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domingo, 10 de julho de 2011

Nostalgia em rosto de menina



Vai mais uma dica esta semana. Gizelle Smith, cantora pouco conhecida no Brasil, é um dos novos talentos da música negra americana. Combinando influências do Soul e do R&B, Gizelle dá um tom nostálgico a suas músicas. Siga com "Working Woman".

domingo, 3 de julho de 2011

Paulinho da Viola no programa "Andante"

Um bocado da história do samba através da descoberta da trajetória de Paulinho da Viola enquanto músico profissional. O programa, além da entrevista com o próprio Paulinho, traz depoimentos de grandes nomes do samba, como o grande Elton Medeiros, uma de suas maiores influências. Vale a pena conferir.





domingo, 26 de junho de 2011

A vinda de um mito


       

Em outubro virá ao Brasil um dos maiores artistas internacionais e possivelmente o maior guitarrista vivo. Eric Clapton, músico que atravessou gerações, é o único guitarrista que pode se orgulhar de ter gravado solos para os Beatles, além do próprio George Harrison, obviamente. Foi inclusive o organizador do belíssimo show-tributo em homenagem ao último.
Com sucessos em diferentes épocas e em diferentes estilos como "Cocaine", "Layla", "Tears in Heaven", "Wonderful Tonight", o cantor-compositor também deu nova vida a sucessos de outros artistas, como em "I Shot the Sheriff" de Bob Marley ou dos enormes sucessos do Blues que gravou aos montes, garantindo o resgate histórico de figuras como B.B.King, Buddy Guy, Albert King, Robert Cray, Steve Ray Vaughan e tantos outros.
Sem dúvida, é uma grande oportunidade para os fãs brasileiros de sua boa música e, em especial, aos fãs da guitarra elétrica, dada a enorme influência do artista para gerações e gerações de guitarristas no mundo inteiro.

domingo, 5 de junho de 2011

Erykah Badu: a música negra que não passa na MTV

Fica ai mais uma dica para apreciação. Erykah Badu, americana do Texas, gravou seu primeiro álbum em 1997. Baduizm era seu nome, meu álbum preferido da cantora. Comumente associada ao soul e ao R&B, Erykah Badu é dona de uma voz suave e uma levada viciante.

Vencedora inclusive de Grammy, a cantora já esteve até no Brasil, mas os canais musicais da TV a Cabo brasileira preferem estereotipar a música negra americana divulgando os grandes nomes das grandes gravadoras, que em geral enchem o povo com música de baixa qualidade e conteúdo alienante.

A seguir, vídeo e letra de Other Side of the Game, do mesmo álbum Baduizm:




Otherside Of The Game (tradução)
Eu realmente quero meu amor?
Irmão, me diga
O que fazer
Eu sei que você precisa ter a sua convicção em cima
Então eu rezo
Eu entendo o jogo às vezes
Mas eu amo ele demais

O que você vai fazer quando eles vierem por você?
Trabalho não é honesto, mas paga as contas (sim, paga)
O que você vai fazer quando eles vierem por você?
Meu deus, não suporto a vida sem você

Veja, eu e meu amor temos essa situação
Veja irmão, temos essa situação complexa
E não é porque ele não tem educação
Porque eu estava lá na formatura dele
Eu não estou dizendo que essa vida não funciona
Mas sou eu e o bebê que ele machuca
Porque eu digo a ele certo e ele pensa que estou errada
Mas eu amo ele demais

Ele me deu a vida que eu vim a ter
Ele me deu a música que eu vim a dar
Pressão em mim, mas a semente cresceu
Não posso conseguir sozinha
O verão veio e as flores floresceram
Ele se tornou o sol e eu me tornei a lua
Presentes precioso que ambos recebemos
Ou seria isso faz-de-conta

O que você vai fazer quando eles vierem por você?
Trabalho não é honesto, mas paga as contas
O que você vai fazer quando eles vierem por você?
Ele me deu a vida que eu vim a ter

Não se preocupe
Deus vai nos ver por dentro, vai sim
Não pode parar a revolução
Mas nos pagamos

domingo, 22 de maio de 2011

Leviana!

Isto sim é música popular brasileira. Aí está a beleza do samba, para aqueles preconceituosos do "odeio pagode". No samba não há o sub-entendido, não há pudor, não há meias palavras. E com a devida licença poética, a grosseiria vira arte. Poderia existir isto na bossa-nova, tão impregnada de um cavalheirismo aristocrático? Ou ser dito no rock, no qual não me lembro de nada proveitoso ter sido dito?

