Inaugurada ao público no
último dia 14, a exposição Um Outro
Olhar: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial, apresenta 202 obras, quase
80 delas inéditas. Concluindo uma trilogia que se iniciou em 1985, a exposição
é um belíssimo panorama da arte modernista e abstrata do Brasil, além de expor também algumas peças
sacras dos séculos XVIII e XIX.
A mostra não segue uma ordem
cronológica, mas sim uma divisão por temas que tem como objetivo apresentar o
modo como diversos artistas trataram diferentemente dos mesmos assuntos. Assim,
as obras situam-se nos primeiro e segundo andares do Paço, em salas e ambientes
específicos para cada tema: retratos, flores, natureza morta, paisagens, infância,
religião, trabalho, esportes, lazer, fauna, abstracionismo.
A seção de obras abstratas está no
segundo andar e é a única ordenada pelos artistas, expondo obras de nomes ilustres como Antonio Bandeira, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Cícero Dias, Maria Helena
Vieira da Silva, Manabu Mabe, Aloísio Magalhães e Jorge Guinle, dentre outros.
Na última sala do segundo andar são apresentadas também esculturas e tapeçarias.
O primeiro andar, dividido em temas, expõe obras importantes de artistas
fundamentais à arte brasileira, como Guignard, Portinari, Milton Dacosta, Di
Cavalcanti, Ismael Nery, Tarsila do Amaral, Volpi, Lasar Segall, Anita Malfatti
e José Pancetti.
Com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do
Paço Imperial, a mostra fica aberta ao público até o dia 11 de agosto,
consistindo-se em uma exposição de suma importância, por dar a oportunidade de
se observar e admirar obras muito belas e importantes, assim como de se
conhecer mais a arte moderna do país, através da observação e da capacidade de
se encantar com as obras.
A
coleção de Roberto Marinho se deu ao longo de muitas décadas, até o período de
sua morte (2003), tendo se iniciado quando tais artistas ainda nem eram famosos
e reconhecidos. Marinho sempre frequentou mostras e ateliês, além de ter sido
amigo de muitos daqueles que assinam as obras de sua coleção. É relevante
ressaltar que, independentemente de posições políticas acerca deste, que foi o
presidente das Organizações Globo de 1925 a 2003, os artistas e obras presentes
na mostra merecem muito ser prestigiados, não só por serem nomes constituintes
da arte brasileira, mas, principalmente, porque a maior parte das obras da
exposição é realmente apaixonante.
O Paço Imperial fica aberto de 12h às
18h e se localiza na Praça Quinze de Novembro, 48, no centro da cidade do Rio
de Janeiro. Quanto ao Paço, uma crítica e observação: deve-se ter muito cuidado
em algumas de suas escadas, como é possível perceber na foto abaixo, são
absurdamente perigosas, pois não há nada entre o corrimão e os degraus, apenas
um vazio que, basta escorregar, para ser possível a queda de uma altura considerável.

Exposição realmente SENSACIONAL!!!
ResponderExcluirSua temática variada, beleza geral das peças e valor artístico imensurável a tornam completamente imperdível para quem gosta de Arte em geral e/ou para quem se interessa pela História do nosso país.
Igualmente imperdível para quem conhece pouco dos citados assuntos, pois, provavelmente, apreciará e passará a se interessar.
Sobre o local, o Paço Imperial, é igualmente uma verdadeira obra de arte, por si só já vale a visita. De valor histórico inestimável, está em excelente estado de conservação. Há de se tomar muito cuidado, porém, com as citadas escadas no texto, extremamente perigosas para crianças e pessoas idosas e/ou de baixa estatura.
Oi, pessoal. Elis, belo post! Estamos divulgando a exposição no Facebook. Se puderem, curtam e compartilhem com seus amigos! http://www.facebook.com/exposicaorobertomarinho
ResponderExcluirUm abraço,
Thaís