.
Minha vida é uma farça,
porque a loucura invalidou toda lógica
que há anos comecei a construir.

Oh irônico anjo, que poesias me cantou ao pé do ouvido!
Tua crueldade milenar
fez com que as promessas fossem impossíveis de concretizar.
e de saudades meu coração veio a palpitar.
e de desgosto fez-me querer abandonar
todo meu encanto de menina.

Os sonhos vieram a suicidar-se
outra pessoa nasceu
que ainda não cresceu,
fica a cambalear entre o passado e o presente,
sem saber porque está descontente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um aspecto sobre o racismo.


Desde que passei a seguir a Jaredy do http://escritoracasual.blogspot.com/ fiquei na vontade de escrever algo sobre racismo, mas só agora lembrando do passado, à mesa com familiares, que resgatei um ponto importante.
Quando eu era pequena, morava com meus pais, meu irmão e meus avós. Com a exceção do meu avô a família era toda branca. Sendo crianças não questionávamos a cor dele, era da família e pronto. Era o pai da minha mãe, por mais que ela não o chamasse assim. Só ficamos sabendo que ele era o segundo marido da minha avó no início da adolescência. O importante porém, é que não o víamos como um negro. Ouvíamos falar na televisão da situação dos negros, da discriminação, e por mais que víssemos a semelhança com nosso avô, não associávamos uma coisa com a outra. Para nós o negro era o outro aos moldes de Tzvetan Todorov, aquele que é o nosso oposto e serve para ajudar a definir nossa identidade através da oposição, daquilo que não somos. Meu avô como estava próximo era branco, não pela nascença mas pelo amor que sentíamos por ele. Já perceberam o sentimento clânico que temos com nossa família e com aqueles que estão mais próximos de nós? Pois é, meu avô estava protegido por ele, mas apenas dentro da família.
Hoje sei que vemos o negro como o outro dentro da nossa própria sociedade porque o racismo foi naturalizado, a gente aprende a tê-lo, mesmo que o negro não more assim tão longe de nós, e não seja muitas vezes tão diferente. Ainda bem que nas escolas já se começa a introduzir estudos sobre as diversas etnias do país. Acredito que mudando essa Educação desde a infância aprenderemos a ser menos excludentes, deixando que a vida deles seja menos apreensiva, já que não terão mais o medo de sair na rua e ser insultado apenas por ter nascido do jeito que é.
O chato que assim como eu e meu irmão, as pessoas aprendem essa diferença na televisão. Por exemplo, a personagem principal das novelas é sempre branca e a maioria das empregadas negras, demorou anos até que mudassem esse quadro na novela Da cor do Pecado, ou mesmo o caso da Glória Maria como a primeira e a única negra no jornalismo da Globo, pelo menos das que aparecem nos programas.
Numa sociedade como a brasileira não há como ignorar a nossa herança negra, tanto na cultura quanto no nosso sangue, ou nos afetos. Nem nos áureos sonhos de D. Pedro I o Brasil poderia se tornar uma sociedade branca e européia, somos simplesmente tropicais e heterogêneos e devemos ter satisfação com isso, temos mais o que compartilhar uns com os outros em termos de vivências. Somos um povo muito rico, e por isso é necessário desaprender essa cultura ultrapassada construída no erro, e perpetuada por ele.
Sem falar que, a naturalização do racismo é uma das razões para crises de identidade e falta de aceitação. Meu avô passava talco no rosto para ficar mais parecido conosco (não quero nem imaginar o que ele ouviu pra sentir essa necessidade, deve ter sido algo bem cruel)e eu tinha uma amiguinha que adorava meu boneco que fazia xixi, tanto que a mãe comprou um igual pra ela, só que negro. Só esse detalhe que separava o meu do dela, no entanto bastou pra ela só querer o meu que era branco. Por que fazemos esse mal uns aos outros ? Totalmente desnecessário. Acho que não há sentimento pior que o ódio contra si mesmo, então não tolero uma sociedade que perpetua preconceitos tão repugnantes. E você já pensou nisso? Não espere o feriado do zumbi para pensar, pense agora e renove-se.

