quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O que você diria?
domingo, 20 de novembro de 2011
Tempo ao tempo

Viro, me reviro, me desviro na cama.
Minha língua chama pelo teu beijo quente.
Só o teu corpo pode apagar esta chama.
Amor, vem aqui e me diz o que você sente.
Sim, eu chamo por você a todo instante.
As olheiras demonstram as noites mal dormidas.
Insônia é algo que tem se tornado constante.
Será que nossas lembranças por você já foram esquecidas?
Levanto. Vou até o armário, cujo lado direito agora se encontra vazio.
E o vazio é a recordação que tenho de suas roupas e sapatos.
Imagino você me amando como outrora, pareço uma gata no cio.
Sem ter como aliviar o desejo e a saudade, tristes e intensos fatos.
Viro, reviro, desviro cartas, fotografias, momentos representados em papel.
Lágrimas caem sem expressar nem um mínimo da falta que sinto.
Será que você já tem outra? sinto na boca o gosto amargo do fel.
Vou até a sala e viro logo duas doses de absinto.
Minha imediata tontura alivia a sensação de mal estar.
E a esta dá lugar a uma sensação de conformismo.
Ganho a consciência de que melhor solução que o tempo não há.
E deixo de lado qualquer extremismo.
Viro, reviro e desviro meu próprio corpo.
Descubro minha capacidade de me fazer sentir os prazeres carnais.
Ser autosuficiente, independente, talvez seja meu escopo.
Apesar do prazer, não dá. Corpo, cheiro e voz de homem são fundamentais.
Não vou lhe buscar em outros corpos. Não é possível.
Não vou me desvalorizar e me relacionar com qualquer um.
No fim das contas o término não é assim tão terrível.
Não é o fim do mundo, nem é incomum.
Viro, reviro e desviro meus pensamentos.
Deito aliviada após reflexões e logo durmo calmamente.
Fazem parte da vida não só as alegrias, mas também os sofrimentos.
E tudo será superado, com um gosto bom como o seu beijo quente.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A Índia vista por belos olhares

A exposição se divide em quatro módulos com focos diferentes: os Deuses, a Formação da Índia Moderna, a Arte Contemporânea e peças datadas de 200 a.C. até 2011. Há espaços dedicados a Ghandi, o grande exemplo que o mundo tem de pacificidade. Há ainda um dedicado à novela Caminho das Índias, que se revela apenas como forma de mostrar que o Brasil já teve recentemente uma grande expressão artístico-comercial com interesse na cultura indiana. Há também um espaço para a famosa Bollywood, responsável pela maior parte da cinematografia indiana e que tem crescido cada vez mais a ponto de ser considerada, no mínimo, no mesmo patamar de Hollywood. O nome Bollywood surge da fusão de Bombaim (antigo nome de Mumbai, cidade onde se localiza Bollywood) e de Hollywood (nome dado à indústria cinematográfica norte-americana).
A exposição peca apenas nas legendas iniciais das peças. Quem não conhece um pouco da cultura indiana perde-se em alguns momentos perguntando-se quem é Madhubani, Sita e Ruana, por exemplo. As explicitações aparecem depois, em outras obras.
É muito interessante ver o quanto os indianos são caprichosos e criativos. Vivem em busca da espiritualidade e em harmonia com ela. Dedicam-se com amor aos seus trabalhos, sendo a maioria manual e de belíssimo teor artístico. São todos envoltos em detalhes, geralmente também em muitas cores. Não importa se o trabalho demora pouco ou muito pra ser feito, é perceptível que são feitos com amor.
As mandalas, os desenhos dos deuses, mosaicos, dentre outros, aparecem constantemente. Os animais são sagrados, o Ganges é sagrado e banhar-se nele, mesmo com toda a poluição, é um ato de fé e de purificação. Um turista tem de tomar cuidado ao andar em suas ruas, onde animais andam livremente, onde não há placas de trânsito e andam juntos carros, animais e pedestres por todos os lados e em todas as direções. Para nós, uma aparente bagunça. Para eles, costume. Isso é a cultura de cada lugar. Isso é o bacana de viajar, mesmo que sem tirar os pés no chão. Esta exposição proporciona uma linda viagem, na qual vale à pena embarcar.
É lindo ver como em um país que sofre com muito precária infra-estrutura, com miséria, fome e doenças há pessoas que se dedicam tão lindamente à espiritualidade, sendo simplesmente felizes apesar da visão triste diária. Não se pode esquecer que, é claro, esta é apenas uma parte da população. O sofrimento, a violência, o mau caráter e a maldade existem em todo lugar, até mesmo em um país que é templo de uma grande busca pela espiritualidade. E é ainda mais compreensível quando se vê crianças tão magras e tanta sujeira pelas ruas. É uma linda cultura, com uma realidade ao mesmo tempo bonita e triste.
