Há algumas semanas eu assisti um episódio de um programa de comédia da
Rede Globo em que uma das personagens, referindo-se a ser gay ou ser
heterossexual, disse algo assim: o que importa é o que se está sendo. Não é preciso definir o que se é, podemos definir apenas o que estamos
sendo; e isso pode variar a cada
momento, pode mudar.
Esses dias
me fizeram uma grosseria: fui censurada
Por não ter
um relacionamento aberto.
Disseram-me
que isso é querer ter posse da pessoa amada,
E que isso
não é certo.
Acredito que
isso ocorra entre muitos casais,
Mas sei que
há muitos em que é outra a questão.
Às vezes o
que queremos não são encontros casuais,
Mas sim
relacionamentos de amor e compreensão.
Não que isso
signifique não haver amor entre um “casal aberto”,
Significa
apenas que há momentos diferentes na vida.
O que
queremos hoje, podemos não querer amanhã, certo?
A vida é pra
ser vivida, e não pré-definida.
Disseram-me
que é imaturidade ter um “relacionamento fechado”.
Meu chapa,
vou te dizer o que eu acho:
Imaturidade
é meter o bedelho onde não se é chamado.
Foque-se na
sua vida e sossega seu facho.
A vida dos
outros não é brincadeira,
Para se sair
julgando o que nem se conhece.
Dispenso
comentários sem eira nem beira.
Mantenho-me
firme em meu alicerce.
Se o casal
se relaciona com outras pessoas ou não,
Não é isso
que determina a sua infantilidade.
O modo como
para os problemas diários arranjam solução,
Isso sim é
sinal de maturidade.
Os valores e
práticas que tem para si,
Isso é
problema somente do casal.
Se eles são
felizes assim,
Esse é o
canal.
Cada um faz
do próprio relacionamento o que quiser,
Mas não faz
o que quiser do relacionamento dos outros.
O que para
um é o ideal, para o outro não é.
Querer que os
outros ajam como você é escroto.
Preconceito
não se deve ter com nenhum tipo de relação:
Se as
pessoas são felizes, isso é o que importa.
Não importa
se é “casal de três”, de gays, se um deles é anão.
São os
casais que decidem o que a sua relação comporta.
Se a pessoa
age de um modo que não lhe faz feliz,
Talvez essa
pessoa precise mesmo de um conselho.
Mas se ela
vive bem com suas escolhas, então me diz,
A World Press Photo é uma organização independente, sem fins
lucrativos, cuja atividade mais conhecida é a exposição anual das fotografias
selecionadas em seu concurso. É importante ressaltar que é um concurso de
fotojornalismo: fotos que são em si notícias. Suas exposições anuais correm o
mundo e são conhecidas pelo impacto que são capazes de causar, gerando incômodo e não sendo
recomendadas àqueles de estomago menos forte. Muitas são, todo ano, as fotos de
guerras, de dores, de tragédias. Excetuando-se as fotos das categorias Esporte e Ação e Natureza, as demais noticiam, explicitamente e majoritariamente, tragédias de todos
os tipos: pessoais, locais ou globais. Digo explicitamente porque, na verdade, até mesmo a maioria das fotos da categoria Natureza noticiam "tragédias": animais em extinção, animais que sofrem devido ao lixo em seus habitats, etc.
É possível questionar se não seria
possível premiar também um fotojornalismo de boas notícias, e não só esse, de
más notícias. Não é possível, é claro, ignorar os acontecimentos ruins do
mundo, mas é possível equilibrar o peso das coisas: há muitos acontecimentos
ruins, mas não há somente acontecimentos ruins. Entristece a comercialização de
tragédias, principalmente quando ela acontece em locais que não sofrem com tais
tragédias e que, na realidade, não costumam fazer muito a respeito. Mas,
independentemente de questões do gênero, as fotos premiadas pela World Press Photo são sempre de muita
qualidade e merecem ser vistas e apreciadas. Ao se ver algumas é difícil não
sentir dor; por um lado, se a exposição fica pesada, por outro é importante que
se escancare aos olhos do público fotos de acontecimentos reais tão trágicos e
chocantes.
