Saudações aos leitores da Noticia no divã! Eu sou Aleska Lemos, a autora do Melô das bactérias e nova integrante deste blog. O Carlos diz que eu seria responsável pela parte das crônicas deste jornal eletrônico, mas não sei se dá mesmo pra classificar assim, então acho que vou ser a responsável pelo lado maluco do blog (rss). Espero que gostem!
Furacão Marina
catástrofe natural
que vai fazendo rima.
Por onde passa
seu rodo arrasta
a sujeira e a poeira,
mas também dá fim
à papelada,à panelada
e passa cera na quina do sofá.
Quebra a jarra e sai
sem falar nada.
Joga água no arroz de ontem
e sempre esquece a ordem dos enfeites.
Dá fim no remédio da hipertensão
e nos documentos da aula de direção.
Joga fora meus amados lixos
e não limpa meus livros.
Mas até que compensa o mau trabalho
com a boa conversa e as grandes estórias.
Além daqui ela trabalha em shows, festas, maratonas e outros eventos.
Me contou que em micaretas celulares são esmagados
(pelos próprios donos enquanto pulam)
Que ricaço incendeia a própria festa,
e conta quem traiu e quem foi malogrado.
O mais chato nas histórias
são os politicos de seu bairro
que deixam os cidadãos a pisar no barro
porque não asfaltam outras ruas
além das suas.
E usam o dinheiro da prefeitura
para comprar casa em copacabana
enquanto inventam firulas.
Mas marina está sempre firme
para dar à familia tudo o que pode
enquanto faz minha mãe surtar com sua arte
de eliminar o que não deve
e negligenciar cantinhos sujos dos cômodos
que esperavam mais empenho de sua parte
Mais divertido do que Big Brother, mais engraçado que A Praça é Nossa, mais legal do que a Xuxa, mais popular que o Botafogo ele é o... Dogcão e sua turma!
As pessoas costumam brindar em comemoração a algo. O costume é esse: brindar a um fato considerado vitória, conquista; a uma viagem; a uma boa notícia. Ao incomum, aquilo que só acontece de vez em quando. Pois hoje eu proponho que façamos um brinde ao comum. Ao dia-a-dia, à rotina. Quero fazer um brinde a todos que dão valor à vida que possuem, aos seus respectivos empregos e afazeres domésticos. Pois quem dá valor ao simples, merece mesmo ter muitos motivos para brindar. Proponho um brinde ao chefe chato do trabalho, pois talvez se ele não fosse tão exigente, você não seria tão eficiente. À mãe que peca por amor e ao pai que às vezes é tão distraído e/ou focado no trabalho, sem eles não teríamos nem a vida. Que tal brindarmos ao arroz e feijão e não ao salmão?! Ao pudim de leite ou brigadeiro de panela e não ao petit gateau. Ao pão com margarina e não ao couver com foie gras. A maioria das pessoas nunca nem experimentou tais coisas. E, acredite, são felizes mesmo assim. E talvez sejam mais puramente felizes, pois o assim são por si mesmos, justamente pelo simples. Não lhes precisam riquezas materiais, nem esbanjamento do desnecessário. Todo mundo gosta de provar desses ares de vez em quando, mas esbanjar tira a simplicidade e o prazer puro. Quero fazer um brinde ao simples e ao essencial: saúde, paixão pela vida e, é claro, amor. Só não dá mesmo é para brindar à algumas outras coisas que já se tornaram comuns em nosso dia-a-dia: a burocracia do banco, a corrupção política e a ignorância humana. Mas vamos ignorar tais realidade só por hoje pois, afinal, a roupa que está no armário, a qual nem todos possuem; a comida que está no prato, cuja falta traz a morte a tantos; o teto sobre nós, sem o qual muitos dormem; ainda são o suficiente para nos fazer sentirmos gratidão. Um brinde! Com água, refrigerante, espumante, vinho, até com cidra. O que importa é o significado.
E não é que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu sair de sua toca e de seu período de ausência pública.
E foi logo tocando em uma ferida que no Brasil todos têm medo de tocar: A questão das drogas!
FHC é o personagem principal, na verdade ele é um dos entrevistados do documentário “Quebrando o Tabu”, que estreia nas telonas brasileiras neste final de semana.
“- Este é um tema a ser levado para todas as famílias, pois é muito mais próximo a nós do que parece. A gente tem de sacudir a sociedade”, afirmou o ex-presidente à imprensa.
Nos últimos anos, FHC tem se aproximado da questão e assumido abertamente a descriminalização da maconha e outras medidas que não mandem o usuário para a cadeia.
O documentário veio aos holofotes no mesmo momento em que manifestantes foram reprimidos em São Paulo pela Polícia Militar na Marcha da Maconha. O movimento questiona a criminalização do usuário e pretende discutir alternativas à repressão e à prisão, como já acontece em Portugal, onde o consumo diminuiu.
Sobre a repressão à Marcha da Maconha, Fernando Henrique Cardoso diz não aprovar a violência policial.
“- Numa sociedade democrática, você não pode impedir as pessoas de se manifestarem. Quem não concorda com a descriminalização tem de fornecer argumentos e entrar no debate”.
Fernando Henrique preside atualmente a Comissão Global de Política Sobre Drogas e afirma que a discussão tem de partir da sociedade e não do Legislativo.
“- Depende apenas de se ter as informações pertinentes. Existem setores não informados, mas que tomam partido na questão. Não existem fórmulas, cada país tem de se adaptar. No Brasil, por exemplo, existe o problema social, enquanto na Suíça o uso da droga é encarado como problema de saúde”.
Na próxima quinta-feira, a comissão irá apresentar um relatório propondo alternativas.
Fernando Henrique hoje faz mea culpa sobre o conservadorismo de sua administração, e quando questionado sobre a eficiência para levantar o debate apenas depois do término de seu mandato, diz que esbarrou em escolhas políticas.
“- Na época, eu não tinha informação e o tema não estava candente na sociedade. Há limitações como presidente e existe o jogo da sociedade com o governo. Se ela não se convence, o governo não avança na conversa. Não posso dizer que, se fosse presidente hoje, faria e aconteceria, afinal não poderia prever minha relação com o Congresso e se valeria a pena politicamente”.
No documentário, além do ex-mandatário brasileiro, que assumiu o erro de basear a política de drogas de seu governo apenas na repressão, podemos ver também um Bill Clinton, também atestando o fracasso da política de Guerra às Drogas, intensificada pela administração Nixon e que perdurou até o mandato de George W. Bush, encerrado em 2009. Outros entrevistados são os ex-presidentes César Gavíria, da Colômbia, Jimmy Carter, dos Estados Unidos, além de Ethan Nadelman, diretor do Drug Policy Alliance, Ruth Dreifuss, ex-presidente da Suíça, o médico Dráuzio Varella, o ator Gael Garcia Bernal e o escritor Paulo Coelho.
Aqui no Brasil, as principais discussões em torno da política de drogas acontecem no Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas, o CONAD.
Atualmente, o usuário que é pego com pequena quantidade de droga não é preso, mas mesmo assim fica com a ficha suja. Mas, a legislação não determina qual a quantidade de droga que diferencia usuário ou traficante, cabendo ou ao policial ou ao juiz a tipificação.
“- Isso gera um problema porque o policial pode extorquir. Ou, se quem for pego vier de uma comunidade pobre o tratamento será diferente. Se descriminalizar rompe a relação com a polícia”, argumenta Ilona Szabó, corroteirista de Quebrando o Tabu, que defende a descriminalização da maconha e uma política eficaz de redução de danos como alternativa.
Países como Espanha, Itália, Portugal, Argentina, República Tcheca e México já usam novas regras para a posse de drogas para consumo pessoal e até construíram alternativas à prisão de usuários.
Fernando Grostein Andrade dirige o documentário e explica que a ideia de realizá-lo surgiu quando, há cerca de dez anos, foi à Rocinha gravar o videoclipe de uma banda de pagode.
“- Lá vi jovens no tráfico, segurando uma AK-47 e fiquei me perguntando: se na Holanda as pessoas vão comprar maconha legalmente num coffee shop, por que aqui elas seguram fuzis?”.
A produção do filme teve dificuldade para conseguir financiamento devido ao receio das empresas em serem relacionadas com um filme sobre drogas.
“- No começo foi difícil. Somente obtivemos patrocinadores quando apresentamos trechos das entrevistas, mostrando que havia gente séria na discussão”, conta o produtor Fernando Menocci.
