domingo, 31 de julho de 2011

Mortal Kombat

Mais engraçado do que A Praça é Nossa, mais legal do que programa da Xuxa, mais divertido do que BBB... ele é o Dogcão e sua turma.

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Educação no Brasil

Na sala de aula a professora respira fundo. Ainda não chegaram seus alunos. Neide ( esse era o nome da professora) tenta imaginar um plano para ensinar a matéria do dia, que foi a mesma de algum dia do ano passado, e que ela não sabe, mas vai ser a mesma nos próximos 10 anos.
“Invento musiquinha? Faço uma atividade em classe? Ah quem me dera promover um debate!”
Ela queria poder falar e ouvir seus alunos. Sendo professora de história poderia colocar em discussão todos os conceitos sobre o passado, e estimular seus alunos a construir a própria história. O que a impedia? Um grande bicho papão chamado: livro didático. O livro didático propõe questões tolas, decorebas, do jeito que os pais gostam. Como ficaria feliz se pudesse usar trechos dos autores que lera na faculdade (com devida moderação)!Ao invés disso fica presa à confusa narrativa que mistura correntes de opinião contrárias, e ensinam de maneira arbitrária. E assim insatisfeita fica a reproduzir em classe com monotonia e decepção.
Quando a turma começa a chegar e a ocupar seus lugares, o personagem principal deixa de ser Neide e passa a ser Édson. Aos quatorze anos Édson tinha maiores preocupações além da queda da Bastilha e sua nota de História. Estava a fim da Laurinha mas namorava a Clarinha. Estava mandando ver na guitarra e montou a própria banda de rock. Estava na dúvida se deixava o cabelo crescer e colocava piercing, ou se devia fazer uma tatuagem escondido. Queria em formato de dragão no braço todo. Ele nem cogitava que a Revolução Francesa pudesse ser um assunto interessante. “Nem é sobre meu país!”, mas nem pra História do Brasil ligava, achava tudo muito chato, e afinal de que aquilo lhe serviria? Era melhor fazer uma escola técnica pelo menos seu ensino teria alguma utilidade, e quem sabe ele não precisaria voar tanto.
Quando a professora mandou fazerem o exercício, ele copiou praticamente os trechos do livro que respondiam as questões. Coitada de Neide, teria que aceitar mesmo assim aquela resposta sem vergonha, a narrativa do livro não é um apoio é uma norma. A professora porém não perde as esperanças deseja passar alguns filmes aos alunos. Coitada dela! Adolescentes de 14 anos só querem fazer algazarra e só prestam atenção nas aulas de biologia quando falam de sistema reprodutor!


Esta pequena narrativa é uma mostra do que eu presenciei nos meus anos de colégio e o que ouço dos professores da faculdade. Um dia serei professora, mas morro de medo de cair na mesmice que apontei em Neide.
A questão do livro didático é essencial. Os livros didáticos demoram a serem atualizados,e não servem para problematizar e discutir, só servem para reduzir e facilitar o acúmulo de informações. E por que? Porque o ensino é voltado para o vestibular, que segue a lógica do que o mais importante é o acúmulo de informação. Que tipo de cidadãos ele fabrica? Aquele que está acostumado a assimilar, decorar e ingenuamente reproduzir sem raciocinar. De que serve um cidadão que nunca inova contribuindo para a melhoria das condições de vida do resto da sociedade? Para muito pouco eu creio.
Eu sou partidária da opinião que cada um pode fazer a sua parte. Eu sei que não é uma idéia muito política, mas se não fazem por mim, acredito que eu deva correr atrás então. O importante é não desistir e investir em novas idéias. O que não se pode deixar acontecer é que continuemos produzindo mão de obra desqualificada, e acabar usando gente de fora.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Aos superendividados



Por Rufino Carmona

Sabe quando você está diante de alguém desesperado e não sabe o quê dizer à essa pessoa? É dessa forma que eu me sinto agora ao iniciar esse texto. Minha intenção é dar algumas dicas para quem está todo enrolado com dívidas em cartões de crédito, cheque especial, consignados ou mesmo com contas atrasadas. Mas ao me transportar, um único instante que seja, para o íntimo desse alguém, é como se eu sentisse também o mesmo desespero.

Mas tem uma explicação: eu já fui um superendividado. Então, eu guardo, no meu inconsciente, essa sensação ainda, apesar de não vivê-la mais hoje. Vou parar por alguns minutos para me estabilizar, porque ninguém ajuda quem quer que seja estando angustiado.

Ok. Parei por cinco minutos, relaxei, pensei um pouco e resolvi dar apenas duas dicas hoje, até porque não adianta fazer uma lista. Quem está nessa condição não agüenta mais ver listas na frente.

A primeira dica pode parecer meio boba. Mas não é. Você já somou tudo o que deve? Por exemplo: se um gênio da lâmpada lhe perguntasse: “Fulano, de quanto você precisa para pagar tudo o que deve?” Você saberia responder ao gênio? Claro que não estou contando com uma hipótese redentora para você pôr fim às dívidas. Mas é de extrema importância saber o total dela.

