É
difícil de acreditar, mas nossos digníssimos cientistas estão
perto de criar uma das coisas que a humanidade mais sonhou em ter
durante toda a sua existência: a pílula do esquecimento. E alguém
aí sabe o por que da minha animação? É que a partir da criação
da nova maravilha, más lembranças e situações traumáticas
poderão ser completamente apagadas de seu cérebro.
Deixa
eu tentar explicar. Estudos comprovam que a memória não está
relacionada apenas com o passado. Cada vez que nos lembramos de algum
fato, a estrutura responsável por esse setor do cérebro é
modificada baseada no momento em que estamos vivendo, alterada pelos
nossos sentimentos e pelo conhecimento adquirido através dos anos.
Trocando em miúdos, quanto mais o tempo passa, mais o medo e a
tensão passam de sensações momentâneas a partes integrantes da
própria lembrança.
Segundo
os responsáveis pelos estudos, o cérebro não procura um ambiente
perfeito de lembranças, e sim uma espécie de atualização natural.
É como se o cérebro se certificasse de que as informações que
ocupam espaço em nossa cabeça ainda são úteis. Isso até pode
tornar nossa memória menos precisa, mas também a torna mais
relevante para o futuro.
Com
relação ao nosso organismo, sempre que o cérebro mantém uma
lembrança, ele utiliza uma pequena quantidade de produtos químicos.
A boa nova é que a neurociência descobriu que uma família
igualmente pequena de compostos químicos pode ser sintetizada em
forma de pílula para tentar neutralizar aqueles encontrados no
cérebro, funcionando como uma verdadeira borracha.
Tudo
ocorre assim. Nossa memória tem seu início em um conjunto
modificado de ligações entre as células do cérebro. Para podermos
reconstruir algum fato, buscar uma lembrança, é preciso que um
conjunto de tecidos elétricos seja unido mais firme que o normal, de
modo que um dispara as células do tecido imediatamente acima. Só
assim essa lembrança é “edificada”. Quando um circuito de
células que representam uma memória é ligado em conjunto.
Para
estabilizar as células nervosas e mostrar para o resto do corpo o
bom e o ruim, o cérebro precisa sintetizar proteínas. Uma delas já
foi identificada pelos cientistas e se chama PKMzeta.
É
tudo muito complexo, mas, está enganado quem pensa que esses estudos
estão distantes da realidade. Os neurocientistas envolvidos no
projeto já têm avançado em suas pesquisas com cobaias. Choques
elétricos repetitivos, fez com que ratos de laboratório criassem em
sua memória o alerta de que, ao se aproximarem de um dos cantos da
gaiola, se machucariam.
Algum
tempo depois, os pesquisadores passaram a administrar pequenas
quantidades de hormônios inibidores de PKMzeta, e notaram que em
pouco tempo os ratos voltavam a frequentar o canto da gaiola que lhes
causava tanto pavor.
Mas
apesar do sucesso nas experiências com cobaias, outras pesquisas
ainda terão de ser realizadas em breve, para testar a eficácia da
pílula, o que aproxima, cada vez mais, os testes em humanos.
Achei
essa matéria sensacional! Imagina você não se lembrar da dor da
perda de um ente querido apenas tomando um simples comprimido.
Viva
a Ciência!



