Daí a força do ex-presidente para atrair credibilidade ao filme.
“- Quando o conheci, levei trinta argumentos para conseguir conquistá-lo para o filme. Consegui apenas mostrando como o tratamento à questão era hipócrita e que estava na hora de discuti-la seriamente”, define o diretor.
Existe um projeto em discussão desde 2009 que pretende reformar a Lei Antidrogas.
“- Se você perguntar para a sociedade se ela é a favor da legalização, acho que 80% vai dizer que não. Porém, se perguntar se a solução é colocar as pessoas na cadeia, a maioria vai dizer que isso não resolve. Depende apenas de como se coloca a questão”, afirma o diretor do documentário.
A questão principal para mim é: será que a sociedade brasileira estaria preparada para essa discussão, já que não existe política nacional e nem campanhas publicitárias em todo o território nacional?
O modelo da proibição do fumo de cigarros poderia ser seguido?
Uma coisa é certa, reprimir nunca foi solução para nada, nem com crianças, nem com jovens e muito menos com adultos.
As semanas de moda brasileiras já fazem parte do calendário mundial. Podem não fazer frente às de Nova Iorque e de Milão. Mas já figuram entre as mais importantes do mundo. Nomes como Alexandre Herchcovitche e Giulia Borges e marcas como Salinas, Rosa Chá e Lenny são somente alguns dos ingredientes que nos esperam no Fashion Rio, que começa hoje. Então, todos para o Rio de Janeiro, que, até 4 de junho, vai ser a capital da moda no nosso país.
E depois do Rio vai ser a vez de São Paulo se tornar capital. A partir do dia 13 de junho, mais uma edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), que já se consolidou como uma das semanas de moda mais esperadas do mundo. Sempre com grandes surpresas para o “fashion world tupiniquim”.
E para quem não pode perder nenhuma novidade, vale um clique no site oficial das duas feiras: http://www.ffw.com.br/
Mas para terminar a postagem, cabe um registro importante: não podemos esquecer de outros pólos de grande força na moda nacional, como o Espírito Santo e as Minas Gerais, é claro. E que semana de moda tivemos no Nordeste, a "Dragão Fashion". Foi um arraso!
A educação é um elemento essencial na formação do homem como cidadão e na construção de uma sociedade forte, ciente dos seus direitos e deveres.
No Brasil, muitas vezes, falta vontade política de muitos governantes, a fim de realizar um trabalho sério nessa área. Inúmeras escolas funcionam em condições precárias em nosso país.
Esse descaso ocorre, entre outros motivos, pelo fato desses políticos tirarem vantagem da ignorância da população. Um povo consciente e politizado é um povo que não se deixa levar por qualquer balela.
O Japão é um grande exemplo de revolução por meio da educação. Durante a Era Meiji (1868-1912), a terra do sol nascente vivenciou um período de acelerada modernização, ascendendo como uma potência mundial. Muito desse sucesso deveu-se a importância dada pelo Imperador Meiji ao desenvolvimento de um ensino de qualidade para todos os cidadãos. O lema da época era “aprender é a chave do sucesso na vida”. Uma lei educacional japonesa de 1872 previa: “dali em diante, em todo o país, em nenhuma vila haverá uma única casa sem educação, em nenhuma casa uma só pessoa ignorante”
Monteiro Lobato já dizia: “um país se faz com homens e livros”. Parafraseando o “poetinha”, Vinícius de Moraes: desculpe-me a ignorância, mas educação é fundamental!
O que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, os ruralistas e o kit anti-homofobia têm em comum? Na verdade, nada. Só que, do “toma lá, dá cá” dos corredores políticos, é capaz de sair as mais surpreendentes negociatas a fim de fazer valer interesses. Esses três assuntos distintos e polêmicos se encontraram nos meandros da política brasileira na última semana.
O combate à homofobia tem sido fruto de muitos debates em todo o país. A bancada de deputados federais que defende os direitos do grupo LGBT(lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros), liderada por Jean Wyllys, encontram muita resistência de setores da Câmara para avançar com as suas propostas. Exemplo da acirrada briga política travada pelos deputados são os vários pronunciamentos e manifestações do deputado Jair Bolsonaro, homofóbico assumido.