Vamos lá: para fazer essa conta não considere, por exemplo, as prestações que ainda estão por vencer. Apesar de serem dívidas que você contraiu, elas ainda não estão atrasadas. Você deve, por exemplo, a quantia que está rolando, há meses, no rotativo do cartão de crédito, os meses de atraso da luz, da água, do telefone, aquelas prestações da escola do seu filho que já venceram, enfim, tudo o que já era para ter sido pago e não foi.

Bem, o segundo passo é eleger o que é prioritário para a sua sobrevivência. Apesar de estar superendividado, você precisa comer e ter água e luz em casa. Essas contas precisam ser quitadas ou, pelo menos, o atraso não pode nunca ultrapassar 60 dias. Senão, você já sabe, não é? Ah! A prestação da casa própria também é prioridade. Senão, você perde o imóvel e tudo o que já pagou.

Na semana que vem, vou seguir com você, passo a passo, sabedores já do montante devido e tendo eleito todas as prioridades para você não correr riscos iminentes de saúde nem de perda de bens.

Que você tenha frieza e paciência para administrar esse momento tão difícil. Mas acredite sobretudo que tem saída. E não falo isso da boca para fora. Como já disse, eu falo por experiência própria.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amigo íntimo ou uma pessoa amiga!? O ideal são os dois.

Eu entendo porque os pensadores sempre defenderam a idéia de que é a emoção que faz dos seres humanos tão tolos em tantos momentos e aspectos. Quantas vezes ficamos mais preocupados e nos abalamos muito mais com um relacionamento amoroso (se é que havia mesmo amor) que não deu certo do que com outros problemas racionalmente mais sérios!? Quantas vezes a nossa tristeza por motivos pessoais afetam nosso trabalho, horários, estudos, nosso profissionalismo? Quantas vezes o término de um namoro faz com que a pessoa desanime a sair pra qualquer atividade, com quaisquer amigos? Quem não percebe isso, com todo o respeito, está na hora de aguçar a auto análise e a conseqüente compreensão de si mesmo.
Sinceramente, nós agimos sempre, irrefutavelmente sempre, como se fosse certo que amanhã todas as pessoas à nossa volta continuarão ao nosso redor. A verdade é que isso nunca é e jamais será garantido. É a lei da vida. Ou melhor (ou pior?), a da morte. Pois quando falo na possibilidade de acordar no dia seguinte e existir alguém que não está mais perto, não me refiro a só se separar, acabar com a comunicação. Há algo muito maior: o irremediável. Imutável. Nós nos acostumamos com isso. Acordamos, dormimos e acordamos com as mesmas pessoas por perto e, de repente, quebramos a cara e perdemos alguém. Um dia eu não estarei aqui. Haverá o dia em que eu não mais saírei pras noitadas, outro em que eu não mais publicarei e outro ainda, ou o mesmo, em que eu não mais estarei presente fisicamente na vida de ninguém, nem online no MSN, viu?
Eu tento tanto aproveitar ao máximo não só os momentos que vivo, mas muito além disso, muito acima, aproveitar as pessoas que por mim passam. E eu sempre me pergunto: como e porque as demais pessoas não fazem o mesmo? Ou pelo menos, eu não percebo. Todos falam sobre a importância de vivermos ao máximo cada momento. Pois eu altero essa frase e falo sobre a importância de vivermos, sentirmos, aproveitarmos ao máximo cada PESSOA. Seja um pai, uma mãe, um irmão ou outro familiar, um amigo, uma amiga, um homem, uma mulher, um amor, uma paixão, um colega, um (des)conhecido, um passageiro. Seja um beijo adolescente na noitada, seja um beijo de amor. A questão não é, e não deve ser jamais, beijar sempre com muito desejo. Deve ser beijar sempre com muito desejo àquela pessoa. Não é gargalhar com um prazer absurdo. É gargalhar com aquela pessoa. Não é conversar sobre assuntos interessantes e produtivos. É conversar com aquela pessoa, seja quem for!
Costumamos dizer que amigos de verdade são poucos, são sim. São muito poucos, muitas vezes contados nos dedos, devido justamente ao fato de que o homem não aprendeu o quanto é bom cultivar a amizade com qualquer pessoa. Impossível mesmo falar diariamente e ver constantemente cada pessoa que conhecemos, ainda mais nesses tempos atuais de Internet e demais tecnologias, mas por que não manter sempre a simpatia, a possibilidade de quando encontrar com a pessoa, mesmo que isso ocorra raramente, realizar-se uma boa conversa? Por que não cultivar o carinho, mesmo com aqueles que não são os primeiros na lista a quem pedir socorro quando precisamos? É inegável o fato de que o carinho será mais (muito mais, até) intenso com aqueles sempre presentes. Mas isso não anula a possibilidade de alimentar um bom sentimento por “todos“.
Não sei como era exatamente no colégio com os meus pais, meus avós, com vocês. Mas eu, em meus 18 anos, observo o absurdo que é a quantidade de pessoas que falam uns com os outros no colégio mas quando passam um pelo outro na rua simplesmente não se dizem “oi”. Quantos são os adolescentes que se conhecem, sabem quem são, às vezes em outra época até se falavam constantemente, mas que ainda assim fingem na rua que não conhecem um ao outro!?
Devo admitir que sou carente; é muito fácil chamar ao outro de carente como se isso fosse um rótulo, mas eu me pergunto, sinceramente, que ser humano não é sob nenhum aspecto. Às vezes tudo de que precisamos é de um abraço, ou quando dizemos que vamos sair do MSN porque não estamos muito bem, que alguém diga “fica!”, como um simples sinal de importância. Na verdade mesmo, queria de verdade que pelo menos por um dia e uma noite todos nós agíssemos como se tivéssemos total consciência de que corremos o risco de acordarmos e não termos mais as mesmas pessoas ao nosso redor. É clarividente que isso é sonho. Utopia. Eu mesma digo isso, reflito quase diariamente sobre esse assunto, mas não consigo pôr isso em prática durante todo o tempo. Acho que é algo superior demais pra mente humana.
Talvez esse texto, uma crônica, nem sei, tenha passagens mais direcionadas à atuais adolescentes. Eu realmente não sei. Só sei que tenho carinho verdadeiro por aqueles que estudaram comigo desde pequenina, por aqueles que em alguma época conversavam comigo mas que hoje nem se lembram de que eu existo, por cada um que teve comigo pelo menos uma boa conversa, um bom momento, que pelo menos uma vez me direcionou um sorriso sincero, uma palavra simpática. Podemos não ter intimidade, talvez se eu conhecesse melhor diversas dessas pessoas, viéssemos a descobrir que não nos daríamos bem, que não temos afinidade. Não há amor entre nós, e pode não haver uma relação de amizade. Mas manter uma relação de amizade com uma pessoa é diferente de ser uma pessoa amiga. Uma relação é algo fechado às duas pessoas, que realmente exige dedicação, tempo e certa presença. Mas ser uma pessoa amiga independe disso. É ter atitudes amigas a qualquer instante com qualquer pessoa.
E aí, você é uma pessoa amiga ou se limita a ser um amigo íntimo de alguns? Se for, entre em contato, estou precisando conhecer pessoas que tenham essa qualidade tão rara e de tanto valor.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os 68 anos de Mick Jagger