A princípio não imaginaríamos uma mulher que merecesse tal ofensa. Mas, possivelmente, todos nós já tivemos vontade de dizê-lo a uma. Quem não conheceu uma leviana? Siga com Zé Keti!

domingo, 15 de maio de 2011

O outro lado da Abbey Road (The Other side of Abbey Road)


Este álbum de George Benson é uma regravação de várias músicas dos Beatles. Do outro lado da Abbey Road (ou do outro lado do Atlântico), Benson dá um toque de jazz e soul aos Beatles, bem ao seu estilo. Acima é um medley com "Because" e " Come Together". No álbum ainda estão " Golden Slumbers", " Here Comes the sun", " Something"  e outras.

domingo, 1 de maio de 2011

Hip Hop: Cultura Popular e Potencial Revolucionário


Venho neste artigo expressar minha grande admiração, apesar de não ser um grande conhecedor, por este que pode ser considerado um gênero musical, mas que ao meu ver hoje se destaca como uma nascente cultura popular no mundo todo.

Apesar de muitas vezes apropriado pela indústria fonográfica como algo fútil, como forma de introjetar velhos vícios da nossa sociedade como o machismo, a ganância e diversos outros valores inerentes a construção simbólica do capitalismo, o Hip-Hop é, na verdade ( e essa face não aparece na mídia), a expressão de uma cultura contra-hegemônica, de valorização do pobre, do trabalhador, dos sonhos da juventude.

Este papel já foi cumprido anteriormente pelo blues americano, aquele que expressava as saudades do negro americano da África, no nosso próprio samba brasileiro e às vezes até no rock, como questionamento aos padrões morais do velho continente. No entanto, o Hip-Hop ( resultado da ascensão da música percursiva, tema que dá pano pra manga e outro artigo) combina o viés popular com a influência em escala mundial.

Abaixo envio vídeo do MC Durango Kid, ou camarada Marcelo. Jovem lutador e revolucionário, Marcelo Moraes desenvolve sua militância e expõe as suas angústias através do Hip Hop:

domingo, 24 de abril de 2011

Bens Culturais x Bens comerciais


O sociólogo francês Pierre Bourdieu dá sentido a essas duas noções, que sem o devido aprofundamento poderiam parecer tratar de mero preconceito ou estranhamento ao diferente, diverso. Para ele, a construção simbólica do que é bom, apreciável, "de qualidade" na arte se dá na esfera do "campo". Ou seja, as referências consolidadas se fazem na competição interior a um campo, e através dela ganham autoridade frente a seus pares.

Assim, esse campo constrói uma esfera de significados e valores que lhe é própria. Dessa forma, no campo da música, por exemplo, para ter status de "música boa", o artista deve atender às exigências do campo, trabalhar sua arte e forma que corresponda às expectativas e à capacidade de compreensão de seus ouvintes.

No entanto, ainda assim Bourdieu explica como existem os bens culturais e os bens comerciais. Os bens culturais são aqueles que a partir do campo conseguem agregar valor ao campo, ou seja, consegue extrapolar o que há de estabelecido e inaugurar novos elementos e tendências, tendo maior longevidade, portanto. Os comerciais são aqueles que trabalham nas demarcações do campo, ou seja, são reprodução daquilo que já foi feito, não vão além do que o campo já tem agregado de valor simbólico.

A inspiração deste artigo veio ao assistir a apresentação a seguir de Michael Jackson e Britney Spears. A música é "The Way You Make Me Feel", do próprio Michael Jackson. Assistino criticamente ao vídeo, percebe-se o abismo que há entre os dois artistas. Michael Jackson, conhecido como o rei do Pop, é sem dúvida uma das grandes referências da música internacional e, depois dos Beatles, talvez seja o artista mais influente da música ocidental no século XX. Suas coreografias inéditas abriram espaço para uma nova tradição na música Pop, seus clipes, verdadeiras obras de arte, inauguraram uma nova relação da música com a imagem. Tudo isso sem falar nos grandes Hits que marcaram época.

Cantando ao lado de Britney Spears, uma de suas filhas musicalmente falando, tendo em vista o que foi dito acima, Michael Jackson evidencia a própria fragilidade da artista. Conhecida por seus Playbacks, Britney tem sua trajetória marcada, assim como tantas outras, por explorar a imagem da mulher auto-suficiente, sexualmente resolvida e bonita. Um mero produto de mercado pensado para um público determinado. Ou seja, uma super-exploração daquela relação entre música e imagem iniciada por Michael, porém sem nada agregar em termos musicais e/ou simbólicos. Segue o vídeo:

domingo, 17 de abril de 2011

Tim Maia: a música negra tupiniquim

                  

                                   Por Allysson Lemos

Mais uma breve homenagem a este grande da música. Admirador de seu talento desde a infância, não sabia andar no carro sem que não houvesse Tim Maia no toca-fitas. Assim como eu, Tim Maia embalou diversas gerações e até hoje seus sucessos são tocados por aí com um quê de atualidade.

Música que nos remete ao soul americano, a black music em geral, o segredo do sucesso de Tim Maia sem dúvida está na capacidade de combinar estes ritmos com lindas melodias da melhor música tupiniquim,e letras com temas, em geral, de amor, além da voz insuperável e uma figura extremamente simpática. Tudo isto o fez ser um dos cantores mais populares do Brasil.

A seguir, uma das músicas que eu smepre fazia repetir no toca-fitas, Festa de Santo Reis: