terça-feira, 12 de julho de 2011

E NO FUTURO NOSSAS CIDADES SERÃO AQUÁTICAS!


Com o aumento do aquecimento global e a intensificação do degelo polar, o nível da água do mar está crescendo e em pouco tempo, segundo os especialistas, a terra será engolida pelos oceanos e aqueles que quiserem sobreviver terão que se adaptar e viver em cidades aquáticas, que ficam vagando pelos mares dia e noite.

Parece coisa de filme, né? tipo, Waterworld - O segredo das águas. Mas não, para o arquiteto francês Vincent Callebaut, que pensando nisso, já projetou sua própria cidade aquática auto-sustentável: a Lilypad, cujo design é inspirado em uma vitória régia da Amazônia.

A cidade ecológica flutuante possui três setores e cada um deles será destinado a uma atividade: trabalho, entretenimento e moradia. No centro da cidade, interligando todos eles, há um lago, abastecido pela chuva, de onde os moradores obterão água potável, a partir de um sistema próprio de purificação.

A alimentação é obtida através de hortas, localizadas ao redor do lago, e toda a cidade será coberta por jardins suspensos, que promoverão a integração do homem com a natureza.

A Lilypad também será equipada para produzir energia eólica, hidráulica, solar, térmica e, também, a partir de biomassa e do movimento das ondas.

E não é só isso, a cidade aquática será construída com fibras de poliéster e receberá camadas de dióxido de titânio, que, segundo o designer, absorvem a poluição atmosférica quando entram em contato com os raios ultravioleta, ou seja, além de tudo, a Lilypad ainda ajudaria a reduzir a poluição do planeta.

Outra ação em relação ao tema é um projeto holandês do escritório de arquitetura WHIM, chamado Recycled Island, que consiste em construir uma enorme ilha capaz de abrigar as pessoas que poderão perder suas casas por causa de fenômenos provocados pelas mudanças climáticas.

Ela seria construída juntando todo o plástico que hoje está flutuando sobre as águas da região oceânica que é considerada o maior depósito de lixo do planeta, o Giro Pacífico Norte, e usando esses resíduos para construir a ilha com as mesmas proporções territoriais da cidade de Manaus. A meta é formar um território insular flutuante onde existam casas, comércio, lazer e plantações.

"- Queremos propor um habitat confortável, mas que não precise depender de recursos oferecidos por outros países", diz Ramon Knoester, um dos criadores da ideia, que está sendo viabilizada.

Talvez seja mesmo a solução para os problemas do mundo como o conhecemos, mas no momento, não passa de imaginação de seus criadores.

Enquanto isso a matéria-prima de nossas futuras moradias continua por aí, boiando e poluindo nossos mares!

Deus da Carnificina: teatro e realidade

Completando um ano em cartaz, “Deus da Carnificina” gira em torno de dois casais que se encontram para conversar sobre uma briga ocorrida entre seus respectivos filhos. E a conversa, à medida em que se desenvolve, acaba por deixar vir à tona sutis problemas presentes na vida dos dois casais. A demora para se resolver algo sobre o assunto proposto acaba por estressar os personagens, fazendo com que, com o decorrer do tempo, a inicial cordialidade perca espaço para atitudes impulsivas e que, por um lado, são mais sinceras, deixando para trás a hipocrisia do “fingir simpatia“. Com perspicácia é possível perceber fatos comuns às pessoas e casais de modo geral e que, na peça, são transmitidos aparentemente em segundo plano mas de modo fundamental para que a mesma se desenvolva. Chega um ponto em que cada um dos personagens reflete sobre si mesmo e de modo quase escondido temas como crises conjugais e liberdade aparecem. Ou seja, a peça aparentemente singela acaba por rasgar a falsa polidez social.
Com um diálogo muito bem-humorado, “Deus da Carnificina” (Le Dieu Du Carnage, originalmente) foi escrita pela dramaturga argelina radicada francesa Yasmina Reza, que se baseou no comportamento da classe média francesa com muitos toques de ironia.
Encenada primeiramente em Zurique, em 2006, “Deus da Carnificina” recebeu diversas sucessivas montagens. A versão londrina, de 2008, teve o consagrado ator Ralph Fiennes no elenco e ganhou o prêmio Laurence Olivier de melhor comédia. O texto alcançou a Broadway em 2009 e conquistou o prêmio Tony nas categorias melhor peça, melhor diretor (Matthew Warchus) e melhor atriz (Marcia Gay Harden). Há projetos de transformá-la em filme em 2012. A produção brasileira é dirigida por Emílio de Mello e possui tradução de Eloisa Ribeiro e seu excelente elenco é formado por Julia Lemmertz, Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figueiredo; e já rendeu diversos prêmios, como o QUEM 2010 e o merecido APTR a atriz Julia Lemmertz, na categoria melhor atriz de teatro.
Com um cenário simples e um elenco de apenas quatro atores e personagens que se mantém quase o tempo todo em cena, a peça prende a atenção da plateia de uma maneira que, com essas características, é difícil acontecer. Fato que pode levar à conclusão de que a produção é realmente muito boa.
Até o último dia 3 em temporada no Rio, “Deus da Carnificina” participou do Festival de Inverno do Sesc em Petrópolis e em Teresópolis e de 22 de julho a 28 de agosto segue em temporada em São Paulo. Para quem estiver na capital paulista e tiver oportunidade, vale a pena assistir!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Crônicas sobre o meu tempo

Muitas vezes pedimos para o tempo passar mais rápido, outras vezes caímos em contradição e gostaríamos de ter o poder de pará-lo. Seria fácil! Bastava quebrar o relógio! Mas o tempo lá fora não pararia, e tempo seria perdido, este bem precioso que não queremos abrir mão, nem que seja para não fazer nada e reclamar depois que não temos tempo para nada.

Tique taque dia e noite, noite e dia, neste ritmo frenético minha mãe dizia o que eu tinha que fazer nas primeiras horas do dia: “hora de acordar, hora de ir para a escola”... Já na escola, quem ditava o ritmo era o sinal que estava sempre cinco minutos atrasado do relógio de parede da sala de aula. Mas a hora era sempre mais devagar quando estava perto da hora do recreio. Só que depois do recreio passava rápido e logo era hora de ir embora.

Ah, meu relógio de parede! Marcava sempre 13 horas quando o almoço estava na mesa. O meu relógio nunca errava. Mas logo depois ele dava uma de dedo duro e avisava para a minha mãe que era hora do banho, e, depois do banho, o dever de casa. Sentia raiva do meu relógio redondo pendurado na parede da cozinha, preto e branco com grandes números de um a doze e três ponteiros que não paravam de rodar, às vezes faziam um tique taque insuportável.

Mas o meu relógio se redimia quando falava para minha mãe que eu já podia brincar, e brincando eu esquecia do tempo, até ser chamado para tomar banho e jantar. Como eu odiava o tempo que parecia andar mais rápido enquanto eu brincava do que enquanto eu estudava.

Que relação de amor e ódio é essa que eu tenho com o tempo? Será que todos têm? Por que eu tinha que ir dormir sem sono? Esse tal tempo é poderoso, ele não para nunca, e ainda põe todos ao seu dispor. Menos eu, que enquanto estava sem sono olhava para a janela e o via passar na maior tranquilidade, pensando no novo dia que o sol traria na manhã seguinte.

Hoje eu sou escravo do meu tempo, sempre olho para as paredes à procura de um relógio. Mas ainda guardo o velho hábito da infância de olhar para janela sem sono antes de dormir. Então eu olho para o meu velho relógio de parede e penso “estou livre de você, pelo menos até acordar”.

Neste momento, eu queria ser um gato, que recebe carinho e não se preocupa com o tempo. Mas esse felino come ração: “eca!”. Prefiro ver a hora e olhar para o meu relógio de parede. Já estou atrasado!


domingo, 10 de julho de 2011

Nostalgia em rosto de menina



Vai mais uma dica esta semana. Gizelle Smith, cantora pouco conhecida no Brasil, é um dos novos talentos da música negra americana. Combinando influências do Soul e do R&B, Gizelle dá um tom nostálgico a suas músicas. Siga com "Working Woman".

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O poeta está vivo!


Por Carlos Pinho

Cazuza nos deixou órfãos há exatos 21 anos. O menino que queria mudar o mundo buscou todo o amor que houvesse na vida para ver seu dia nascer feliz. 


De tão exagerado em sua vida louca, fez parte do seu show enfrentar o tempo, que teima em não parar, nesse mundo, que, segundo Cartola, é um moinho. 


O poeta está vivo em cada verso que compôs, em cada canção eternizada, que nos arrebata com ideologia e nos emociona como segredos de liquidificador. 


Viva Cazuza!     

A Revolta dos Bueiros

"Não tem mais bala perdida, agora é bueiro perdido", diz uma moradora da cidade do Rio de Janeiro e diversos jornais, impressos e virtuais, repetem o dito. Já foram mais de 10 os registros de bueiros com problemas, grande parte causando explosões e até mesmo fazendo com que alguns voassem pelos ares. E aí Light, qual é a sua? exterminar parte da população que usufrui da energia elétrica para viver? olha, elas pagam as contas de luz de suas respectivas casas... são delas que vêm o dinheiro que mantém a empresa, viu?
Só rindo para não chorar. É preciso debochar bastante porque, meu povo, não dá pra levar isso a sério demais. É isso o que fazem conosco, debocham descaradamente de nós. Pagar 100 mil reais de multa é pouco. Reformar quatro mil câmaras subterrâneas nos próximos dois anos pode ser muito: muito tempo! É claro que o número de câmaras é absurdo para que seja possível reformá-las em menos tempo, mas isso só deixa mais claro ainda o quanto riem de nós. Afinal, deixar acumular essa quantidade toda de câmaras com problemas, mesmo quando pequenos, é simplesmente demonstrar o quanto desejam apenas o dinheiro em suas contas no fim de cada mês (e que quantias devem ganhar os donos de uma empresa como essa, hein?) mas o bem-estar da população, ah! isso não importa.
Está na hora de desenvolvermos um pouco nossas paranóias e o T.O.C que há em cada um de nós (Transtorno Obsessivo Compulsivo), mesmo que minimamente: vamos andar pelas ruas olhando desesperadamente para os bueiros e nos esforçando para passarmos longe daqueles que pertencem à Light (se é que as empresas de gás não estão envolvidas nisso). Afinal, melhor parecer meio louco do que correr o risco de sofrer graves queimaduras ou até morrer (ou não?).
Conclusão: no nosso país, como é de conhecimento de todos, política e medidas de infra-estrutura são sinônimos de descaso, e povo é sinônimo de conformismo (cadê as revoltas???). Aliás, para os integrantes do alto escalão nacional (financeiramente, porque nos quesitos 'honestidade' e 'compromisso' estão no último patamar possível da hierarquia da sociedade), povo é sinônimo de 'NADA'.
Vamos continuar acompanhando as notícias e, é claro, tendo muito cuidado ao andar na rua. Seria legal se inventassem um aparelho detector de perigos. Que tal? enquanto isso continuamos no nosso dia-a-dia, de olho nos acontecimentos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aprenda com as minas, Mano!


Por Carlos Pinho

Quem para por mais de uma hora assistindo aos jogos dos rapazes de nossa seleção – que, infelizmente, não é mais nossa e sim da CBF – está perdendo um tempo precioso de vida. Um velho amigo me dizia: “quer ver espetáculo? Vá ao show da Madonna. Eu quero vencer e ser campeão”. Obviamente que todos querem ver seu time vencedor, mas, quando acompanhado de um belo futebol, melhor ainda. Belo futebol que as feras da NOSSA (agora sim) seleção feminina vêm mostrando em gramados alemãs. E, minina, essa seleção tá um arraso! (Ops, desculpe a exaltação) 


Para quem não sabe, pois só vê a Globo, as meninas vão muito bem e obrigado na Copa do Mundo disputada na terra do chucrute. Marta e cia. alcançaram a classificação no último domingo com a vitória sobre a Noruega por 3 a 0 e joga neste momento (agorinha, agorinha mesmo) contra a Guiné Equatorial praticamente em ritmo de treino.