Ontem, 26 de julho de 2011, Mick Jagger completou seus 68 anos de idade e já possui quase 50 de carreira.Vocalista dos Rolling Stones, seu sucesso veio gradativamente, à medida em que ganhava espaço na banda e que criava e desenvolvia seu estilo pessoal. Os Rolling Stones são uma das maiores bandas de rock’n roll do mundo e Mick Jagger chegou a ser chamado de ídolo de uma geração (anos 60).
Ficou famoso também pelos seus relacionamentos amorosos e extra-conjugais, incluindo a brasileira Luciana Gimenez. Possui sete filhos e já disse diversas vezes que não crê em monogamia e que “nunca saiu com donas de casa, e nunca sairá”.
Famoso também pela polêmica sobre o futebol durante a última Copa do Mundo: todo time para o qual ele torcia, perdia!
Em 2003 foi condecorado com o título de Cavaleiro do Império Britânico.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quem domina é o Bonsucesso


Por Carlos Pinho

Após 18 anos amargando a segunda divisão e, até mesmo, a terceirona do campeonato carioca, o Bonsucesso garantiu, no último sábado, o acesso para a série A de 2012 com uma rodada de antecedência ao vencer o Estácio por 2 a 1 em seu estádio, o Leônidas da Silva.



Mas o jogo não foi fácil. Apesar de não ter mais nenhuma pretensão na competição, o Estácio assustou os cerca de 3 mil torcedores que lotavam o estádio da Rua Teixeira de Castro ao abrir o placar no início do jogo. O Bonsuça só empatou na segunda etapa com Sassá, de cabeça. E o atacante João Rodrigo virou o marcador, logo em seguida, levando às lágrimas torcedores do rubro-anil da Leopoldina de todas as gerações.



Fundado em 12 de outubro de 1913, o clube, que revelou tantos valores do futebol brasileiro e que teve a honra de ver Leônidas da Silva, o Diamante Negro, debutar pelos gramados ostentando o seu uniforme, passou por maus bocados durante o período em que ficou afastado da elite do estadual. Mas renasceu das cinzas e montou um elenco equilibrado sob a batuta do experiente treinador Manoel Neto. 

Parabéns, Cesso!
Seja bem-vindo, novamente, à elite futebol carioca!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy



Por Ribamar Filho
O dia 23 de julho de 2011 fica marcado na história da música. Voz forte e melancólica. Amy Winehouse, em sua passagem meteórica, foi umas das cantoras mais influentes deste início de século. Ou a mais influente?

Dois álbuns somente. E só no segundo, “Back to Black”, de 2006, alça o status de estrela mundial da música. Prêmios aos montes, fãs aos milhões, um visual grunge e original que impactou o planeta.

Amy e sua mãe na noite em que recebeu 5 prêmios Grammy

Esperava sua volta aos palcos agora, numa turnê pela Europa. E às paradas de sucesso, com músicas inéditas, mas com as letras viscerais de sempre.

Ainda ecoa, em minha mente, sua voz, que me remete a uma profunda tristeza, mas que, ao mesmo tempo, expõe, de forma clara, a sua raiz: o jazz, envolto a ótimas batidas de blues.

Mas vidas assim dificilmente passam dos 27.

Descanse, Amy!

Fique com "Rehab":



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Toma jeito Tio Sam!


Por Rufino Carmona

Hoje é dia 22 de julho. Se até 2 de agosto, o Congresso dos Estados Unidos não resolver o impasse sobre a elevação do teto de endividamento do país, estará decretado o primeiro calote do grande império do norte. E, por ironia do destino, um dos países que deixará de receber seus trocados será o Brasil. Sim, o nosso Brasil que, alguns anos atrás, assustava o mundo, como em 1987, quando deixamos de pagar, por um tempo, a dívida externa.

Mas nossa dívida externa já não existe. Ninguém mais se assusta com o Brasil. Pelo contrário. Temos problemas hoje é com a enxurrada de dólares que não para de entrar pelos quatro cantos do país. Fico pensando se, por um instante, num momento transcendental, esse meu texto fosse lido pelos economistas brasileiros que lutavam bravamente para dar alguma credibilidade ao país, lá pelos anos 80, 90. Eles certamente não acreditariam no quê escrevo hoje. Ririam da minha cara.

Mas voltemos a 2011. Para ninguém se alardear, é evidente que os Estados Unidos vão resolver isso antes do fatídico 2 de agosto. É que, pelo menos por enquanto, o problema ainda é mais político do que econômico propriamente. O partido Republicano está esticando a corda até não poder mais para desgastar o presidente Obama e assim conseguir emplacar alguns de seus projetos e ainda se fortalecer um pouco para concorrer contra o próprio numa eleição em que terá pouquíssimas chances de vitória.

Só que, apesar de a crise ser mais política, a economia dos Estados Unidos já dá sinais, há um bom tempo, que não tem a mesma pujança de outrora. Eles ainda vão ser, por muitos anos, o país mais rico do mundo, mas o distanciamento em relação principalmente aos emergentes tende a ser cada vez menor.

A dívida americana é simplesmente igual à soma de tudo que produzem anualmente. Se isso acontecesse aqui no Brasil, o mundo já teria nos dado às costas há tempos. Mas o Tio Sam é o Tio Sam. Eles ainda gozam da vantagem de não terem, em toda a história, um só momento em que não tivessem honrado seus compromissos. São o porto seguro do capital do mundo.

Mas que não tomem tenência! Se continuarem a se afundar em guerras intermináveis e não contiverem os gastos públicos, esse império acaba muito antes do que qualquer historiador pudesse esperar.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Poupar é preciso

Por Rufino Carmona

Em quase 20 anos de jornalismo, já entrevistei tantos economistas que até perdi a conta. E o assunto mais recorrente foi finanças pessoais. Tenho uma grande coletânea de informações sobre o tema e vou dividir com você, leitor, todas às quartas-feiras aqui nesse espaço.

Hoje, vou falar sobre poupança. Todo mundo sabe da importância de se criar um “pé de meia”, mas poucos conseguem.

Pois bem, a teoria que vou passar para você agora me foi explicada por vários economistas. Mas a primeira vez que escutei sobre ela foi através de um professor meu lá do ensino médio. Nunca me esqueci. Disse ele para a turma: “Nós temos muitas contas para pagar todos os meses. Que tal criarmos mais uma?”

A turma olhou com espanto para o mestre, que logo explicou: “Não estou falando para comprarmos mais não, gente. Essa conta nova é o dinheiro que devemos colocar na caderneta de poupança assim que recebermos o nosso salário. Eu faço isso há muitos anos. Sempre tenho uma boa reserva em caixa e, o que é melhor, rendendo 6% ao ano além da inflação”.

“Quando eu recebo o meu salário, separo 20%, vou ao banco e deposito na caderneta de poupança. Depois, pago as minhas contas, faço as compras do mês e vejo o que sobra. Com esse restante, passo o mês normalmente sem aperto”.

Esse meu professor era muito sábio. E nem era de matemática. Era de OSPB. Sim, essa matéria fazia parte do currículo escolar na época: Organização Social e Política Brasileira. Ele tocou nesse assunto durante uma discussão sobre política. Nem me lembro por qual motivo.

Tenho certeza que todos nós que estávamos nessa aula nunca esquecemos dessa grande lição. Esse dinheiro que ele guardava e que ainda rendia servia como um colchão no qual podia dormir tranqüilo. Sempre tinha uma reserva para os imprevistos da vida. E é assim que eu tento agir até hoje. Nem sempre é possível ser tão objetivo como o meu professor dizia ser. Mas lembro disso quase que diariamente.

Tem muita gente que gasta dinheiro, às vezes, comprando itens totalmente desnecessários e que acabam, em algum momento, tendo que recorrer a empréstimos bancários, quando podia ter construído esse colchão e não pagar os juros estratosféricos cobrados pelos bancos na concessão de crédito.  

E aí: você já age dessa forma? Se não, acha que pode conseguir?

Na semana que vem, vou dar algumas dicas para os superendividados. Espero que não seja mais preciso apelar para a Santa Edwiges nem para Santo Expedito!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre a Tristeza


A tristeza é irônica.
Ora me faz crescer, ora me faz chorar.
Chega a ser cômica,
Quando por ela me deixo inspirar.

Às vezes choro sorrindo,
Agradecendo por ser capaz de sentir.
Meus ouvidos ouvem sons tinindo,
Sons que não consigo distinguir.

Talvez sejam palavras não ditas,
Que me perturbam o sono noite afora.
Lembranças de atitudes (não) cometidas,
Das quais me arrependo agora.

Talvez seja apenas a música alta no vizinho,
Ou fogos comemorando alguma vitória no futebol.
Talvez tudo que eu precise seja de um cálice de vinho,
E esperar, singelamente, que nasça o sol.

Raia o dia finalmente,
Vejo-me obrigada a largar a caneta e o papel,
Sob meu corpo sinto caindo a água quente,
E olho aliviada para o céu.

Observo gaivotas voando na direção norte,
Lojas abrindo, a cidade despertando;
Some de mim aquela dor forte,
Com a qual, aos poucos, fui me acostumando.

A minha tristeza não é constante,
Aparece de quando em quando,
Da dor ela é amante,
Mas eu não me rendo, continuo andando!

O costume não me faz senti-la em menor intensidade,
Mas dificulta que as lágrimas caiam.
A tristeza também não diminui a felicidade,
Como todo poeta, exploro sentimentos e permito que de mim saiam.

Demonstro-os a todo momento, sem receio.
Sinto que isso é uma coisa boa,
Meus próprios versos eu releio.
E concluo: sou poeta. Diversos sentimentos em pessoa.
Julho de 2009

terça-feira, 19 de julho de 2011

Música é vida, vida é cor, cor é natureza


Bem-te-vi, no reflexo do lago,

Arrisca-se, beija-flor

Retira seu néctar


Cores mil colorindo o céu.

Colibri. Seus miúdos olhos,

Cheios de vida e saber.

Sabiá, seu canto encanta

Como uma lira, uma harpa,

Um canário. Cenário lindo,

A natureza.
Tudo é música.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nos braços do Cristo

Foto: Rodrigo Shampoo
"Cristo Redentor

Braços abertos sobre a Guanabara"
Tom Jobim, em Samba do Avião

Você sabia que muitos cariocas da gema nunca foram ao Cristo Redentor? Pois é. Inaugurado em 12 de outubro de 1931, o monumento levou cerca de cinco anos para ser construído e é um dos principais pontos turísticos do Brasil.

Mas ao contrário do que muitos pensam, não foi um presente da França. A obra foi concebida no Brasil a partir de doações de paróquias e arquidioceses de todo o país. Do país europeu, vieram apenas uma réplica de quatro metros e o modelo das mãos feito pelo escultor Paul Landowski.


Em 2007, por meio de um concurso que contou com mais de 100 milhões de votos - via internet e telefone -, o Cristo Redentor foi eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Então o que você, carioca ou turista, está esperando? Vá lá nesse final de semana. Uma boa opção de acesso é o trem do Corcovado. Até chegar aos braços do Cristo, você vai ser presenteado com as belezas naturais da maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca.

Vai ser tudo de bom!


Endereço: Parque Nacional da Tijuca
Acesso: Estrada de Ferro Corcovado - Rua Cosme Velho, 513
Mais informações: 
http://www.corcovado.com.br/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma esperança que nasce



Por Carlos Pinho

Confira o diálogo entre um curioso menino e um casal gay. O vídeo mostra o pequeno Calen intrigado com a relação dos dois, tentando entender como era possível existir um casal de “dois maridos”. Acompanhe, na íntegra, a reação da criança que, mesmo surpresa, deu uma lição de civilidade e de respeito ao próximo. 




Será Calen o símbolo de uma nova geração mais tolerante com a diversidade?       



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por quê em 13 de julho?


Por Carlos Pinho

O Dia Mundial do Rock é uma das datas mais celebradas entre os amantes do som. Mas você sabia por que esse gênero musical, desenvolvido a partir da década de 1950 nos Estados Unidos, é comemorado no dia 13 de julho?

Bob Geldof

O dia 13 de julho de 1985 entrou para a história da música por conta do Live Aid, um festival de rock organizado por Bob Geldof com o intuito de levantar fundos para o combate da fome na Etiópia. Os concertos foram realizados no Wembley Stadium, em Londres e no John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia. Japão, Rússia e Austrália também participaram.










Freddie Mercury regendo o público

Considerada por muitos a melhor apresentação desse festival histórico, separamos, para você, a performance da banda britânica Queen.


13 DE JULHO - DIA MUNDIAL DO ROCK!


Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid, uma combinação perfeita de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.

Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha uma causa maior embutida, que era a tentativa de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas.

Dois shows foram realizados, um no Wembley Stadium, na Inglaterra e outro no JFK Stadium, nos Estados Unidos.

Os shows traziam figuras ilustres da música mundial, como Sir Paul McCartney, The Who, Elton John, Elvis Costello, Black Sabbath, Sting, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, e muitos outros, alcançando uma audiência na televisão de aproximadamente dois bilhões de telespectadores em cerca de 140 países.

Ao contrário do festival Woodstock, o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações.

O show no JFK Stadium marcou a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria, precisa falar mais alguma coisa? Foi sem dúvida um momento único na história da música!

No final do show, uma maravilhosa canja: Mick Jagger e Tina Turner juntos, cantando State of Shock e It's Only Rock and Roll, com os ex-integrantes dos Temptations fazendo os backing vocals.

Em 16 horas de show o Live Aid conseguiu acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do rock and roll, ATITUDE!

Desde então, o dia 13 de julho é comemorado como o DIA MUNDIAL DO ROCK!

Mas de onde surgiu a expressão rock and roll?