domingo, 31 de julho de 2011

Educação no Brasil

Na sala de aula a professora respira fundo. Ainda não chegaram seus alunos. Neide ( esse era o nome da professora) tenta imaginar um plano para ensinar a matéria do dia, que foi a mesma de algum dia do ano passado, e que ela não sabe, mas vai ser a mesma nos próximos 10 anos.
“Invento musiquinha? Faço uma atividade em classe? Ah quem me dera promover um debate!”
Ela queria poder falar e ouvir seus alunos. Sendo professora de história poderia colocar em discussão todos os conceitos sobre o passado, e estimular seus alunos a construir a própria história. O que a impedia? Um grande bicho papão chamado: livro didático. O livro didático propõe questões tolas, decorebas, do jeito que os pais gostam. Como ficaria feliz se pudesse usar trechos dos autores que lera na faculdade (com devida moderação)!Ao invés disso fica presa à confusa narrativa que mistura correntes de opinião contrárias, e ensinam de maneira arbitrária. E assim insatisfeita fica a reproduzir em classe com monotonia e decepção.
Quando a turma começa a chegar e a ocupar seus lugares, o personagem principal deixa de ser Neide e passa a ser Édson. Aos quatorze anos Édson tinha maiores preocupações além da queda da Bastilha e sua nota de História. Estava a fim da Laurinha mas namorava a Clarinha. Estava mandando ver na guitarra e montou a própria banda de rock. Estava na dúvida se deixava o cabelo crescer e colocava piercing, ou se devia fazer uma tatuagem escondido. Queria em formato de dragão no braço todo. Ele nem cogitava que a Revolução Francesa pudesse ser um assunto interessante. “Nem é sobre meu país!”, mas nem pra História do Brasil ligava, achava tudo muito chato, e afinal de que aquilo lhe serviria? Era melhor fazer uma escola técnica pelo menos seu ensino teria alguma utilidade, e quem sabe ele não precisaria voar tanto.
Quando a professora mandou fazerem o exercício, ele copiou praticamente os trechos do livro que respondiam as questões. Coitada de Neide, teria que aceitar mesmo assim aquela resposta sem vergonha, a narrativa do livro não é um apoio é uma norma. A professora porém não perde as esperanças deseja passar alguns filmes aos alunos. Coitada dela! Adolescentes de 14 anos só querem fazer algazarra e só prestam atenção nas aulas de biologia quando falam de sistema reprodutor!


Esta pequena narrativa é uma mostra do que eu presenciei nos meus anos de colégio e o que ouço dos professores da faculdade. Um dia serei professora, mas morro de medo de cair na mesmice que apontei em Neide.
A questão do livro didático é essencial. Os livros didáticos demoram a serem atualizados,e não servem para problematizar e discutir, só servem para reduzir e facilitar o acúmulo de informações. E por que? Porque o ensino é voltado para o vestibular, que segue a lógica do que o mais importante é o acúmulo de informação. Que tipo de cidadãos ele fabrica? Aquele que está acostumado a assimilar, decorar e ingenuamente reproduzir sem raciocinar. De que serve um cidadão que nunca inova contribuindo para a melhoria das condições de vida do resto da sociedade? Para muito pouco eu creio.
Eu sou partidária da opinião que cada um pode fazer a sua parte. Eu sei que não é uma idéia muito política, mas se não fazem por mim, acredito que eu deva correr atrás então. O importante é não desistir e investir em novas idéias. O que não se pode deixar acontecer é que continuemos produzindo mão de obra desqualificada, e acabar usando gente de fora.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sonhos estranhos: meu encontro com Jesus Cristo!