A Caixa Econômica Federal patrocina a exposição da World Press Photo no Brasil. Inaugurada
no último dia 21, a exposição permanece até o dia 23 de junho. São 154
fotografias que tratam de notícias do ano de 2012, de 54 fotógrafos de 32
nacionalidades, incluindo o brasileiro Felipe Dana com a foto de uma jovem de
15 anos, vítima do crack, e uma série de fotografias sobre o quotidiano das
favelas cariocas, feita por um fotógrafo da Bélgica.
A Foto do Ano é a de Paul Hansen, feita em Gaza, registrando o
funeral de dois irmãos mortos em um ataque de Israel que atingiu sua casa. Algumas
em destaque são a do argentino Rodrigo Abad; a série de Stephan Vanfleteren, da
Bélgica, que retrata pessoas recebendo tratamento em um hospital da África, sem
nem terem ciência da doença que lhes afeta, na categoria Retrato Posado; a série de Ebrahim Noroozi, do Irã, que retrata mãe
e filha após terem sobrevivido ao ataque do marido/pai, o qual jogou ácido em
seus rostos enquanto dormiam; e as fotografias em geral das categorias Assuntos Contemporâneos, Vida Cotidiana e Notícias em
Destaque.
Chocantes, porém de grande emoção.
Fotografias jornalísticas sobre fatos que merecem atenção. Fundada em 1955 na
Holanda, a World Press Photo tem sua exposição sendo apresentada em diversos países
concomitantemente: Bélgica, Qatar, Holanda, Polônia, Romênia,
Croácia, Suíça, Portugal, Itália, Alemanha. E ocorrerá ainda, a partir das próximas
semanas, em países como Japão, Austrália, Canadá, Chile, Peru, dentre outros.
Estão rolando também...
Mostra “Mohammad Rasoulof e Jafar Panahi: cineastas iranianos”: apenas até o próximo dia 02, a
mostra homenageia os grandes cineastas iranianos citados em seu título.
Lucas Simões: inaugurada também no último dia 21, a exposição de Lucas
Simões apresenta sobreposições e recortes muito interessantes. Lucas, em
algumas de suas obras, apresenta fotografias estruturadas e coladas sobre
estruturas de madeira e tecido, cujas imagens ficam totalmente perceptíveis ao
se olhar as obras diagonalmente, quase rente a parede. A dificuldade em se
perceber isso e a não sinalização dessa possibilidade mostram, talvez, que
estas obras não deveriam estar presas às paredes, mas sim em posições centrais
na sala reservada a exposição. Apesar de parecer mal montada devido a isso, a
pequena exposição merece ser conferida.
O samba e o futebol - a ginga das rodas e os dribles nos campos
As perseguições aos negros, aos mestiços e aos mulatos, não eram
restritas somente no meio musical e social, o preconceito se estendia
também nos esportes, como é relatado no livro O Negro no futebol
brasileiro, de Mário Filho. A obra conta que no início, o
esporte bretão era praticado somente pela elite branca e os negros
eram proibidos de atuarem nas equipes.
Mario Filho
Mario Filho relata que negros e mulatos povoavam os locais de
concentração da elite brasileira e, aos poucos, foram conquistando
espaço nos grandes clubes, entretanto, não eram igualmente
tratados, pois não podiam encostar-se aos brancos durante as
partidas, além de receberem a culpa em caso de derrota e serem
severamente punidos. Assim nascia a habilidade incomum que
conquistaria o mundo. Os negros, mulatos e mestiços levavam para o
futebol de rua e de várzea, a ginga dos terreiros de samba, os
movimentos de capoeira, e reproduziam nos campos para evitar os
contatos com os brancos. As rígidas regras direcionadas aos negros,
mestiços e mulatos deram origem aos dribles que transformariam o
Brasil no País do Futebol.
