segunda-feira, 14 de março de 2011

FLAFLU SEM GOLS E MURICY JOGA O BONÉ.

Um clássico histórico. Uma partida sem sal.
Foto: Photocamera

Por Carlos Pinho . . .

Numa partida sem grandes emoções, Flamengo e Fluminense não passaram do 0 a 0 no primeiro clássico disputado nesta Taça Rio. Para o Fla, pouco impacto, já que a equipe é a atual campeã da Taça Guanabara, com vaga garantida na final. Ademais, mantém-se invicto em 2011.

Para o Fluminense, o resultado não foi o ideal. Entretanto, os problemas do tricolor estão além do resultado do último domingo e o inferno astral já começou há algum tempo.

Peter Siemsen, presidente do clube, assumiu o cargo e manteve Alcides Antunes como vice de futebol, dirigente da gestão em que o clube sagrou-se campeão Brasileiro. Os maus resultados levaram o novo mandatário a elencar o culpado. Pra ele, Alcides. O anúncio deu-se num momento, vejo, inoportuno: a véspera de um FlaFlu. O técnico Muricy Ramalho foi o último a saber. Segundo informações, o ex vice tinha uma ótima relação com a comissão técnica e com o elenco.

Agora, a pior notícia que um tricolor poderia ouvir numa semana decisiva: Muricy não é mais técnico do Fluminense. Alegando que não conseguia mais tolerar a falta de estrutura do clube, o vitorioso treinador declarou o seu desligamento do clube após o empate contra o Flamengo.

Muricy Ramalho, na saída do estádio.
Foto: Ivo Gonzalez

Em nota oficial, Muricy Ramalho explicou a sua saída e fez os agradecimentos finais:

“Tomei esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje, achei correto esperar o jogo. Quando cheguei ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube. O primeiro foi conquistado com o título do Campeonato Brasileiro de 2010, e o segundo, a melhoria na estrutura, não foi realizada. Quero muito agradecer a todos que trabalharam comigo durante esse período e dizer que meu ciclo foi encerrado no clube. Quero agradecer também a Unimed, através de seu presidente Celso Barros, parceiro em todos os momentos, pelo apoio recebido durante todo o meu trabalho, e ao Alcides Antunes, que batalhou junto. O agradecimento especial é para torcida do Fluminense pelo total apoio enquanto comandei o time. Desejo muito sorte e sucesso a diretoria, a equipe, aos funcionários e torcida”.

A sua saída só mostra que o tricolor das Laranjeiras está muito distante do ideal no quesito estrutura e que, por vezes, os títulos mascaram muita coisa que precisa ser feita e corrigida.

No dia 23 de março, o Flu terá um desafio vital para as suas pretensões na Copa Libertadores da América: o América-Mex, no Engenhão. O tricolor está entre a fortuna e a miséria. E os torcedores aflitos com esse castelo, que mais parece ser de cartas.


sábado, 12 de março de 2011

O Discurso do Rei (The kings speech)

Por Aline Marques Gomes


O Academy Awards é a premiação de cinema mais conceituada e de mais credibilidade no mundo atual. Particularmente considero a premiação do Oscar um termômetro que mede o que há de melhor no mundo da sétima arte.
No caso da 83º cerimônia de entrega dos prêmios do Oscar, ocorrida no dia 27 de fevereiro de 2011, foram 10 indicados ao prêmio principal, de melhor filme. E como leiga, mas admiradora da arte, postarei meu pitaco acerca dos indicados. A começar pelo grande vencedor da noite.
Filho do monarca George V, Bertie/George VI (Colin Firth), busca ajuda para curar sua gagueira nervosa. Após passar por diversos tratamentos, sem sucesso, sua esposa Elizabeth Bowes-Lyon (Helena Bonham Carter) procura ajuda de um fonoaudiólogo, que possui técnicas de tratamento não ortodoxas.
A história é marcante. De um lado, trata da dificuldade de falar em público, o que seria um problema relativamente comum, se não fosse vivenciado por um líder, as vésperas da Segunda Guerra Mundial, que precisa comunicar-se com seu povo aflito. De outro, aborda um relacionamento incomum entre médico e paciente, cheio de altos e baixos, mas que resulta num exemplo de superação.
A narrativa conta com os diálogos, como base para expressar os sentimentos, as angústias e o sucesso de George VI. No entanto, também conta com as técnicas de Tom Hooper para materializar tais sentimentos, este foi o vencedor do Oscar de melhor direção. Colin Firth também venceu merecidamente o prêmio de melhor ator. O filme acrescenta à conta o prêmio de melhor roteiro original, e saiu como o grande vencedor da noite, levando a estatueta de melhor filme. Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter receberam indicações para melhor ator e atriz coadjuvante, mas não saíram com a estatueta.
Título original: (The King's Speech)
Lançamento: 2010 (Inglaterra)
Direção: Tom Hooper
Atores: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon.
Duração: 118 min
Gênero: Drama