Guiné Equatorial que protagonizou uma cena das mais dantescas da história do esporte no último domingo. Enquanto se defendia do ataque australiano, a jogadora africana agarrou a bola dentro da sua área, passeou com a pelota por alguns instantes e nada da juíza marcar pênalti, para o desespero das lindas atletas oceâniacas (quem nasce na Oceania).


Voltando às seleções brasileiras, os “manos” do Mano precisam ver o que essas moças estão fazendo. Contra a “fortíssima” Chavezuela, digo, Venezuela, país do baseball e das estatizações inesperadas, foi um martírio. . . para o torcedor. Foi a prova de que nem sempre uma equipe que entra em campo com três atacantes é ofensiva. Rapazes, senão repetirem todas as jogadas feitas pelas “minas”, pelo menos tentem atuar com objetividade e com sandálias rasteiras, pois salto alto prejudica na hora de correr atrás da bola.  

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A literatura de Monteiro Lobato


Por Carlos Pinho

Autor de obras que marcaram o imaginário de jovens de muitas gerações, Monteiro Lobato nasceu na cidade de Taubaté, no dia 18 de abril de 1882. Criado num sítio, foi alfabetizado pela própria mãe e tomou gosto pela leitura ao descobrir a biblioteca do seu avô, o Visconde de Tremembé. Desde os primeiros anos de estudante, já escrevia contos para os pequenos jornais escolares. 

Seu sonho era ingressar na Faculdade de Belas Artes, porém, por imposição do avô, acabou cursando Direito na antiga Faculdade do Largo do São Francisco. Além da paixão pela escrita, Monteiro Lobato também era desenhista e caricaturista.

Monteiro Lobato também escrevia para o público adulto. Escreveu textos criticando o governo da época de Getúlio Vargas e chegou até a ser preso por conta das suas declarações.




Mas, de fato, o grande sucesso do escritor deu-se pela literatura infantil. E a série de livros Sítio do Picapau Amarelo foi a sua maior façanha, levada, anos mais tarde, à tela da televisão, nas emissoras Tupi, Cultura, Bandeirantes e Globo. Personagens como Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde de Sabugosa, Dona Benta, Cuca, entre outros, permanecem vivos na lembrança dos jovens de ontem e de hoje.

Monteiro Lobato, de Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e Picapau Amarelo (1939), morreu em São Paulo, em 4 de julho de 1948, devido a um espasmo cerebral. Desde 2002, empresta a data de seu aniversário para a comemoração do Dia Nacional do Livro Infantil.

Para homenagear esse ícone da literatura infantil, selecionei algumas de suas frases:

"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e, por fim, pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"

“Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”.

“Um governo deve sair do povo como a fumaça de uma fogueira”.

"Um país se faz com homens e livros".

domingo, 3 de julho de 2011

Paulinho da Viola no programa "Andante"

Um bocado da história do samba através da descoberta da trajetória de Paulinho da Viola enquanto músico profissional. O programa, além da entrevista com o próprio Paulinho, traz depoimentos de grandes nomes do samba, como o grande Elton Medeiros, uma de suas maiores influências. Vale a pena conferir.