Foi no Campeonato Sul-Americano de 1919 que nasceu o primeiro herói
do futebol brasileiro, o mulato Friedenreich1,
filho de um alemão com uma negra. Ele se tornou herói ao marcar o
gol do título brasileiro contra os uruguaios, que o apelidaram de
“El Tigre”, pela sua valentia demonstrada em campo. Mas foi
somente em 1923, que um clube com negros no time foi campeão,
abrindo as portas para que o futebol se tornasse multirracial. Na
ocasião, o Vasco da Gama foi campeão carioca com um time formado,
em sua maioria, por negros, mulatos e mestiços pobres e analfabetos.
Em 1926 seria a vez do São Cristóvão repetir o feito do Vasco e
sagrou-se campeão com um time miscigenado.
Friedenreich
Os heróis com a cara do povo brasileiro foram surgindo,
popularizando o futebol e encantando o mundo com a forma envolvente
de jogar. O negro Leônidas da Silva, o inventor da bicicleta, também
conhecido como Diamante Negro, se tornou o maior ídolo do futebol
dos anos de 1930 e 40, atuando por grandes clubes como o Flamengo,
São Paulo e Bonsucesso.
Leônidas da Silva
A forma original de jogar futebol dos negros, mestiços e mulatos
brasileiros, cheios de ginga e de malícia, rendeu um artigo
jornalístico elaborado por Gilberto Freyre, chamado “Foot-ball
mulato”. Feito após a boa participação do Brasil na Copa do
Mundo de 1938, realizada na França.
Um repórter me perguntou anteontem, o que eu achava
das admiráveis performances brasileiras nos campos de Strasburgo e
Bordeaux.
Respondi ao repórter que uma das condições de
nosso triunfo, este ano, me parecia á coragem, que afinal tivéramos
completa, de mandar à Europa um time fortemente afro-brasileiro.
Brancos, alguns, é certo; mas grande número, pretalhões bem
brasileiros e mulatos ainda mais brasileiros.
O nosso estilo de jogar futebol me parece contrastar
com o dos europeus por um conjunto de qualidades de surpresa, de
manha, de astúcia, de ligeireza e ao mesmo tempo de espontaneidade
individual em que se exprime o mesmo mulatismo de Nilo Peçanha, que
foi até hoje a melhor afirmação na arte política.
Os nossos passes, os nossos pitu’s, os nossos
despistamentos, os nossos floreios com a bola, há alguma coisa de
dança ou de capoeiragem que marca o estilo brasileiro de jogar
futebol, que arredonda e adoça o jogo inventado pelos ingleses e por
outros europeus jogado tão angulosamente, tudo isso parece exprimir
de modo interessantíssimo para psicólogos e sociólogos o mulatismo
flamboyant e ao mesmo tempo o malandro que está hoje em tudo que é
afirmação verdadeira do Brasil. (Diário de Pernambuco, 17 de junho
de 1938).
Os negros, os mulatos e os mestiços passaram a ser figuras normais
no futebol e, até mesmo, idolatradas pelo povo e pela elite, que
parecia se esquecer do preconceito que tinham de suas raças. Aquele
preconceito de outrora não existia mais no mundo futebolístico,
pelo menos não declarados. Com a Segunda Guerra Mundial, houve anos
sem carnavais, mas os sambas e marchas eram produzidos com críticas
à Hitler e ao Nazismo. Nesta década o samba já estava consolidado
(entrarei neste ponto nos capítulos mais à frente). No futebol, a
Copa do Mundo foi interrompida em 1938, quando o Brasil teve uma bela
participação.
No ano de 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, e a seleção,
bem miscigenada venceu o México, empatou com a Suíça e venceu a
Iugoslávia pela primeira fase. Na segunda fase venceu a Suécia e
venceu a Espanha, jogo marcado pelo fato de 200 mil pessoas cantarem
a marchinha Touradas em Madri,
de João de Barro.