quinta-feira, 10 de março de 2011

História de Adão e Eva segundo um Ateu bem humorado


Quadro de Albrecht Dürer, arte de Rodrigo Shampoo

Deus era um cara solitário que conversava diariamente com seu bonequinho de fantoche que ficava na sua mão esquerda. Certo dia Ele estava entediado e resolveu criar o mundo. Bastou um estalo de dedos e... voilà. Lá estavam o universo, as estrelas, os planetas, as plantas, os animais e tudo mais.
Diariamente Deus conversava com sua samambaia, até que ficou furioso com a falta de resposta resolveu criar o homem enquanto cagava. Com barro da privada misturado à merda que saía dos meios Teus, criou o homem: um ser dotado de uma exímia capacidade de fazer merda. Por que será?
Sem criatividade Deus deu-lhe o nome de Adão.
Então Deus teve um amigo para conversar. Era papo sobre tudo, ferramentas, futebol, cerveja, churrasco, carros, mas faltava algo: a mulher.
Sem pensar duas vezes Deus retirou uma costela de Adão e fez a mulher. Pronto, a festa estava completa, falavam da bunda dela, dos peitos dela, das coxas dela, tudo isso enquanto ela ia pegar a cerveja. Deus falava para Adão “coisas sobre a terra, a água e o ar”. Até que a mulher, chamada Eva (outro surto divino de falta de criatividade), resolveu abrir a boca:
- Adão, toma vergonha na cara, vai trabalhar e compra uma roupa. Ou prefere ficar desfilando por aí com uma folhinha tampando o seu pequenino pênis? Aproveita e compra roupa para mim também. Melhor ainda, me dê o seu cartão, pois eu quero um vestido Versace, uma bolsa da Louis Vuitton que combine com o vestido, um sapato Prada e cristais Swarowsky.
E começou a discussão...
Deus saiu pela tangente e deixou um recado para os dois: “A maça é minha sobremesa, quem comer mandarei para o inferno!”.
Eva muito bolada com a falta de sexo resolveu então bater um papinho com a sedutora cobra, já que Adão não usava a sua que ficava escondida atrás da folhinha.
Papo vai, papo vem, a cobra e Eva exageraram no vinho e acabaram... vocês sabem! O fato é que Eva, totalmente relaxada, se distraiu e comeu a porra da maçã, logo a maçã que era proibida. Ela não podia ter comido laranja ou a pêra? Mas não, a “anta” comeu justamente a maçã!
Adão, o corno, a viu com a cobra e foi imediatamente tirar satisfações com sua esposa.
- EVAAAAAAAAAAA! – esbravejou Adão – Você me traiu com uma cobra?
- Uma cobra não, Adão. Uma anaconda! – respondeu Eva.
Foi então que Deus apareceu puto da vida e mandou Eva para o inferno, pois ele ficara sem maçã e teve que se contentar com a jaca.
Adão ficou satisfeito com o castigo dado a Eva e sentou-se ao lado de Deus, acendeu um baseado e começou a conversar com o Criador.
- Pois é, ela mereceu!
- Não é? – perguntou Deus.
- Ééééééhhhh. – respondeu Adão.
- Então é isso aí! – disse o Criador.
- Ééééééhhhh. – disse a criatura.
- Não é? – perguntou Deus, de novo.
- Ééééééhhhh. – respondeu Adão.
Os dois, em um momento chapado, começaram a rir sem motivo algum, até que Deus teve uma caganeira e saiu correndo. Ele lembrou que usou a privada para criar Adão, então fez no mato mesmo e se limpou com o pobre do coelhinho branco.
Adão, totalmente chapado, foi até a macieira mijar e deu de cara com a cobra. Foi aí que Adão virou Eva... vocês sabem!
Deus voltou furioso e disse a Adão:
- Porra, Adão! Esse buraco era só de saída! Como pôde? Tu és como um filho pra mim.
Eis que Adão responde:
- Ai, Papi. Eu pelo menos não comi maçã, pois prefiro nabo! Se você me castigar, eu te processo por racismo, seu homofóbico!
Deus sem saber o que fazer criou vários homens e várias mulheres. A situação saiu do controle e deu a merda que deu! Dilma, Serra, Garotinho, César Maia, Rosinha, Palocci, Sarney, Collor, FHC, Lula, Ahmadinejad, Hitler, Tiririca, Banda Kalypso, Claudia Leitte, Lacraia, Val Baiano, Obina, Pinochet, Josiel, Fahel, Bruno, Temer, Mulheres Frutas, Eurico Miranda, um monte de MC’s, NX Zero, duplas sertanejas, Edmundo Santos Silva, Ricardo Teixeira, Gugu, Lady Gaga... pausa para um curto-circuito mental.
Agora está explicado!
Por Rodrigo Shampoo

segunda-feira, 7 de março de 2011

O CARNAVAL DE PAULO BARROS

Paulo Barros
Foto: Hudson Pontes
Fonte: http://extra.globo.com

Por Carlos Pinho. . .