De qualquer modo, com seus exageros, realidades e ilusões, é possível se fascinar por esta cultura tão diversificada e tão diferente da ocidental. A exposição no CCBB-RJ vai até o dia 29 de janeiro de 2012 e funciona das 9h às 21h de terça a domingo, gratuitamente. O CCBB-RJ se localiza da Rua 1º de março, 66 – Centro.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Os 80 anos do Maior Monumento da Cidade Maravilhosa

Difícil um brasileiro não ter conhecimento sobre em que consiste o Cristo Redentor, mesmo que nunca o tenha visitado. Pode-se quase generalizar a ponto de se dizer que, a cada dia que passa, é mais rara uma pessoa que não o conheça de nome. Desde sua construção se tornou um dos maiores cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro. Passou a aparecer sempre em novelas e também a ser temas de obras de arte. Aparece inclusive em filmes estrangeiros como na animação estadunidense “Rio” e no também estadunidense “2012”, dentre outros. A sua fama como uma obra de beleza rara, grandiosa e da onde é possível ver uma bela vista cresceu ainda mais depois de 2007, quando foi considerado uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, através de votação realizada pela New 7 Wonders Foundation, pela internet. O concurso não possuiu o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura devido à falta de critérios científicos na escolha, mas apesar disso os brasileiros se sentem muito orgulhosos.
No entanto, mesmo com tanta fama, são poucos os que conhecem a sua história. A primeira sugestão de construção de um monumento religioso no local foi pelo padre Pedro Maria Boss à Princesa Isabel, na segunda metade do século XIX. Mas foi no centenário da Independência do Brasil que esta idéia se fortaleceu. A ferrovia que permite o acesso ao local foi construída em 1884/1885 e foi a primeira no Brasil a ser eletrificada, em 1906. Também pode-se chegar lá a pé ou em vans credenciadas. O Cristo foi construído em concreto armado e é revestido de um mosaico de triângulos de pedra-sabão da região de Carandaí (MG).
Costuma-se ouvir dizer que o monumento foi um presente da França para o Brasil, mas na verdade a obra se realizou graças a doações de arquidioceses e paróquias de todo o país. Da França veio apenas uma réplica de quatro metros. Ainda existe uma discussão de quem seria o verdadeiro autor do monumento: o engenheiro Heitor da Silva Costa, autor do projeto escolhido em 1923, ou o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski, executor dos braços e do rosto do Cristo e dos modelos que serviram de base para a construção. Outro nome importante na realização desta obra é o do artista plástico Carlos Oswald, autor do desenho final do monumento.
Finalmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2009, o monumento já passou por algumas reformas. Em 2003 recebeu escadas rolantes, passarelas e elevadores. Em 2010 a restauração se concentrou na estátua em si e foi realizada pela VALE em parceria com a arquidiocese do Rio de Janeiro. Obras de manutenção são realizadas constantemente devido às condições climáticas do local, pois devido à altitude ocorrem desgastes por causa de grandes rajadas de vento e fortes chuvas.
Ver o Cristo Redentor de perto é emocionante, não importa a religião do visitante. Tendo valor religioso para os cristãos, possui também grande valor turístico e de beleza independentemente do fator religião. Vale a pena visitá-lo, pois a beleza de sua grandiosidade não tem e não deve ter relação direta com as crenças individuais de cada um. O Cristo Redentor completou 80 anos de muito sucesso, e assim se espera que ocorram os próximos 80 e os que se seguirem a eles!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Teoria dos 4 F's?
domingo, 6 de novembro de 2011
O preço do Amanhã

Não levei muita fé nesse filme quando vi o cartaz e quando minha amiga Renata falou que ía ser com o Justin Timberlake. Não vou dizer que ele deu um show de interpretação, mas também não foi tão ruim. A história do filme é sobre uma descoberta científica: o fim do envelhecimento. Todas as pessoas vivem normalmente até os 25 anos, idade em que um relógio no pulso delas começa a funcionar. A partir dos 25 você ganha um ano nesse relógio, o problema é que o tempo virou a moeda corrente, então você acaba numa luta pela sobrevivência, onde se vive angustiadamente a cada dia.