sábado, 2 de julho de 2011

Carta a um amor falecido, porém vivo

Meu amor, onde você está? Tenho virado de um lado para o outro todas estas noites, procurando pelo seu corpo, pelo seu toque, sua simples presença. As últimas noites têm sido tão profundamente frias. Cadê o calor de sua pele pra me aquecer? Quero seu corpo no meu me fazendo transpirar. Transpirar de amor.
Meu amor, onde você está? A carência do meu corpo está me enlouquecendo. A carência de minha alma está me deprimindo. Quero suas mãos dentro de mim, sua língua em meu ouvido e seu cheiro em meu lençol. No nosso lençol.
Esta cama sem você me parece mais um deserto árido e sem vida. É grande demais só pra mim, um vazio. Não é mais um ninho de carinhos, é apenas uma cama. Eu quero sentir o seu cheiro. Perfume de homem. Eu quero sentir o seu gosto salgado de pele suada. Ah, como eu quero! Quero dormir cansada depois de nos amarmos. Sua respiração em sono profundo é uma melodia bela e aconchegante, na qual me perco em devaneios mil.
Vem, meu amor. Eu tiro minha roupa pra você. Eu visto o espartilho de que você mais gosta. Eu me entrego aos prazeres da carne. E se for pecado ser feliz assim, então que eu peque. Que eu peque, mas com você e só com você!
Seria quase fácil superar sua ida se nesse momento você estivesse dormindo em algum outro lugar, em qualquer outra casa ou em um hotel. Se o seu sono fosse o diário e comum, e não o eterno. Meu amor, por que você se foi? Eu não consigo me convencer de que naquele caixão mórbido e preto encontra-se você. Oh, meu querido, por que isto foi nos acontecer? As pessoas me dizem: “você tem de superar”. Eu tenho, eu sei. Mas por mais que eu me esforce tem sido mais difícil do que eu jamais poderia imaginar! Meu grande homem, você é essa estrela no céu que vejo tão bem através da janela de nosso eterno quarto? Você é. É também a flor que exala seu perfume no vaso que está em minha cabeceira. Você levou um pouco de mim consigo, mas deixou também um pouco de si comigo.
Meu amor, onde você está? No céu, sem dúvidas. Ou em outro lugar tão belo quanto. Está comigo, sempre estará. Eu vou superar, mas você e eu sabemos, jamais irei lhe esquecer. Querido, ainda hei de lhe reencontrar. E o nosso amor reviverá, reencarnado ou não.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Luto, sofro, venço

Eu poderia escrever um poema sobre minha luta contra questões sociais,
A favor dos oprimidos, desfavorecidos, àqueles que sofrem preconceito
Por aqueles que passam fome, por aqueles que dizem não aguentar mais.
Por os outros tantos que sofrem de alguma doença séria, pra qual nem há jeito.

Poderia escrever também pela minha batalha contra os estúpidos,
Aqueles que são grosseiros de graça, que nada enxergam além do próprio nariz.
Ou por aqueles que se deixam levar pela ganância, extremamente cúpidos.
Pessoas que passam por cima de outras pra conseguir o que pensam que é ser feliz.

Ou talvez sobre minhas guerras e consequentes fracassos ou vitórias totalmente pessoais,
Aquelas que envolvem questões familiares, comuns e, no entanto, tão únicas.
Pessoas inconvenientes, ingratas, estilo "tudo fala e nada faz",
Questões financeiras. Lembranças sem utilidade, nem ao menos lúdicas.

Com um pouco mais de perseverança eu escreveria um poema inteiro sobre a política,
E é claro, minha, e creio que nossa, árdua luta contra a corrupção nela presente.
Políticos embriagados pelo mau-caratismo, como se este fosse uma bebida etílica.
Escândalos, roubos. Estão em seus postos por e para si mesmos, não pra fazer pela gente.

Sem me importar em ser 'quase-um-pouco-talvez' polêmica,
Posso falar da minha luta contra esse "povo-gado", que se deixa dominar.
É persuadido pela mídia, pelas falsas promessas. Gente isquêmica.
Sangue não corre, cérebro não funciona. Pensamento próprio não mais há.

Poderia me dar ao luxo de ser um pouco infantil, quase até convém com minha idade;
E dizer que luto contra os falsos amores adolescentes,
Os quais eu julgo tão tolos. Vivo só os verdadeiros. Desprezo esses sem vida, sem seriedade.
Sem amor, afinal. Há quem diga que ele não exista, mas eu e muitos mais continuaremos crentes.

No final das contas escrevi um poema sobre diversos aspectos que me causam tristeza,
E afirmo, sem sombra de dúvida, eu consigo ser feliz e continuar lutando apesar de tudo.
Sofro, choro, quase entro em desatino. Mas enxergo em meio a isso até mesmo beleza.
E admiro quem de algum modo não se mantém alheio: cego, surdo e mudo.

Então tento fazer a minha parte, da meneira que me for possível,
E vou lutando contra as injustiças, tão erradas e tão reais. Não sou guerreira.
Mas sou humana e não estou disposta a perder minha humanidade. O ruim não é invisível.
Só não vê quem não quer, e quem não quer já não é mais humano. Não sou freira.