Elaborado pelo Ministério da Educação, um dos focos da crítica de Bolsonaro é a cartilha anti-homofobia, chamada por ele de “kit-gay”. Essa cartilha, que está na pauta de discussão no parlamento, seria distribuída nas escolas com o objetivo de estimular os jovens do ensino médio ao debate com relação à diversidade sexual e o enfrentamento do preconceito. Esse material tinha seu início de circulação previsto para o segundo semestre.
Eis que, em contradição com o próprio governo, a presidenta Dilma Rousseff vetou o projeto, alegando que o material faria “propaganda de opção sexual”. Mas há muito caroço debaixo desse angu. E aí entram os casos envolvendo Palocci e os ruralistas.
As acusações sobre o aumento do patrimônio de Antônio Palocci deu força à oposição, dependente de escândalos para voltar a baila. Esses setores contrários ao governo buscam, de todas as formas, levá-lo ao plenário para prestar depoimento. A presidenta, temerosa que isso aconteça, iniciou um processo de “troca de favores” a fim de blindar Palocci, peça chave de seu governo.
Dentro dessa disputa de interesses, parlamentares ligados aos ruralistas propuseram um acordo com o Executivo: a “anistia” ao ministro pela anistia aos desmatadores. Dilma rejeitou essa hipótese, dizendo que não favoreceria os desmatadores. Sobrou para a cartilha anti-homofobia, que sucumbiu diante da barganha feita entre o governo e a bancada evangélica, na corrida desenfreada de novamente varrer a podridão para debaixo do tapete e diante dos olhos míopes do povo brasileiro.
Nesse jogo desleal, adivinha quem venceu? A intolerância.
É inegável o poder que a música tem. Creio que a forma de arte mais completa é o cinema, mas por mais que todas as formas sejam maravilhosas e tenham o seu valor, a música é a que mais emociona e, principalmente, une as pessoas.
Ir a um show como o do Paul McCartney é uma experiência ímpar. Incomparável. E os motivos são vários. Não é só porque ver um Beatle em breve se tornará algo impossível - e eu lamento muito pelos meus futuros filhos; ainda bem que música boa não tem idade e que os Cds, DVDs e Lps estão aí para eternizá-las -, afinal, eles revolucionaram a música e se tornaram a banda de música popular mais bem-sucedida comercialmente e aclamada até os dias atuais - e creio que demorará a alguém ultrapassá-los, pois não é só questão de vender muito, é também da revolução musical que se expandiu até questões sociais e culturais, e da qualidade musical -; é também pela característica incomum da platéia: crianças, adolescentes, adultos e idosos se encontram nela.
Paul arriscando-se no português, levando fãs ao palco para dar autógrafos e agradecendo a nós pela presença (nós também agradecemos a ele, é claro; é uma relação mútua) são apenas detalhes. O mais importante é estarmos todos ali pelo mesmo motivo: a música. E, esquecendo-se do cachê por um instante, isso inclui o Paul.
Vale a pena ficar horas em pé esperando o espetáculo começar ou chegar horas antes no local do show para garantir um bom lugar. A emoção que se tem da pista é diferente da que se tem da arquibancada. O ideal seria ver um dia da pista e um dia da arquibancada. Pois ver o show em si mesmo, ou a pessoa deve ser bem alta ou ir de arquibancada. Mas SENTIR a sensação de alegria extrema que é estar em meio a uma multidão de idades, cores e credos, aclamando a boa música, cantando os sucessos e se emocionando, é mais do que bonito: são em momentos como esse em que temos a oportunidade de sentirmos paz. Paz interior, paz exterior. Acho que é por isso que até os marmanjos se permitem chorar em shows como esse.
Paz interior porque a música tem esse poder, e a situação causa isso automaticamente em qualquer um que se jogue de verdade no show, que se entregue àqueles momentos e se permita descobrir que, na verdade, a música não foi feita só para ser ouvida e admirada, e o show para ser visto, mas acima de tudo, para ser sentida. Feche os olhos em meio à multidão e sinta a sensação que só a música gera, conselho de amiga. E paz exterior porque só a música une as pessoas, como o meu pai diz, permite que até inimigos fiquem lado a lado e cessem guerra pelo menos durante o precioso tempo em que estiverem VIVENDO a música, em conjunto com o turbilhão de emoções que é simplesmente estar ali. Ali não há espaço para brigas, problemas, dramas. Esquece-se do mundo e encontra-se o verdadeiro porquê de viver: sentir. Eu vivo para quê? Eu vivo para presenciar, deliciar-me e sentir momentos como esse.