Durante a transmissão do Desfile das Escolas de Samba do Rio, feita pela Globo, a âncora Ana Paula Araújo lançou uma questão  aos comentaristas convidados: Paulo Barros estaria repetitivo?

Houve o consenso de que “seria uma questão de estilo”. E concordo. O modo de se fazer o carnaval baseado no luxo e requinte existe há décadas e esse questionamento não aparece com tanta veemência.

A novidade desse ano: a comissão de frente perdendo a cabeça.
Foto: Pablo Jacob / Extra
Fonte: http://extra.globo.com

Paulo Barros e suas comissões de frente surpreendentes e com grandes efeitos visuais, suas alegorias vivas e suas alas coreografadas representam um novo olhar no fazer o evento. Reforçou o caráter de espetáculo que é tão discutido e enfatizado nas últimas três décadas, pelo menos.

O carnavalesco da Unidos da Tijuca trouxe uma nova e agradável perspectiva ao maior espetáculo do carnaval. O resto é conversa fiada.


Sinal Preto: História e Origem do Carnaval

Sinal Preto: História e Origem do Carnaval: "Uma breve explicação da idéia de 'perversão' geralmente associada ao carnaval. ADAPTADO DO SITE WIKIPÉDIA http://pt.wikipedia.org/wiki/Car..."

sexta-feira, 4 de março de 2011

AOS 110 ANOS, MORRE O ÚLTIMO VETERANO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

 Livros e Frank Buckles, a última testemunha.
Foto: Getty Images
Por Carlos Pinho. . .


Frank Buckles, último sobrevivente da Primeira Guerra Mundial- que chocou o mundo entre os anos de 1914 e 1918- mentiu a sua idade para ingressar no exército. Alistou-se aos 16 anos. Durante os combates, Buckles era responsável por dirigir a ambulância que prestava socorro aos soldados americanos, nos campos europeus. Antes do conflito chegar ao seu fim, já era cabo. Na Segunda Guerra Mundial, foi capturado na condição de civil pelos japoneses nas Filipinas, ficando preso por mais de três anos.

Buckles, que fizera aniversário no último dia 1 de fevereiro, faleceu de causas naturais aos 110 anos.  

quinta-feira, 3 de março de 2011

Acredite


Quando as flores de teu jardim murcharem
E a chuva se transformar em tempestade...
Quando as pessoas ao teu redor se calarem
E não houver mais criatividade

Para novos sonhos criar...
Quando não tiveres força para seguir em frente,
Tuas pernas tremerem e não conseguires andar...
Quando tu te sentires carente

Ou tão sozinho a ponto de nada sentir...
Quando as nuvens encobrirem teu céu,
Não houver motivos para sorrir
E nem mais sentires a doçura do mel...

Quando tudo for amargo, sombrio e feio
E olhar as estrelas se tornar cansativo,
Quanto te sentires “vazio estando cheio”
E tudo que é bom se tornar enjoativo,

Quando não conseguires rir de piadas,
Pagar micos, falar besteira
E nem ao menos fazer palhaçadas...
Quando só pensar em levantar te der uma canseira...

Quando tu te sentires arrasado
Achando que tudo no mundo perdeste
Quando tu te sentires derrotado
Pensando que foi em vão que tanto sofreste

Quando a música não tiver melodia
Quando tu desejares te esconder
Quando não houver mais alegria
O mundo e a ti mesmo desejares esquecer...

Saiba, que ainda assim, eu estarei aqui
Para pintar sorrisos em teu rosto,
Para regar teu jardim
E, então, pela vida novamente terás gosto.

Ajudar-te-ei a novos sonhos criar,
E sempre estarei aqui presente:
“O primeiro passo para que algo aconteça, é acreditar”
Acredite – quero o teu bem incondicionalmente.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FLAMENGO É CAMPEÃO DA TAÇA GUANABARA COM O CARINHO DE RONALDINHO

Ronaldinho levanta a Taça e a Presidente Patrícia Amorim bate palmas
Foto: André Durão/Globoesporte
Por Carlos Pinho . . .

Domingo à tarde. Vermelho e preto pelas ruas do Rio. Engenhão lotado. Balões eram enchidos aos montes pelos torcedores cheios de esperança na possibilidade de mais um título. E não deu outra . . .

O Flamengo mostrou a que veio desde a escalação montada por Vanderlei Luxemburgo. Um esquema para muitos inspirado na equipe campeã do mundo, a seleção espanhola. O time entrou em campo com três jogadores na frente: Thiago Neves pela esquerda, Botinelli pela esquerda e Ronaldinho Gaúcho centralizado. Apesar da falta de cacoete do “centroavante” Ronaldinho e do seu isolamento, o Flamengo dominou as ações, buscando o gol com trocas de passes entre as suas principais peças. Com muita movimentação tentou-se reparar a falta de um homem-gol no primeiro tempo.