Porém não sou má. Pequena, mas com sonhos e planos grandes.
E por conseguir ser feliz e, embora com muita dor, continuar nessa batalha,
Eu digo e afirmo: Sou vencedora. À medida que posso, corto mazelas com frandes,
E sei que a justiça dos homens é torta, porém a de Deus não falha.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A música escondida pela censura


É de conhecimento geral o fato de que a Censura, durante a Ditadura Militar em nosso país, agia sob todos os aspectos da sociedade, inclusive no cultural. Censuravam músicas, por exemplo, proibindo-as de serem tocadas ou fazendo com que fossem reescritas.
A partir de tal fato, o produtor Marcus Fernando reuniu em quatro shows 52 músicas que, na época, sofreram censura. A série, intitulada “Cale-se - A censura musical”, começa hoje e vai até o dia 10 de julho, às 19h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB; Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Teatro II - Rio de Janeiro) e promete ser uma série única, uma vez que apresenta as músicas como eram originalmente.
Dentre as músicas apresentadas encontra-se o grande sucesso “Apesar de você”, de Chico Buarque; “Mestre-sala dos Mares”, que foi reescrita por ter sido censurada devido aos trechos explicitamente referentes à Revolta da Chibata; “Bolsa de Amores”, que supostamente ofendia às mulheres; “Chico Brito”, samba de Wilson Baptista e Afonso Teixeira, que já havia sido gravado muito antes de ser vetado pelo verso “fuma uma erva do norte”; “Tiro ao Álvaro”, proibida pelo vocabulário peculiar a Adoniran Barbosa, considerado de “mau gosto”.
O quarto show, com Eduardo Dussek e Cris Delanno, dedica-se ao pop rock, com músicas, por exemplo, de Raul Seixas - “Óculos escuros (Como vovó já dizia)” teve sua letra quase toda modificada por Paulo Coelho ao ter de ser reescrita. O primeiro disco da banda “Blitz” saiu com duas faixas arranhadas, pois haviam sido vetadas e a gravadora optou por essa medida para não ter de fabricar novamente os Lps.
Considera-se que o rock tenha sido o gênero que mais se utilizou dos acontecimentos da Ditadura Militar em suas letras. Fazendo relações explícitas ou subentendidas, metáforas e jogos com as palavras e fatos. A arte é realmente demais, capaz de ser bela até mesmo quando envolve, por opção, questões político-econômico-sociais. Vale a pena assistir!

Programação:
Dias 30 e 1° de julho: A MPB Calada - parte 1; com Fátima Guedes e Zé Luiz Mazziotti. Músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, João Bosco, Djavan, Toquinho, entre outros.
Dias 02 e 03 de julho: A MPB Calada - parte 2; com Verônica Ferriani e Zé Renato. Músicas de Gonzaguinha, Taiguara, Sergio Ricardo, Geraldo Vandré, Belchior, Ednardo, entre outros.
Dias 07 e 08 de julho: Censurando o popular; com Inez Viana e Alfredo Del-Penho. Músicas de Odair José, Fernando Mendes, Waldick Soriano, Luiz Ayrão, Benito di Paula, entre outros.
Dias 09 e 10 de julho: O Pop Rock Proibido; com Eduardo Dussek e Cris Delanno. Músicas de Rita Lee, Cazuza, Raul Seixas, Leo Jaime, Pepeu Gomes, Evandro Mesquita, entre outros.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A queda de um Mito


Por Carlos Pinho

O River Plate, uma das equipes mais tradicionais das Américas, foi rebaixado para a segunda divisão argentina. Clube de craques como Aimar, Daniel Passarella, Di Stéfano e Enzo Francescoli, empatou com o Belgrano por 1 a 1 e como havia perdido a primeira partida da repescagem por 2 a 0, acabou de fora da elite do futebol de seu país. 


Coincidência ou não, o dia 26 de junho passou a ter dois lados para os “Milionários”. Nesta data, mas no ano de 1996, o time comandado pelo uruguaio Francescoli vencia a Taça Libertadores. Quis o destino lhe reservar uma triste página 15 anos depois.  