Touradas em Madri,
de João de Barro, na voz de Carmen Miranda
Na final desta Copa, o Brasil foi derrotado, e novamente, a culpa
recaiu em cima dos três negros do time, o goleiro Barbosa, Bigode e
Juvenal. A derrota para o Uruguai trouxe de volta o racismo
adormecido durante anos. Mesmo sem acusá-los por causa da raça, o
povo brasileiro escolhera seus culpados, assim como o Jornal dos
Sports publicou em suas páginas de 22/07/1950.
Para vencer o Uruguai, foi isto que o match da
decisão mostrou, bastaria que Bigode não falhasse duas vezes.
Bastaria inclusive, que Bigode só falhasse num dos goals ou que
Barbosa, mesmo Bigode falhando, não falhasse num dos goals.
Bigode e Barbosa não falharam por falta de fibra.
Falharam porque sentiram demasiadamente a carga da responsabilidade
de dar ao Brasil o título de campeão do mundo. (Jornal
dos Sports, 22/07/1950: p. 5).
A Copa de 1958 revelou para o mundo o negro que se tornaria Rei. O
time com Zagallo, Bellini, Nilton Santos e Vavá, contava também com
os negros Pelé e Didi e o mulato Garrincha. Estes nomes deram outra
cara ao futebol brasileiro. O negro havia se consolidado no futebol
nacional e não havia mais nada a se provar.
Seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 1958.
1
Pixinguinha e Benedito Lacerda compuseram uma música chamada Um
a zero, em homenagem ao gol marcado por Friedenreich no
Sul-Americano de 1919. Foi a primeira obra que envolvia música e
futebol.
A minha fé renasce a partir dos sambas que vivo, que ouço e
que faço No samba não há
dogma e nem perseguição O samba é de todos os deuses e de nenhum É o amor, sem barreiras nem amarras, cantando por
si
E quando estou triste, entregando os pontos de tão
cabisbaixo, É no seu compasso que me refaço Mais forte, mais sensato, com uma paz sem dimensão Meu sacro-profano samba, nem sei o que seria de mim
sem ti
Por tantas já passei, e os bambas do céu e da terra
mal sabem As vidas que já salvaram com a sabedoria dos seus
versos E a exatidão dos acordes que parecem comuns
No entanto, dizem mais que sermões imersos Nas profundezas do ódio; nem mantras, tampouco
orações foram além Somente o samba tocou minh’alma e, com uma voz
materna...
Foi capaz de ensinar que esse coração não é reles, nem tão-somente mais um.
Não quero regra. Quero liberdade. Quero tudo que agrega. Quero a diversidade. Não quero o que classifica. Nem o que me limita. Quero tudo aquilo que unifica. E que ao máximo me permita. Se existem limites, estão em nós mesmos. Não em regras impostas sem questionamento. Há possibilidades, basta abrirmos os olhos para as vermos. E apreendermos o que nos é oferecido em cada momento. Não quero as regras da monogamia. Quero beijar a boca que eu desejar. Tampouco quero as regras da poligamia. Apenas não quero regras para amar. Quero o que melhor me convir em cada situação. Hoje sou de um jeito, amanhã já mudei. A razão, acompanhando ou não o coração, Importa-me mais sentir que pus alma em tudo que vivenciei. Não quero as regras do dinheiro. Quero a carteira no bolso E o bom senso no corpo inteiro. E, na privada, o que me for insosso. Não quero as regras da menina comportada. O que eu quero varia e dane-se quem não concorda. Não sou marionete nem boneca empalhada. A liberdade e a paixão é que me dão corda. Não vou matar ou trair confiança. Porque não quero suas consequências. É com a vida que faço aliança. Sigo o aprendizado das minhas vivências. Não me imponha enunciados prescritivos. Não quero regras mesquinhas e autoritárias. Os limiares de minha vida são só por mim definidos. Às vezes podem ser bem-vindas até atitudes contrárias.