A equipe do Boavista não chegou à toa na decisão. Apresentou-se no início com um esquema até ousado, com três atacantes: Tony, André Luís e Frontini. Porém, a equipe treinada por Alfredo Sampaio sentiu a pressão dos adversários do campo e das arquibancadas. Os mais de 40 mil apaixonados tiveram um papel fundamental nessa conquista. 

Ronaldinho esteve apagado durante a etapa inicial e melhorou no segundo tempo, com a entrada de Negueba e Diego Maurício. Mesmo assim, as jogadas não saíam como o esperado. A defesa do Boavista estava bem postada. Todos colaboravam na marcação e o goleiro Thiago fechava a sua meta.

O GOL. A CONSAGRAÇÃO.

 O olhar que parece combinar com a bola o seu destino
Foto: Fotoarena

Até que, aos 25 minutos do segundo tempo, Edu Pina fez falta em Thiago Neves próximo da área. A torcida pedia, cantava e sorria de esperança. E o motivo de tanta emoção foi ao encontro de sua inseparável companheira. Ajeitou a pelota. Tomou distancia. Observou o posicionamento da barreira. Correu e chutou. Talvez chutar seja uma palavra que não descreva da melhor maneira o lance. Na verdade, ele afagou a bola, tal qual um pai acarinhando o filho que está aprendendo a caminhar. E a cria atendeu ao carinho e, numa curva desconcertante, encontrou o fundo das redes da equipe de Bacaxá. Um momento único de um craque que está no coração dos rubro-negros.

 Até onde irá esse bonde? Só o tempo poderá responder. . .
Foto: Fotoarena

A partida não foi uma lavada. O Flamengo não está jogando o fino da bola. Ronaldinho ainda não alcançou a primazia. Não há um esquema tático definido. Entretanto, com o que já foi mostrado nas quatro linhas, conquistou-se a Taça Guanabara e a vaga na final do Campeonato Estadual está garantida. Será que alguém conseguirá frear o Bonde do Mengão?  

Abrace a Serra - Abrace e Aperfeiçoe essa Ideia


É de conhecimento de todos a catástrofe que ocorreu nas serras fluminenses em janeiro de 2011, e que se tornou a maior do país. O que talvez não esteja sendo tão divulgado é a campanha “Abrace a Serra”, uma iniciativa de moradores e empresários de Petrópolis/RJ com o objetivo de arrecadar fundos para os desabrigados pelas chuvas.

A casa de shows Tamboatá, em Itaipava (RJ), abraçou a serra e recebeu, no dia 21 de janeiro, seis bandas de Petrópolis e os Djs Goody e Christian Paes, além dos Djs residentes Vinicius Magalhães e Vitor Ventura, direcionando os lucros às vítimas.

E ontem, 27 de fevereiro, o Parque de Exposições de Itaipava recebeu Toni Garrido, Lenine, Arlindo Cruz, Alcione e Djavan dando um show apresentado por Thiago Lacerda, Heloisa Perissé e Murilo Benício, cujo lucro dos ingressos vendidos foi diretamente direcionado à construção de moradias para as vítimas das enchentes e barreiras. Além disso, qualquer um pagava meia entrada desde que levasse 1kg de alimento. Uma idéia legal e que demonstra o quanto, geralmente, lucra-se com os preços comumente caros pois tal atitude mostra como é possível fazer shows a preços mais populares.

É preciso se admitir que deixaram a desejar. Como é de costume, o público petropolitano não compareceu e a infra-estrutura era inadequada para uma cidade em que as chuvas predominam no cenário climático. Mas o pior foi que cada cantor atuou no palco por cerca de 15 minutos. Djavan, o mais esperado pela maior parte do público presente, foi quem menos cantou. O show dividido em pequenas “participações especiais” durou cerca de uma hora apenas. Após isso, o DJ Sany Pitbull fez todo mundo dançar colocando pra tocar o funk carioca e batidas eletrônicas muito bem remixadas.

A questão é: a idéia é ótima, mas pareceu mais um show comercial e não realmente solidário. Cada um dos artistas realmente só pode doar 15 minutos de seu valioso tempo? Por que não fazer dessa idéia uma constante e realizar shows com o mesmo objetivo em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, onde o público é muito maior? E mais, por que não fazer eventos desse gênero não só pela maior catástrofe do Brasil, mas também por outras causas? Desse modo, poder-se-ia ajudar a solucionar problemas e/ou prevenir futuros outros.

É bonito saber o quão bom é o coração dos artistas participantes, não é mesmo? Ou melhor, será mesmo? Se cada um deles e mais alguns doassem uma hora de seu tempo a cada alguns meses a arrecadação seria extremamente maior e a solidariedade deles seria muito melhor demonstrada. E isso, obviamente, implica que os patrocinadores deixem de lado, durante uma hora de certo em certo tempo, a ganância.