Quer ver mais imbecilidades deste nível? Visite o site pessoal de Rodrigo Shampoo ou o blog do Dogcão e sua turma, basta clicar nos nomes ou procurar que nem retardado no Google.
O meu almoço caiu no chão
agora as bactérias se arrastarão
pelo arroz e pelo feijão.
Não coma a comida que caiu no chão!
Não coma a comida que caiu no chão!
As bactérias o envenenarão.
Comerão seu cérebro
e você falará célebu
e terá diarréia
seu esôfago e traquéia
virarão geléia.
Não coma a comida que caiu no chão!
Não coma a comida que caiu no chão!
As bacterias o envenenarão!
Tem que varrer e passar desinfetante
esfregar com pano de chão
e patinar com cuidado
para não quebrar o braço
e se juntar às bactérias
no piso liso da cozinha.
se vc gostou acesse: www.diariodebordo-2.blogspot.com se não acesse www.diariosdebordo-2.blogspot.com :D
O Vasco se fez valer da vantagem de ter a melhor equipe, maior do que qualquer benefício de regulamento, e garantiu a sua vaga na final da Copa do Brasil. Com o gol contra Revson, do Avaí, e uma “pintura” do meia Diego Souza, o Gigante da Colina despachou qualquer possibilidade de zebra catarinense na corrida pelo título nacional, considerado o caminho mais curto para a Libertadores.
Talvez, essa partida tenha sido a melhor atuação do cruzmaltino, em 2011, até o momento. Diego Souza, tão contestado por conta de suas exibições anteriores, foi o nome do jogo. Chamou a responsabilidade pra si e conduziu o time rumo à classificação.
Felipe, com a experiência e astúcia que só os grandes craques possuem, deu as cartas no meio de campo. Com uma elegância no tratar a bola, até os mais brucutus pediam permissão para, sem sucesso, marcar a sua premonitória perna esquerda.
Dedé, o que dizer sobre Dedé? Incansável, magistral, tem a saída certa para o momento “aparentemente” mais assustador. “Aparentemente”, pois nada amedronta esse defensor, um ser onipresente entre as quatro linhas.
Eder Luís, caboclo arisco, moleque endiabrado. Mais rápido que notícia ruim, faz do latifúndio um kitnet e do futuro distante, o presente glorioso.
Prass, soberano em sua meta de frustrar a meta do adversário, salta destemido, além do que pode chegar. Quando se joga com alma por razões que a própria razão desconhece, corpo embriaga os seus próprios limites e desafia a lógica com exatidão.
Desde de 2003 sem levantar um título de primeira divisão, o lema em São Januário é “vencer”. Os torcedores já desacreditavam com tanto tempo passando em branco. Basta agora que os protagonistas do espetáculo sejam portadores de boas novas e escrevam as mais lindas páginas em preto e branco.
Isto sim é música popular brasileira. Aí está a beleza do samba, para aqueles preconceituosos do "odeio pagode". No samba não há o sub-entendido, não há pudor, não há meias palavras. E com a devida licença poética, a grosseiria vira arte. Poderia existir isto na bossa-nova, tão impregnada de um cavalheirismo aristocrático? Ou ser dito no rock, no qual não me lembro de nada proveitoso ter sido dito?
A princípio não imaginaríamos uma mulher que merecesse tal ofensa. Mas, possivelmente, todos nós já tivemos vontade de dizê-lo a uma. Quem não conheceu uma leviana? Siga com Zé Keti!
Com shows marcados para os dias 22 e 23 de maio no Rio de Janeiro, Paul McCartney já mobiliza os amantes do Rock e admiradores da boa música. Como um camaleão, Sir James Paul McCartney migrou por várias tendências e estilos, sem perder sua essência musical.
O beatle Paul
Na “beatlemania”, que dominou todo o planeta, dividiu os holofotes com John Lennon desde a fase dos cabelinhos comportados, mergulhando na moda hippie e na psicodelia do Yellow Submarine.
McCartney pós-Beatles
Após o polêmico fim dos Beatles, Paul lançou em 1971 o compacto Another Day, com grande sucesso. No mesmo ano, com sua venerada Linda, gravou o álbum Ram.