"Mas sou minha, só minha e não de quem quiser..." (1° de julho, Legião Urbana)
"No Rules
Anything I wanna do - No rules!
I won't take no shit from you - No rules!
I don't care if you don't like me - No rules!
Do you think I really care? - Let's go!
C'mon lets go and start a riot - No rules!
I like to make noise, I hate to be quiet - No rules!
They can't tell me what to do - No rules!
'Cause I will never ever loose - Let's go!
No rules!
No rules!
No rules!
No rules!
Stand up and shout for what you want - No rules!
Don't give in until you won - No rules!
Never compromise your feelings - No Rules!
'Cause I got the right to show my feelings - Let's go!"
O negro, o mestiço e o mulato – Os primeiros passos da
identidade brasileira.
A Semana de Arte Moderna de 1922 reuniu escritores, pintores, músicos e intelectuais em defesa da cultura brasileira
No final do século XIX, intelectuais brasileiros debatiam sobre a
identidade nacional e o atraso brasileiro com relação à Europa. A pergunta era:
O que fazia o Brasil ser pior do que a Europa? A resposta mais sensata pareceu
ser a mestiçagem, que foi usada como bode expiatório. Os intelectuais da virada
do século XIX para o século XX olhavam com desprezo para as manifestações
culturais. Essa desvalorização daquilo que era brasileiro perdurou por muito
tempo, até surgirem os modernistas que defendiam o mulato e o mestiço como a
raça genuinamente brasileira.
A valorização do que é nacional foi a principal pauta da Semana de Arte
Moderna de 1922, ocorrida em São Paulo. Mario de Andrade, Oswald de Andrade,
Plínio Salgado, Heitor Villa-Lobos, Menotti Del Pichia, entre outros
modernistas, participaram do movimento que visava romper com a vanguarda
europeia, valorizando a cultura brasileira.
Gilberto Freyre
Mas a reviravolta começou mesmo com Gilberto Freyre, que valorizava o
caráter positivo do negro e do mestiço, definindo o povo brasileiro como uma
combinação harmoniosa e conflituosa de traços africanos, indígenas e
portugueses. Freyre mostrou que a cultura mestiça não era a causa do atraso do
país, mas sim algo que deveria ser cuidadosamente preservado, pois era a
identidade e a especificidade do país diante das outras nações.
Os modernistas que valorizavam a cultura nacional, eram os mesmos
presentes nas reuniões, como as citadas no capítulo anterior, que ocorriam
desde o século XVIII. Eram membros da elite, políticos, intelectuais e músicos.
Eles discutiam temas culturais e, faziam inclusive, saraus musicais. Uma dessas
reuniões está relatada no livro O
Mistério do Samba, de Hermano Vianna, no qual ele descreve o encontro de
Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Moraes Neto, Heitor
Villa-Lobos e outros intelectuais da época com Pixinguinha, Donga e Patrício
Teixeira, no ano de 1926. Gilberto Freyre publicou em seu diário, que mais tarde
seria parte do livro Tempo morto e outros
tempos, um trecho no qual se refere a este encontro.
Sérgio e
Prudente conhecem de fato literatura inglesa e moderna, além da francesa.
Ótimos. Com estes saí de noite boemiamente. Também com Villa-Lobos e Gallet.
Fomos juntos a uma noitada de violão, com alguma cachaça com os brasileiríssimos
Pixinguinha, Patrício, Donga (Vianna,
1995: 19).
Encontros como estes não eram novidades, mas foram destas reuniões que
partiram os primeiros passos para a valorização das coisas brasileiras, a
começar pela nossa raça e nossa música, ou seja, aquilo que nasceu nas terras
tupiniquins: o mestiço e o samba. Outros personagens importantes como Afonso
Arinos, Lima Barreto e Graça Aranha participaram do movimento de valorização daquilo
que era brasileiro, inclusive nomes internacionais tiveram importante
participação, caso do poeta francês Blaise Cendrars e do compositor suíço
Darius Milhaud.