Embora a tradução literal seja algo como balançar e rolar há uma evidente conotação sexual nessa expressão composta. Porque tanto rock quanto roll, na gíria dos negros americanos, significava trepar. Por outro lado, o clássico Rock me Baby, inverte o sentido do verbo embalar, já que é ela, no caso a garota ou o garoto quem embala o adulto.

A segunda explicação, que completa a primeira, vem de um provérbio inglês que diz: pedra que rola não cria musgo.

Assim a expressão já aparecia em várias letras de blues e rhythm’n’blues como Good Rockin’ Tonight, de Roy Brown, mesmo antes de ser adotada como nome do novo estilo musical, que surgiu nos anos 50, com Bill Halley e Elvis Presley, e consistia basicamente na fusão desses ritmos negros com a música country.

Segundo reza a lenda, o DJ americano Alan Freed, apresentador de um programa de rádio intitulado Moondgo's Rock'n'Roll Party, foi o popularizador do nome do ritmo. Freed acabou cunhando a expressão que fez imediato sucesso junto ao público jovem, de tal forma, que ele próprio organizou o primeiro concerto de rock, em 1953, ocasião em que apareceram mais de 30 mil pessoas num local com capacidade para no máximo 10 mil, o que fez o evento ser cancelado por receio de tumulto.

Meses depois, o concerto foi replanejado e acabou se transformando em um estrondoso sucesso, com a participação de Big Joe Turner, Fats Domino, The Moonglows e The Drifters.

Na plateia mais de dois terços da audiência era formada por jovens brancos, o que provava a atração da juventude dessa década pela música negra.

Em 1956, surgia o primeiro grande fenômeno mundial do Rock: Bill Haley e Seus Cometas. Ele misturava três gêneros musicais distintos da tradição americana: blues, country e jazz. Sucesso imediato.

E na sequência, um cantor americano de igreja do Memphis, no Tennessee, Elvis Presley teve a feliz inspiração de incluir uma quarta vertente: o gospel.

Em pouco, Elvis se tornou o símbolo máximo dessa ruptura com a melodia bem comportada dos negros das pequenas cidades do sul, para fundi-la num ritmo alucinante potencializado por uma coreografia quase erótica de se apresentar.

Na década de 60, o rótulo foi abreviado para rock, para abranger as mudanças provocadas por artistas como Bob Dylan e Beatles, abrindo um leque de infinitas variações: rock progressivo, folk rock, hard rock, heavy metal etc.

A partir de então, o termo rock’n’roll passou a significar exclusivamente o estilo original, característico da década de 50.

Então aproveite, balance, role! Viva o Rock and Roll!

terça-feira, 12 de julho de 2011

E NO FUTURO NOSSAS CIDADES SERÃO AQUÁTICAS!


Com o aumento do aquecimento global e a intensificação do degelo polar, o nível da água do mar está crescendo e em pouco tempo, segundo os especialistas, a terra será engolida pelos oceanos e aqueles que quiserem sobreviver terão que se adaptar e viver em cidades aquáticas, que ficam vagando pelos mares dia e noite.

Parece coisa de filme, né? tipo, Waterworld - O segredo das águas. Mas não, para o arquiteto francês Vincent Callebaut, que pensando nisso, já projetou sua própria cidade aquática auto-sustentável: a Lilypad, cujo design é inspirado em uma vitória régia da Amazônia.

A cidade ecológica flutuante possui três setores e cada um deles será destinado a uma atividade: trabalho, entretenimento e moradia. No centro da cidade, interligando todos eles, há um lago, abastecido pela chuva, de onde os moradores obterão água potável, a partir de um sistema próprio de purificação.

A alimentação é obtida através de hortas, localizadas ao redor do lago, e toda a cidade será coberta por jardins suspensos, que promoverão a integração do homem com a natureza.

A Lilypad também será equipada para produzir energia eólica, hidráulica, solar, térmica e, também, a partir de biomassa e do movimento das ondas.

E não é só isso, a cidade aquática será construída com fibras de poliéster e receberá camadas de dióxido de titânio, que, segundo o designer, absorvem a poluição atmosférica quando entram em contato com os raios ultravioleta, ou seja, além de tudo, a Lilypad ainda ajudaria a reduzir a poluição do planeta.

Outra ação em relação ao tema é um projeto holandês do escritório de arquitetura WHIM, chamado Recycled Island, que consiste em construir uma enorme ilha capaz de abrigar as pessoas que poderão perder suas casas por causa de fenômenos provocados pelas mudanças climáticas.

Ela seria construída juntando todo o plástico que hoje está flutuando sobre as águas da região oceânica que é considerada o maior depósito de lixo do planeta, o Giro Pacífico Norte, e usando esses resíduos para construir a ilha com as mesmas proporções territoriais da cidade de Manaus. A meta é formar um território insular flutuante onde existam casas, comércio, lazer e plantações.

"- Queremos propor um habitat confortável, mas que não precise depender de recursos oferecidos por outros países", diz Ramon Knoester, um dos criadores da ideia, que está sendo viabilizada.

Talvez seja mesmo a solução para os problemas do mundo como o conhecemos, mas no momento, não passa de imaginação de seus criadores.

Enquanto isso a matéria-prima de nossas futuras moradias continua por aí, boiando e poluindo nossos mares!