Esse sonho foi bem marcante. Uma mulher vestida de branco e loira flutuava no ar levantando as ondas que submergiriam a cidade. Eu sobrevivi e quando a água baixava os sobreviventes ficavam desesperados para reencontrar suas famílias, eu não estava excluída disso.
O interessante é que a pastelaria e o resto do comercio voltou a trabalhar normalmente (nem perto do fim do mundo eles param!) e eu comi um joelho, só que a novidade é que ao comer uma dor terrível no baixo ventre começou a apitar, e nao era dor de barriga, era pior que cólica menstrual, e todas as pessoas estavam sentindo. Alguém me explicou que era uma mutação que todo mundo começou a sentir após a enchente, e eu acabei descobrindo que piorava se você comesse carne vermelha.
Mas o pior é que a enchente tornou a acontecer mais 4 vezes e eu fui sobrevivendo a cada uma, teve uma hora que eu conversei com a mulher de branco e pedi pra ela não deixar que eu fosse comida por tubarão (tenho pavor de tubarão) mas ela apenas ficou rindo, na ultima vez que ela reapareceu nós estávamos num lugar que parecia a Igreja do meu bairro, e eu implorava a ela pra não mandar de novo, pra ela poupar a gente. Eu sei que ela resolveu mandar Jesus para salvar os inocentes jogando um pequeno tubo de proveta no chão que exalava uma fumaça branca.
Não vi o rosto dele porque fui acordando mas senti como se uma energia boa tivesse percorrido meu corpo, e acho que ele disse que eu devia continuar com a minha missão depois de 2012, mas exatamente o que ele disse eu não sei. Isso que dá ficar ligada nas catástrofes naturais que ocorreram na primeira década de 2000 (veja postagem referente a isso no link a baixo)

http://diariosdebordo-2.blogspot.com/2011/04/planeta-terra.html

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Furacão Marina

Saudações aos leitores da Noticia no divã! Eu sou Aleska Lemos, a autora do Melô das bactérias e nova integrante deste blog. O Carlos diz que eu seria responsável pela parte das crônicas deste jornal eletrônico, mas não sei se dá mesmo pra classificar assim, então acho que vou ser a responsável pelo lado maluco do blog (rss). Espero que gostem!


Furacão Marina
catástrofe natural
que vai fazendo rima.
Por onde passa
seu rodo arrasta
a sujeira e a poeira,
mas também dá fim
à papelada,à panelada
e passa cera na quina do sofá.

Quebra a jarra e sai
sem falar nada.
Joga água no arroz de ontem
e sempre esquece a ordem dos enfeites.
Dá fim no remédio da hipertensão
e nos documentos da aula de direção.
Joga fora meus amados lixos
e não limpa meus livros.

Mas até que compensa o mau trabalho
com a boa conversa e as grandes estórias.
Além daqui ela trabalha em shows, festas, maratonas e outros eventos.
Me contou que em micaretas celulares são esmagados
(pelos próprios donos enquanto pulam)
Que ricaço incendeia a própria festa,
e conta quem traiu e quem foi malogrado.

O mais chato nas histórias
são os politicos de seu bairro
que deixam os cidadãos a pisar no barro
porque não asfaltam outras ruas
além das suas.
E usam o dinheiro da prefeitura
para comprar casa em copacabana
enquanto inventam firulas.

Mas marina está sempre firme
para dar à familia tudo o que pode
enquanto faz minha mãe surtar com sua arte
de eliminar o que não deve
e negligenciar cantinhos sujos dos cômodos
que esperavam mais empenho de sua parte

Aleska Lemos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Melô das bactérias


O meu almoço caiu no chão
agora as bactérias se arrastarão
pelo arroz e pelo feijão.
Não coma a comida que caiu no chão!
Não coma a comida que caiu no chão!
As bactérias o envenenarão.
Comerão seu cérebro
e você falará célebu
e terá diarréia
seu esôfago e traquéia
virarão geléia.

Não coma a comida que caiu no chão!
Não coma a comida que caiu no chão!
As bacterias o envenenarão!

Tem que varrer e passar desinfetante
esfregar com pano de chão
e patinar com cuidado
para não quebrar o braço
e se juntar às bactérias
no piso liso da cozinha.

se vc gostou acesse: www.diariodebordo-2.blogspot.com se não acesse www.diariosdebordo-2.blogspot.com :D