 

Poesia profunda

Para começar bem a semana, sem perder o fio poético que se instaurou aqui no blog, trago para todos os leitores uma poesia que irá tocá-los lá no fundo (com todo o respeito). Conheça outras obras de Dogcão e sua turma.

domingo, 26 de junho de 2011

A vinda de um mito


       

Em outubro virá ao Brasil um dos maiores artistas internacionais e possivelmente o maior guitarrista vivo. Eric Clapton, músico que atravessou gerações, é o único guitarrista que pode se orgulhar de ter gravado solos para os Beatles, além do próprio George Harrison, obviamente. Foi inclusive o organizador do belíssimo show-tributo em homenagem ao último.
Com sucessos em diferentes épocas e em diferentes estilos como "Cocaine", "Layla", "Tears in Heaven", "Wonderful Tonight", o cantor-compositor também deu nova vida a sucessos de outros artistas, como em "I Shot the Sheriff" de Bob Marley ou dos enormes sucessos do Blues que gravou aos montes, garantindo o resgate histórico de figuras como B.B.King, Buddy Guy, Albert King, Robert Cray, Steve Ray Vaughan e tantos outros.
Sem dúvida, é uma grande oportunidade para os fãs brasileiros de sua boa música e, em especial, aos fãs da guitarra elétrica, dada a enorme influência do artista para gerações e gerações de guitarristas no mundo inteiro.

Buteco Filosófico


Por Carlos Pinho

Democracia , pra quem seria ?
Se o meu desejo é revelia
E o meu ranger se anestesia
Por ser tão pouco num todo

Oh , doce ilusão impregnada de lôdo
Emperrada na batalha do dia
Descompassada , um cego sem guia
Bebendo de um copo vazio , quem diria ?

No entanto , o povo clama pelo ontem
E a sua voz , contam aí , é a de deus
Quiçá , o que signifique aos ateus

Se não passamos de meros e pobres plebeus
E o problema da nação são os filhos seus
O homem é produto do meio ou invenção d'alguém ?



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Michael não morreu


Por Ribamar Filho


A sensação é estranha. Não me parece que Michael tenha morrido. Apesar de todos dizerem que ele não está mais entre nós, o eterno Rei do Pop teima em continuar conosco. A maior e melhor referência no universo da música pop é ele ainda e o será por muito tempo. E se Elvis não morreu, porque Michael haveria de ter morrido? Amanhã, 25 de junho, faz dois anos que enterraram um corpo. Mas a lenda sobrevive, cada vez mais talentosa, fascinante, inovadora e reveladora. Enfim, um brinde a Michael Jackson!


Neste post, escrevo não como crítico, mas como fã. Fui pêgo de surpresa, há dois anos, com o anúncio de sua morte prematura aos 50 anos. Mas é impossível conjugar os verbos no passado. Eu sinto a presença desse artista completo, que continua sendo inspiração para vários de seus contemporâneos, que sempre fazem menção ao Rei em suas apresentações, músicas e clipes.




Até o lançamento de Thriller, em 1982, a ferramenta videoclipe não era tão bem explorada. Mas Michael arrebentou! Seguiram-se Billie Jean, Beat it, Bad, Black or White, Remenber the time, Smooth Criminal e tantos outros. Referência no gênero, trouxe a estética certa para uma ferramenta de divulgação que jamais seria a mesma depois dele.


Muitas surpresas durante sua breve passagem pelo mundo da música, da arte e da dança. Passos como moonwalk e robot são dois estilos inéditos, que introduziram um novo modo de dançar e são febre em todo o mundo. As turnês mais caras e disputadas. Efeitos especiais, coreografias inovadoras e histeria marcam sua história. Os palcos ainda esperam o seu retorno e ele há de voltar.


E ainda nos chegam músicas inéditas. As homenagens e os tributos não param. Os clipes de Hollywood Tonight e de The Behind The Mask Project são exemplos vivíssimos do quanto somos fascinados e agradecidos a Michael.