Deus da Carnificina: teatro e realidade

Completando um ano em cartaz, “Deus da Carnificina” gira em torno de dois casais que se encontram para conversar sobre uma briga ocorrida entre seus respectivos filhos. E a conversa, à medida em que se desenvolve, acaba por deixar vir à tona sutis problemas presentes na vida dos dois casais. A demora para se resolver algo sobre o assunto proposto acaba por estressar os personagens, fazendo com que, com o decorrer do tempo, a inicial cordialidade perca espaço para atitudes impulsivas e que, por um lado, são mais sinceras, deixando para trás a hipocrisia do “fingir simpatia“. Com perspicácia é possível perceber fatos comuns às pessoas e casais de modo geral e que, na peça, são transmitidos aparentemente em segundo plano mas de modo fundamental para que a mesma se desenvolva. Chega um ponto em que cada um dos personagens reflete sobre si mesmo e de modo quase escondido temas como crises conjugais e liberdade aparecem. Ou seja, a peça aparentemente singela acaba por rasgar a falsa polidez social.
Com um diálogo muito bem-humorado, “Deus da Carnificina” (Le Dieu Du Carnage, originalmente) foi escrita pela dramaturga argelina radicada francesa Yasmina Reza, que se baseou no comportamento da classe média francesa com muitos toques de ironia.
Encenada primeiramente em Zurique, em 2006, “Deus da Carnificina” recebeu diversas sucessivas montagens. A versão londrina, de 2008, teve o consagrado ator Ralph Fiennes no elenco e ganhou o prêmio Laurence Olivier de melhor comédia. O texto alcançou a Broadway em 2009 e conquistou o prêmio Tony nas categorias melhor peça, melhor diretor (Matthew Warchus) e melhor atriz (Marcia Gay Harden). Há projetos de transformá-la em filme em 2012. A produção brasileira é dirigida por Emílio de Mello e possui tradução de Eloisa Ribeiro e seu excelente elenco é formado por Julia Lemmertz, Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figueiredo; e já rendeu diversos prêmios, como o QUEM 2010 e o merecido APTR a atriz Julia Lemmertz, na categoria melhor atriz de teatro.
Com um cenário simples e um elenco de apenas quatro atores e personagens que se mantém quase o tempo todo em cena, a peça prende a atenção da plateia de uma maneira que, com essas características, é difícil acontecer. Fato que pode levar à conclusão de que a produção é realmente muito boa.
Até o último dia 3 em temporada no Rio, “Deus da Carnificina” participou do Festival de Inverno do Sesc em Petrópolis e em Teresópolis e de 22 de julho a 28 de agosto segue em temporada em São Paulo. Para quem estiver na capital paulista e tiver oportunidade, vale a pena assistir!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Crônicas sobre o meu tempo

Muitas vezes pedimos para o tempo passar mais rápido, outras vezes caímos em contradição e gostaríamos de ter o poder de pará-lo. Seria fácil! Bastava quebrar o relógio! Mas o tempo lá fora não pararia, e tempo seria perdido, este bem precioso que não queremos abrir mão, nem que seja para não fazer nada e reclamar depois que não temos tempo para nada.

Tique taque dia e noite, noite e dia, neste ritmo frenético minha mãe dizia o que eu tinha que fazer nas primeiras horas do dia: “hora de acordar, hora de ir para a escola”... Já na escola, quem ditava o ritmo era o sinal que estava sempre cinco minutos atrasado do relógio de parede da sala de aula. Mas a hora era sempre mais devagar quando estava perto da hora do recreio. Só que depois do recreio passava rápido e logo era hora de ir embora.

Ah, meu relógio de parede! Marcava sempre 13 horas quando o almoço estava na mesa. O meu relógio nunca errava. Mas logo depois ele dava uma de dedo duro e avisava para a minha mãe que era hora do banho, e, depois do banho, o dever de casa. Sentia raiva do meu relógio redondo pendurado na parede da cozinha, preto e branco com grandes números de um a doze e três ponteiros que não paravam de rodar, às vezes faziam um tique taque insuportável.

Mas o meu relógio se redimia quando falava para minha mãe que eu já podia brincar, e brincando eu esquecia do tempo, até ser chamado para tomar banho e jantar. Como eu odiava o tempo que parecia andar mais rápido enquanto eu brincava do que enquanto eu estudava.

Que relação de amor e ódio é essa que eu tenho com o tempo? Será que todos têm? Por que eu tinha que ir dormir sem sono? Esse tal tempo é poderoso, ele não para nunca, e ainda põe todos ao seu dispor. Menos eu, que enquanto estava sem sono olhava para a janela e o via passar na maior tranquilidade, pensando no novo dia que o sol traria na manhã seguinte.

Hoje eu sou escravo do meu tempo, sempre olho para as paredes à procura de um relógio. Mas ainda guardo o velho hábito da infância de olhar para janela sem sono antes de dormir. Então eu olho para o meu velho relógio de parede e penso “estou livre de você, pelo menos até acordar”.

Neste momento, eu queria ser um gato, que recebe carinho e não se preocupa com o tempo. Mas esse felino come ração: “eca!”. Prefiro ver a hora e olhar para o meu relógio de parede. Já estou atrasado!


domingo, 10 de julho de 2011

Nostalgia em rosto de menina



Vai mais uma dica esta semana. Gizelle Smith, cantora pouco conhecida no Brasil, é um dos novos talentos da música negra americana. Combinando influências do Soul e do R&B, Gizelle dá um tom nostálgico a suas músicas. Siga com "Working Woman".