A conclusão é que a idéia é maravilhosa, mas por trás dela há outras questões e possibilidades de aperfeiçoamento. Apesar disso, a produção deve ser parabenizada pela realização. A chuva fez alguns desistirem de comparecer, mas quem foi não se arrependeu. Espera-se que novos eventos como esse venham a acontecer. Abrace a Serra - Abrace você também essa idéia.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

UMA DISPUTA. MUITOS INTERESSES.


Por Carlos Pinho. . .
O noticiário do futebol está agitado por conta da briga pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, durante o triênio 2012-2014. Na última quarta-feira, o Corinthians anunciou a saída do Clube dos Treze, entidade que representa os clubes em negociações desse tipo. Ontem foi a vez dos dirigentes dos quatro grandes clubes do Rio confirmarem, em entrevista coletiva, os seus afastamentos da entidade. Alegaram que não concordavam com a forma de condução feita pela entidade nesse caso. No entanto, para o mandatário do Botafogo, Maurício Assumpção, esse ato não caracterizava um rompimento total.
Com isso, poderiam negociar diretamente com os interessados pelo evento. A Globo é a atual detentora e a Band, sua parceira na empreitada futebolística. No final de 2010, começou a ser noticiada uma possível negociação do Clube dos Treze com a Rede Record, emissora que vêm ameaçando a posição de poder da Vênus Platinada e tem planos muito ambiciosos na busca pela liderança de audiência. A Rede TV! também demonstrou interesse em transmitir o Brasileirão pelos próximos três anos. Emissoras de televisão fechada estão de olho na questão dos pacotes pay-per-view.
O que vem sendo ventilado na mídia: “A Rede Record, num lance ousado, ofereceu a possibilidade de alterar o horário da rodada de meio de semana para 20h”(do site O Vermelho, matéria de Marco Aurélio Mello). Uma atitude nesse sentido seria muito interessante para os amantes do futebol que saem tarde das partidas que começam às 22 horas. E aos telespectadores também. Pois poderiam dormir mais cedo sem perder os grandes lances. Entretanto, seria péssimo para a Globo, pois veria os seus principais programas noturnos, o Jornal Nacional e a novela das nove, competindo com a paixão do brasileiro.   

Ademais, poderia significar um marco na história da televisão brasileira. Pois tal acontecimento seria a possibilidade de se dar mais concorrência ao meio televisivo. Há vários anos, a emissora da Família Marinho domina as paradas de sucesso sem ser ameaçada diretamente. Um monopólio que só empobrece a qualidade das programações. Desde as produções da extinta Rede Manchete, do saudoso Adolpho Bloch, ninguém demonstrou estar disposto a tal duelo de modo tão declarado.

Independente de quem vença essa licitação, o importante é que se busque um contrato que faça jus às tradições e merecimentos de seus clubes e que respeite o torcedor, com horários acessíveis e rentáveis. O ideal seria uma democratização na distribuição dos direitos, e não a exclusividade. Isso sim seria pensar no melhor para o telespectador e para o esporte .O futebol brasileiro precisa acompanhar o avanço que o país em si vem vivenciando. Deixar o pensamento mesquinho de tempos nefastos. Focar na valorização do Campeonato e deixar de lado as ganâncias individuais. Afinal, não existe partida com uma equipe apenas, por maior que seja a sua importância.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um Jogo. Muita Saudade.

Por Carlos Pinho. . .

Um clássico de tradição. Bonsucesso e São Cristovão, clubes que já viveram dias muito melhores nos campos da vida, enfrentaram-se ontem, pela 4ª rodada do Campeonato Carioca da Série B. A realidade das duas equipes está aquém dos louros de outrora. Bem distante das histórias sobre grandes partidas e jogadores contadas pelos torcedores de longa data, durante os bate-papos de intervalo. O varandão da saudade. Uma saudade boa.

Mário, um centroavante esguio e oportunista, vindo do Palmeiras. Jonas, uma muralha no gol. Tuca e o seu chute avassalador. Leônidas da Silva, o Diamante Negro, patrimônio indelével da cultura nacional e eterno na admiração dos torcedores do Rubro-Anil. Tantos craques que desfilaram categoria em tempos onde a Teixeira de Castro era um palco ilustre para os maiores do futebol no Brasil e no Mundo. Telê Santana (pelo Fluminense), Zico (pelo Flamengo) e Paulo César Caju (pelo Botafogo) são alguns desses personagens imortais.

Depois de bebermos um pouco na fonte do passado, voltemos à tarde do dia 23 de fevereiro de 2011. No primeiro tempo, o Bonsucesso buscou mais o ataque, fazendo-se valer do mando de campo e abrindo o placar. Mesmo com as falhas da defesa, safava-se pela fragilidade do time da rua Figueira de Melo, principalmente, de seu ataque. Afinal, valores como Ronaldo não surgem a granel. 