Mas como Lennon, também foi criticado por conta de uma suposta falta de talento da parceira. Só que Ram é considerado, por muitos, como o melhor álbum de sua carreira solo.
Anos 80: Duetos e parceria com o Rei do Pop
Na década de 1980, Paul formou duetos com notáveis nomes da música, como Stevie Wonder, David Gilmour (Pink Floyd), Carl Perkins e Elvis Costello. E com o Rei do Pop, Michael Jackson, nasceu a grande parceria dessa fase. Mas a separação foi para lá de conturbada.
Michael arrematou, num leilão, os direitos sobre as músicas dos Beatles, incluindo canções do próprio Paul. Esse fato causou um nítido incômodo no músico britânico e estremeceu a relação entre os dois. Tanto que, numa entrevista de 2008, não escondeu de ninguém a insatisfação por ser obrigado a pagar para cantar suas próprias canções.
Paul e o Brasil
Em 1989, no álbum Flowers in the Dirt, a faixa How Many People presta uma homenagem ao líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988. A história das apresentações em solo brasileiro começou em abril de 1990, com apresentações nos dias 20 e 21 de abril no Maracanã. Apesar da forte chuva no primeiro dia, o show contou com nada menos que 140 mil espectadores. Mas, no dia seguinte, o tempo chuvoso deu lugar a um céu limpo e estrelado, e o artista bateu o recorde de público num espetáculo de um artista solo, com 184 mil pessoas.
Em 1993, durante a turnê Paul is Live, McCartney esteve em São Paulo e Curitiba. Em novembro de 2010, veio ao Brasil pela terceira vez, para se apresentar no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, e duas vezes no Morumbi, em São Paulo. Sobre a sua passagem no Morumbi, Paul revelou: "Eu acho que o primeiro show em São Paulo, para 65 mil pessoas, foi incrível. Os brasileiros amam minha música, então nós amamos tocar para eles e foi uma apresentação fora de série. Foi um dos melhores shows de todos os tempos. Foi brilhante".
Pois bem, no domingo e na segunda serão escritas novas páginas na trajetória de Paul McCartney no Brasil. O palco do espetáculo é novo, o Engenhão, que com as obras no Maracanã, passou a ser o principal estádio do Rio de Janeiro. Tudo bem que não vai dar para repetir os públicos anteriores. Mas isso é o de menos. O que importa mesmo é termos Paul mais uma vez no Brasil!
Reprodução da cena do beijo gay de Amor e Revolução do SBT
Por Ribamar Filho
O primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira, exibido na novela Amor e Revolução, do SBT, na semana passada, foi literalmente uma revolução. A cena vai repercutir por muitos anos, mesmo quando o beijo gay for corriqueiro nas telinhas do país. Gol de placa do dono do Baú, sempre na vanguarda. Globo e Record marcaram passo.
Em tevês de países como os Estados Unidos, Canadá, México e em todo o continente europeu, o tema, há muito, já é tratado de forma tão natural que vem derrotando de goleada o preconceito.
Mas, aqui no Brasil, há tempos a cena era só ensaiada. Autores como Aguinaldo Silva, Gloria Perez e Manoel Carlos tentaram, de todo jeito, emplacar o tal beijo. Mas, na hora H, a tesoura da censura entrava em cena e ..... barrava a cena.
Em América, de Gloria Perez, o beijo chegou a ser gravado, mas foi vetado na edição final. Nas novelas Senhora do Destino e Mulheres Apaixonadas, de Aguinaldo Silva e de Manoel Carlos, respectivamente, houve até estalinho. Mas ficou por aí.
E eis que, sem tanto estradalhaço, as atrizes Luciana Vendramini e Gisele Tigre marcaram época na trama de Tiago Santiago. Nunca mais a teledramaturgia brasileira será a mesma. O beijo gay da trama do SBT é somente a ponta do iceberg. A tendência é que, daqui em diante, o tema seja tratado com menos pavor. Coitados dos armários.