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O poeta está vivo!


Por Carlos Pinho

Cazuza nos deixou órfãos há exatos 21 anos. O menino que queria mudar o mundo buscou todo o amor que houvesse na vida para ver seu dia nascer feliz. 


De tão exagerado em sua vida louca, fez parte do seu show enfrentar o tempo, que teima em não parar, nesse mundo, que, segundo Cartola, é um moinho. 


O poeta está vivo em cada verso que compôs, em cada canção eternizada, que nos arrebata com ideologia e nos emociona como segredos de liquidificador. 


Viva Cazuza!     

A Revolta dos Bueiros

"Não tem mais bala perdida, agora é bueiro perdido", diz uma moradora da cidade do Rio de Janeiro e diversos jornais, impressos e virtuais, repetem o dito. Já foram mais de 10 os registros de bueiros com problemas, grande parte causando explosões e até mesmo fazendo com que alguns voassem pelos ares. E aí Light, qual é a sua? exterminar parte da população que usufrui da energia elétrica para viver? olha, elas pagam as contas de luz de suas respectivas casas... são delas que vêm o dinheiro que mantém a empresa, viu?
Só rindo para não chorar. É preciso debochar bastante porque, meu povo, não dá pra levar isso a sério demais. É isso o que fazem conosco, debocham descaradamente de nós. Pagar 100 mil reais de multa é pouco. Reformar quatro mil câmaras subterrâneas nos próximos dois anos pode ser muito: muito tempo! É claro que o número de câmaras é absurdo para que seja possível reformá-las em menos tempo, mas isso só deixa mais claro ainda o quanto riem de nós. Afinal, deixar acumular essa quantidade toda de câmaras com problemas, mesmo quando pequenos, é simplesmente demonstrar o quanto desejam apenas o dinheiro em suas contas no fim de cada mês (e que quantias devem ganhar os donos de uma empresa como essa, hein?) mas o bem-estar da população, ah! isso não importa.
Está na hora de desenvolvermos um pouco nossas paranóias e o T.O.C que há em cada um de nós (Transtorno Obsessivo Compulsivo), mesmo que minimamente: vamos andar pelas ruas olhando desesperadamente para os bueiros e nos esforçando para passarmos longe daqueles que pertencem à Light (se é que as empresas de gás não estão envolvidas nisso). Afinal, melhor parecer meio louco do que correr o risco de sofrer graves queimaduras ou até morrer (ou não?).
Conclusão: no nosso país, como é de conhecimento de todos, política e medidas de infra-estrutura são sinônimos de descaso, e povo é sinônimo de conformismo (cadê as revoltas???). Aliás, para os integrantes do alto escalão nacional (financeiramente, porque nos quesitos 'honestidade' e 'compromisso' estão no último patamar possível da hierarquia da sociedade), povo é sinônimo de 'NADA'.
Vamos continuar acompanhando as notícias e, é claro, tendo muito cuidado ao andar na rua. Seria legal se inventassem um aparelho detector de perigos. Que tal? enquanto isso continuamos no nosso dia-a-dia, de olho nos acontecimentos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aprenda com as minas, Mano!


Por Carlos Pinho

Quem para por mais de uma hora assistindo aos jogos dos rapazes de nossa seleção – que, infelizmente, não é mais nossa e sim da CBF – está perdendo um tempo precioso de vida. Um velho amigo me dizia: “quer ver espetáculo? Vá ao show da Madonna. Eu quero vencer e ser campeão”. Obviamente que todos querem ver seu time vencedor, mas, quando acompanhado de um belo futebol, melhor ainda. Belo futebol que as feras da NOSSA (agora sim) seleção feminina vêm mostrando em gramados alemãs. E, minina, essa seleção tá um arraso! (Ops, desculpe a exaltação) 


Para quem não sabe, pois só vê a Globo, as meninas vão muito bem e obrigado na Copa do Mundo disputada na terra do chucrute. Marta e cia. alcançaram a classificação no último domingo com a vitória sobre a Noruega por 3 a 0 e joga neste momento (agorinha, agorinha mesmo) contra a Guiné Equatorial praticamente em ritmo de treino.


Guiné Equatorial que protagonizou uma cena das mais dantescas da história do esporte no último domingo. Enquanto se defendia do ataque australiano, a jogadora africana agarrou a bola dentro da sua área, passeou com a pelota por alguns instantes e nada da juíza marcar pênalti, para o desespero das lindas atletas oceâniacas (quem nasce na Oceania).


Voltando às seleções brasileiras, os “manos” do Mano precisam ver o que essas moças estão fazendo. Contra a “fortíssima” Chavezuela, digo, Venezuela, país do baseball e das estatizações inesperadas, foi um martírio. . . para o torcedor. Foi a prova de que nem sempre uma equipe que entra em campo com três atacantes é ofensiva. Rapazes, senão repetirem todas as jogadas feitas pelas “minas”, pelo menos tentem atuar com objetividade e com sandálias rasteiras, pois salto alto prejudica na hora de correr atrás da bola.