No segundo tempo, o Leão da Leopoldina manteve a sua postura ofensiva, sendo mais organizado. Na reta final, caiu de produção com as substituições que não renderam o esperado pelo técnico Manoel Neto. E ainda perdeu uma penalidade, desperdiçada pelo camisa 10 Marco Goiano. Resultado final: 1 a 0 para o Bonsuça, que segue em terceiro lugar, logo abaixo de Sendas e S. J. da Barra.

A bela surpresa da partida foi a escalação de um menino meio franzino que, inicialmente, pouco foi notado. Até tocar na bola. Juninho, um camisa 9 insinuante, infernizou a zaga dos Cadetes- como ficaram conhecidos popularmente. Marcou um lindo gol, fora o baile. Um jogador arisco e abusado no trato com a bola, como há muito não se via pela relva verde do estádio Leônidas da Silva. A esperança de uma torcida abnegada e de um clube que merece escrever melhores capítulos nos anais do nosso esporte.

 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ESPN.com.br - Informação é o nosso esporte - Direito de transmissão. Quanto vale um nacional?

ESPN.com.br - Informação é o nosso esporte - Direito de transmissão. Quanto vale um nacional?

Simplicidade x Individualismo


Costumamos dizer que os acontecimentos simples são os melhores. Mas por que, ao pensarmos neles, também temos o costume de nos referirmos a um pôr do sol, à visão do mar ou a um céu estrelado? sem querer desmerecê-los, são lindos e nos são dados por Deus e pela Mãe Natureza, mas por que tanta individualidade?

Simples mesmo, para um ser humano que se encontra cada vez mais conturbado, materialista e consumista, são uma mãe amamentando o filho, um adolescente dando lugar a um idoso no ônibus, a gentileza em oferecer um biscoito a uma criança mesmo sem conhecê-la, a educação do “muito obrigado”. E, por serem atitudes que atingem a um outro alguém, são mais fascinantes ainda.
Um outro ser humano será sempre mais importante do que um pôr do sol, por mais bonito que o fenômeno seja. Simplesmente porque ficará ainda mais belo e interessante com uma companhia, a qual se possa abraçar e partilhar o momento.
Mais simples ainda seria esse abraço. Há pessoas que temem ser tocadas. Por que? medo de germes e bactérias? devia-se ter medo é da solidão. Cada vez mais comum, causadora de doenças psicológicas, torna o ser humano menos feliz. A energia e o calor trocados são tão naturalmente simples e maravilhosos que geram força, esperança e fé.
O bom humor é outra simplicidade, e é uma daquelas que acaba por se transformar em dádiva. Gera o riso e o otimismo ao próprio e aos demais. Um aperto de mãos, tão simples, pode significar a palavra de quem o realiza. Um trato, um acordo, e o caráter dos donos das mãos é revelado.
Um beijo é tão simples e tão gostoso! Envolve duas pessoas, dois corpos e dois corações. Compartilhar, isso sim é simplicidade, e mais, felicidade! “Fazer o bem sem olhar a quem” é outro bom exemplo, porém alguns possuem tanta dificuldade em fazê-lo!
A ganância do homem é a sua própria cavação de cova. Não que ele vá morrer mais cedo, a expectativa de vida cresce a cada dia. Mas quem disse que viver é só respirar? viver mesmo é ser feliz, e pra isso é preciso ser simples e saber dar o merecido valor às coisas.
Ser simples não significa ser simplificado. E não é pra ser. Significa ser do jeito que se é sem se esquecer dos outros. “Gentileza gera gentileza”. Altruísmo e compaixão se atraem. Não é preciso ser Jesus nem Mahatma Gandhi, basta apenas ser simples!
Simples, não?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O MÍNIMO DE PACIÊNCIA


Por Carlos Pinho . . .

Semana que diziam ser decisiva em Brasília. Na última quarta-feira, o Congresso aprovou o reajuste do salário mínimo para 545 reais, como desejava o governo. Os parlamentares tinham três opções, defendidas pelas diversas frentes políticas que você, caro leitor, ajudou a colocar lá: além dos 545 reais, “cavada” pela bancada do PT e afiliados, haviam os 560 reais, da parte “cismada” do PMDB e os 600 reais, bandeira levantada aos quatro ventos pela oposição, liderada pelo PSDB, desde a campanha de Serra em 2010. As lideranças sindicais já declaravam ver com bons olhos um valor a partir de 580 reais.

Obviamente que, independente do resultado, a presidente Dilma Rousseff pode vetar ou não a decisão, voltando para a discussão no Congresso. É notório também que essa decisão e toda essa discussão acalorada em torno do salário mínimo está muito além da tão somente busca do bem estar do brasileiro. Entretanto, ainda assim o debate é importante, pois trata-se de algo que vai de encontro aos nossos interesses. Mas a lógica que move as pretensões da nossa classe política é atípica e disforme. E a pura procura do que seja melhor para a população, como representantes do povo, está longe de ser uma prioridade, a não ser que renda frutos ilícitos ou imorais aos próprios.