Com direção de Francis Lawrence e roteiro adaptado por Richard LaGravenese, a obra se baseia no livro homônimo de Sara Gruen, 1° lugar entre os Best-Sellers do New York Times. Os 122 minutos de duração da produção contam a história de Jacob Jankowski (Robert Pattinson), que aos 23 anos perde seus pais em um acidente de carro, tem sua casa e bens confiscados pelo Banco devido à dívidas do pai e por isso deixa de fazer os exames finais da faculdade de veterinária que cursava. O drama inicial se passa no período da Grande Depressão nos EUA, mas ao contrário do que se poderia pensar, isso não torna os fatos mais dramáticos ainda, pois esse início de enredo logo se perde quando Jacob entra clandestinamente em um trem. Trem este que carregava nada mais nada menos do que um circo: o Esquadrão Voador dos Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. E é nesse circo em que Jacob acaba por colocar em prática seus conhecimentos veterinários, fato que o proporciona oportunidade de lá trabalhar, e graças a isso ele conhece suas grandes duas paixões: Marlena (Reese Whiterspoon), quem, por sinal, era a mulher do bruto e violento August (Christoph Waltz), o dono do circo; e Rosie, uma aliá (“elefanta”) que chega ao circo após o cavalo da atração principal ter de ser sacrificado. Um animal aparentemente estúpido, que se releva inteligentíssimo. Obedece às palavras, e não à violência. É nesse cenário mágico do circo que se desenvolve um bonito romance, inicialmente baseado apenas em olhares e compreensão. Ao longo da obra observa-se os maus tratos com os animais, que consistem na parte mais triste do filme, e a que mais emociona; a boa atuação de Christoph Waltz, como August, um homem que não tem dó de maltratar os animais e jogar trabalhadores para fora do trem com ele em movimento para não ter de pagá-los; a beleza inegável da atriz Reese Whiterspoon e o amadurecimento do ator Robert Pattinson, conhecido pela sua participação na série de filmes “Harry Potter” e posteriormente (ainda atualmente) pela série vampiresca e adolescente “Crepúsculo”/”Lua Nova”/”Eclipse”/”Amanhecer” (o último ainda será estreado nos cinemas), baseado nos livros de Stephenie Meyer. A produção não é surpreendente, mas não deixa de ser boa. Algumas críticas têm sido negativas pois o filme tem sido julgado como pertencente ao gênero Drama. Mas os distribuidores da produção erraram. O filme não é um drama, é na verdade um Romance. O drama serve apenas como pano de fundo para contar a história de Jacob e Marlena, que possuem um final previsível, ou seja, feliz.
Este álbum de George Benson é uma regravação de várias músicas dos Beatles. Do outro lado da Abbey Road (ou do outro lado do Atlântico), Benson dá um toque de jazz e soul aos Beatles, bem ao seu estilo. Acima é um medley com "Because" e " Come Together". No álbum ainda estão " Golden Slumbers", " Here Comes the sun", " Something" e outras.
Pedra furada, na praia de Jericoacoara, uma das principais atrações do litoral cearense.
Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.
Patativa do Assaré
Por Carlos Pinho
O bonde sem freio do favoritíssimo Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho, caiu diante da "carroça desembestada" do Ceará, que conquistou sua classificação para as semifinais da Copa do Brasil. E por meio da maior paixão popular do país, o futebol, os olhares incrédulos dos brasileiros se voltam para o Ceará, estado com uma história riquíssima, com grandes serviços prestados à cultura nacional, de belíssimas praias e de uma vasta miscigenação popular.
Macunaíma, quadro do pintor cearense Aldemir Martins
Celeiro de grandes talentos nas artes, como Chico Anysio, Renato Aragão, Raimundo Fagner, Patativa do Assaré e Belchior, o estado nordestino ficou historicamente conhecido por sua sociedade rural baseada na pecuária. E apesar desse panorama ter mudado a partir da década de 1960, com o início do processo de industrialização e urbanização na região, o passado camponês manteve as suas raízes na memória popular.
É por isso que ao contrário dos cariocas, que comparam seus times de futebol a veículos como trem e bonde, os cearenses apelidaram o Vozão - como carinhosamente é conhecido o time do Ceará - a uma “carroça desembestada”. Mas, como o futebol é um esporte democrático, a carroça atropelou o bonde.
Washington comemora o gol que classificou o Ceará na Copa do Brasil.
E vamos terminar a postagem com um Você Sabia:
Você sabia que o Ceará declarou a abolição da escravatura em sua província em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel?
Jornal abolicionista "O Libertador", de 25 de março de 1884.
Pois é! Uma grande lição para todo o país àquela altura de nossa história.