Sua influência é infinita. Pensar em música, estilo, arte, inovação e tantos outros adjetivos referentes ao mundo pop, sem pensar em Michael é quase uma blasfêmia.


Eu disse lenda lá em cima? Que lenda que nada! Ele é real. Sua presença é viva dentro dos corações de todos os artistas, de todos os músicos e principalmente, de todos nós, fãs de carteirinha.


Michael para sempre. Jackson forever!

VERDE QUE TE QUERO VER-TE!

Imagem: REPRODUÇÃO DA INTERNET


Atualmente a questão sustentável se tornou mais do que a palavra propriamente indica ser, virou marca lucrativa. Ela é “vendida” por empresas que desejam atrelar seus produtos a um selo que pode trazer bons retornos.

Mas o quanto os produtos que trazem essa marca realmente ajudam o meio ambiente e o quanto não passam de discurso para faturar mais?

Partindo desse princípio, uma equipe de pesquisadores veio para decepcionar os consumidores que buscam cada vez mais os produtos “verdes’, ou ecologicamente corretos, ao afirmar que os ingredientes destes produtos podem ter origem em uma surpreendente fonte: o petróleo.

Em um estudo apresentado nesta semana no 241º encontro da Sociedade Americana de Química, a cientista Cara Bondi descreveu sua análise de mais de uma dúzia de produtos de limpeza de louças e roupas, além de líquidos de higiene pessoal.

Sem definições legais para produtos com desenvolvimento sustentável, natural ou renovável, Cara Bondi e seus colegas usaram um indicador incontestável cientificamente:

“De onde é que o carbono destes produtos se origina? Será que vem das plantas ou de produtos petroquímicos produzidos sinteticamente a partir do petróleo?”

Para responder a essa pergunta, a equipe de Bondi buscou uma variação da famosa técnica de datação por carbono 14, geralmente utilizado para a análise de carbono em fósseis, tecidos e outros artefatos. A técnica foi usada para determinar a origem do carbono nos produtos de limpeza, já que legalmente não há definições determinantes de "sustentável, natural ou renovável" no conteúdo de carbono do produto.

Os produtos testados, vendidos como verdes no mercado americano, traziam em suas fórmulas, muito menos de 50% do carbono derivado de fontes naturais. Alguns apresentaram somente 28% do carbono com origem orgânica.

Cara Bondi afirma que em um dos casos mais notáveis, um produto que era vendido como “livre de petróleo” continha 31% de carbono gerado a partir desta fonte.

“- Nem todo o carbono é criado igual. O carbono proveniente do petróleo não é um recurso renovável. Ninguém contesta que precisamos usar menos petróleo, e os produtos de consumo diário não podem ser exceção”, afirma Bondi.

O estudo mostrou que alguns produtos de limpeza como sabão em pó, líquido para lavar louça e sabonete que afirmam ser eco-friendly, não estão 100% livre de petróleo, tal como falam em suas embalagens e etiquetas.

O estudo mostrou uma variação incrível de marca para marca, e provou que nenhum deles é 100% "verde" ou derivado somente de materiais à base de plantas.

As especificações estão por toda a parte como produtos para lavar as mãos contendo 28% de carbono de origem vegetal, líquido para lavagem de roupas também contendo 28% e detergente líquido que obteve o melhor resultado apresentando 43% de carbono "verde". Nenhum deles apresentou 100% carbono vegetal em sua origem, mas os produtos de limpeza comercializados como "produtos verdes" contêm 50% mais carbono à base de plantas que outros produtos de limpeza.

O estudo também descobriu muitas discrepâncias de rótulo para o conteúdo real. Por exemplo, um produto que diz ser "livre de química de petróleo" possui, de fato, apenas 69% de carbono à base de plantas, o restante é derivado do petróleo.

Pelo menos agora descobrimos que as informações fraudulentas nas etiquetas que indicam "produto verde" ou "livre de petróleo" nos produtos de limpeza disponíveis no mercado, apesar de propaganda enganosa, servem para mostrar que estes produtos contêm muito menos carbono originado do petróleo do que produtos de consumo sem a classificação verde.

Na verdade, o mundo se preocupa mais com outro “produto” de cor verde: o Dólar!