O PMDB, por exemplo, após cair a ficha e descobrir que não teria uma participação tão ativa no governo como esperava, passou a bater o pé contra o reajuste anunciado por Guido Mantega e sua trupe.

No entanto, o jogo do poder é feito a partir de debates, diálogos, choques de interesses. Temos que acompanhar o andamento, pois é muito relevante. E protestar, demonstrar a nossa insatisfação, no caso de uma decisão que não seja do agrado popular.  

Aguardando os próximos capítulos . . .
  

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Mente Genial de Escher


Mauritus Cornelis Escher foi um grande artista gráfico. Holandês, falecido em 1972, surpreende a todos com a sua persistência em temas como o infinito, a eternidade e ciclos. Suas obras se consistem em xilogravuras e litografias, e são daquele tipo que exigem muita atenção do admirador, uma vez que, se não forem bem observadas, será fácil perder detalhes interessantes.
Expostas até 27 de março no CCBB-RJ (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro, de terça a domingo, das 9h às 21h), mais de 90 obras de Escher, além de um filme em 3D mostrando a mente matemática e original que o levou a realizar determinas obras, são de deixar qualquer um perplexo devido à capacidade de criação do próprio. Suas obras causam ilusões de ótica, possuem perfeita perspectiva e interessantes formas tridimensionais. Ele dançou com a geometria, seduz o público com a sua criatividade e explorou o conceito de metamorfose.
Mestre de obras em preto e branco e de um incrível ilusionismo visual, Escher coloca a cuca dos observadores para funcionar. Uma curiosidade é que muitos amantes do rock o conhecem e nem sabem de tal fato. Uma de suas litografias mais famosas, “Répteis”, é capa do primeiro LP do grupo inglês Mott The Hoople, sem título, de 1969. A lista de bandas que possuem LPS com capas retratando obras de M. C. Escher é grande: Bas B. Browkhuis, Bauhaus, Beaver and Krause, Climax, dentre outras. Há dentre eles, por sinal, vinis bastante raros e caros.
O clipe da música Drive da banda Incubus mostra, logo no começo, a obra “Drawing Hands” de Escher. A ideia de um próprio desenho criar a si mesmo é utilizada diversas vezes ao longo do video. A obra “Relativity” é uma das mais queridas de quem conhece o artista, ela aparece no clip da música Otherside da banda Red Hot Chili Peppers, assim como no clip da música Laughing wifh da cantora indie Regina Spektor e até a abertura da novela “Top Model” (1989/1990) foi inspirada em tal obra. Para os mais curiosos vale contar que até mesmo a fase bônus do jogo Sonic, do Sega Mega Drive, é inspirada na obra “Sky and Water”, onde pássaros se transformam em peixes.
Escher é considerado um gênio da geometria e sempre foi muito admirado por conseguir usufruir dela e explorá-la de uma maneira MUITO intensa. Não só representando formas bi e tridimensionais perfeitamente, como elaborando ilusões de ótica a partir dela. E a curiosidade, no fim das contas, é que ele não estudou geometria. Ele sequer era bom aluno em matemática, no entanto, suas obras são baseadas em conceitos matemáticos! O fato é que ele tinha tudo dentro da caixola mesmo sem ter estudado, sem saber exatamente o que era, os nomes das técnicas e etc.

As técnicas surrealistas do artista intrigam (escadas e quedas d’águas que parecem tanto estar subindo quando descendo, por exemplo) e encantam. Ele transformou a geometria e o impossível em obras muito interessantes. Ele, afinal, foi e será sempre genial. A admiração vista em referências de obras de tantos outros artistas é uma comprovação disso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O SHOW PRECISA CONTINUAR

 Obra de Sonia Madruga

 Por Carlos Pinho 

Dos braços de um povo
Do peito de uma gente
Constroem-se a ilusão, o belo, o novo
Faz-se possível o que estava em mente

O esforço vencido pelo fogo de instantes
A tristeza se alastra, lambendo a esperança
O mais forte se desfaz feito criança
A quarta de cinzas chegou antes

O grito calado
O choro incontido
O olhar marejado
O coração ferido

Mas como foi dito
Não há de se fraquejar
Pois o Samba agoniza, porém sobrevive
E, apesar dos revides, o show precisa continuar



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Lixo Extraordinário" - Um documentário de excelência


"Lixo Extraordinário" destaca-se por diversos motivos: é sensível, belo e extremamente humano. O filme acompanha um ousado projeto realizado por Vik Muniz, artista plástico brasileiro de grande reconhecimento internacional, que consiste em não só relatar o cotidiano de catadores de lixo de um dos maiores aterros sanitários do mundo, o Jardim Gramacho, localizado na periferia do estado do Rio de Janeiro, como também em demonstrar intensamente a capacidade que a arte possui de ser transformada e de transformar as pessoas que a ela tiverem acesso.

Vencedor do Prêmio de Público de Melhor Documentário Internacional de Sundance (janeiro de 2010) e do também Prêmio de Público de Melhor Documentário do Festival de Berlim (fevereiro de 2010), dentre outros, está concorrendo ao Oscar e inaugurando a indicação de uma produção brasileira à categoria de melhor documentário. O filme passeia por aspectos diversos, como a possibilidade de reaproveitamento e de transformação do que, para alguns, chama-se lixo, a importância de se dar o devido reconhecimento ao trabalho dos catadores e os sentimentos, ora de orgulho, ora de desespero, dos mesmos.

Não se pode deixar de citar a beleza das ideias de Vik Muniz; utilizando-se de quaisquer objetos e material reciclável que estivessem ao seu alcance, ele e os catadores participantes formaram obras que, ao longe, retratam perfeitamente uma imagem (fotografias dos catadores tiradas por Vik) e de perto mostram a utilidade dos materiais. Uma delas chegou a ser leiloada em Londres por cerca de 100 mil reais, dinheiro este que foi revertido em contribuição a projetos dos trabalhadores de Jardim Gramacho.

É belíssimo ver a transformação que o projeto causou nos participantes. É de uma sensibilidade ímpar perceber o quão eles são pessoas grandiosas. A humildade lhes é motivo de orgulho, pois como os próprios dizem, melhor catar lixo do que se prostituir ou traficar drogas. Desse modo, são dignos e honestos.

O elenco representa, além de todos os catadores de lixo, o quanto é possível realizar projetos que mudem para melhor a vida das pessoas, mesmo que o número seja pequeno, o valor é inestimável.

As duas últimas ideias aqui apresentadas são, de longe, as mais importantes do filme. E é por todas que a produção merece, sem dúvidas, ser aplaudida de pé.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

INCÊNDIO PREJUDICA O CARNAVAL DE TRÊS ESCOLAS DE SAMBA NO RIO DE JANEIRO

 Foto: R7.com

Por Carlos Pinho . . .

Um grande incêndio nos barracões das Escolas de Samba Grande Rio, União da Ilha e Portela comprometeu e muito a beleza e a conclusão de seus projetos para o desfile na Sapucaí. 

A defesa interditou o local, já que parte da estrutura ficou bastante danificada. A União da Ilha, que iniciou os trabalhos de preparação do Carnaval em junho do ano passado, perdeu quase todas as fantasias de seu enredo O Mistério da Vida e ainda teve uma de suas alegorias prejudicada. A Portela, segundo o seu carnavalesco Roberto Szaniecki, teve uma perda aproximada de 90% , entre alegorias, fantasias e adereços. A Grande Rio, a agremiação de Duque de Caxias, considerada por muitos uma das favoritas desse ano, foi a que sofreu mais com o fogo. Ao ver o cenário de destruição de todo o trabalho construído em um ano, Helinho Figueiredo, presidente da Escola, chegou a passar mal na praça de alimentação da Cidade do Samba.

Dirigentes da Portela, desesperados com a situação, tentaram a todo custo entrar para recuperar o que pudessem, mas foram contidos pelos policiais, que faziam a segurança do local.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu todo o apoio necessário para que as Escolas possam entrar na avenida “da melhor maneira possível”, palavras dele. Sugeriu também que a Liesa não rebaixe nenhuma das envolvidas. Apesar da destruição, os presidentes das três agremiações garantiram que colocarão as Escolas na avenida.

A cúpula da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro promoverá uma reunião na noite desta segunda para analisar o caso. A possibilidade de não ocorrer rebaixamento no Grupo Especial neste carnaval será estudada.

Era a obra de um ano. Um ano de esforço para dar vida a uma idéia. Dos meros vergalhões, uma estrutura de alegoria. As plumas enfeitando as fantasias. Pessoas trabalhando com afinco, dia e noite, dormindo no barracão, para garantir que tudo terminasse dentro do prazo. Os frutos de um trabalho árduo e suado consumidos pelas chamas. No entanto, a esperança é chama que não se apaga.


Mais do que nunca, a força das comunidades que transformam os sonhos dos enredos em realidade no palco maior da folia, será necessária. Um povo que terá de enxugar as lágrimas, “levantar a poeira e dar a volta por cima”, como diz o eterno samba de Paulo Vanzolini. O luxo das alegorias e a beleza das fantasias são importantes nessa festa que cada vez mais atrai o olhar do mundo. Entretanto, o diferencial sempre foi e será a garra inesgotável dos operários da folia, o samba cantado com amor e devoção pelos componentes, o requebrado das passistas, o bailar elegante do mestre-sala e da porta-bandeira, o girar harmonioso das baianas, a essência desse patrimônio histórico da nossa gente. Uma manifestação cultural que desde os desfiles na Praça Onze, quando o carnaval era elitizado e a alternativa do povão era botar o bloco na rua, vem mostrando o seu inestimável valor.