O personagem de Timberlake(Will Salas) um dia encontra um cidadão exibindo um relógio de um século no bar. Fica apreensivo e tenta salvar o cidadão pedindo que ele saia porque uma quadrilha famosa naquele fuso horário (as pessoas dividiam-se em fusos pelo status social) com certeza farejaria o homem e roubaria seu relógio. O homem queria exatamente aquilo, mas Will o salvou do mesmo jeito. Num prédio abandonado os dois conversam e Will descobre que o homem viera ali para morrer. Ele viveram 100 anos e já não via mais sentido em estar vivo. Ele lhe explicou que para que muitos vivessem 1 milhão de anos a maioria deveria viver angustiadamente esperando conseguir mais tempo ou mesmo morrendo cedo. Pela manhã Will acorda com um século no relógio e vê da janela o homem ter um infarte e cair da ponte. Seu maior erro foi correr até a lá, pois foi filmado e os policiais acharam que ele tinha roubado o finado.
Sem querer contar mais spoilers, vou falar mais no geral do filme: Will conhece a personagem de Amanda Seifried e os dois saem distribuindo tempo para as pessoas desesperadas. O que eles não sabem é que além da polícia outros grupos estavam atrás deles. Lembra dos mafiosos do fuso de Will? O mais importante na cena em que reaparecem é que eles dizem que a Polícia do tempo permite que eles existam porque ajudam a manter o sistema. Em todo o filme eu vi semelhanças com a realidade. A nossa moeda é o dinheiro, mas mesmo assim a morte dos mais pobres é o que sustenta a fortuna e abundancia dos vivos, o desequilibrio sustenta sistemas injustos. Qualquer mudança nesse aspecto e o sistema quebra e vem a anarquia. É exatamente o que Will acaba instaurando: uma anarquia. Em determinado ponto do filme ele se questiona se é justo distribuir o tempo porque algumas pessoas não usam o que tem para o próprio bem. O que acredito ser a desculpa dos ricos hoje em dia "ele é um vagabundo! Se tivesse mais gastaria com bebida!" Mas Will decide continuar furando o sistema.
Não acredito em Revoluções, porque nada pode mudar sua natureza da noite para o dia. Acredito em processos. As circunstancias vão moldando uma caracteristica já existente nas pessoas e nos sistemas até que não se reconheça mais os resquícios do passado. É por não ter essa consciência que os adolescente sofrem tentando ser aceitos e para isso apelando por adotar um estilo oposto ao próprio. Porém, acredito que atitudes drásticas são necessárias para forçar uma nova visão das coisas, que seria a atitude de will de quebrar o monopólio do tempo. Ele não rompe totalmente com a mentalidade/ lógica do acúmulo de "riquezas", mas ele dá a oportunidade das pessoas pensarem sobre isso. A ação dele é o estopim de uma nova realidade, as pessoas começam a invadir os fusos mais privilegiados, e tudo indica que uma nova ordem está para começar. Se ela vai ser justa não se sabe, o que podemos concluir é que as pessoas agora tem o poder de barganhar, por isso vão lutar por um sistema mais justo que atenda às novas necessidades e personagens que vão surgindo.
Foi surpreendente um filme Hollywoodiano abordar esse tema sem se preocupar com a repercussão dessa temática. Foi o mesmo espanto que tive com Avatar. Isso é uma coisa rara, mas um fato a ser comemorado. Eu brinquei com a mina amiga no cinema dizendo que pela logica dos filmes de ação Will iria procurar a origem dos relógios para reverter e dar o tempo que todas as pessoas tinam direito, ou então tentaria provar sua inocência, o que não acontece. O personagem prefere ser um fora da lei, uma espécie de Robin Wood. Bato palmas para a direção desse filme.
Isso é tudo pessoal!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Um quadro perturbador
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Sobre perdedores, conquistadores e o que as mulheres gostam.
O interessante porém desses caras é que eles tem confiança porque "já tiveram mulheres de todas as cores, de várias idades e muitos valores". A pressão social para o homem ser "o galinha" faz com que uns virem mais atirados e outros fiquem recalcados porque não conseguem agir dessa forma tida como bem quista socialmente. Esse segundo produto é problemático. Já que não conseguiram pegar todas as garotas da escola como seus amigos populares, ficaram com baixa auto-estima. Mas como baixa auto-estima também não atrai a mulherada, disfarçam esse problema fingindo-se de romanticos. Romantico acredito que nenhum homem nasça sendo, mas há o romantismo verdadeiro e o falso. O verdadeiro nasce pelo afeto o falso se adquire em qualquer esquina.
Voltando a vaca fria, os falsos romanticos são aqueles que se fazem de vítima, que se justificam dizendo que o problema são os outros e não eles próprios. Que dizem preferir a qualidade e não a quantidade, não por convicção mas por que não conseguem colecionar relacionamentos ou apenas ficadas. São aqueles que desprezam as meninas legais para correr atras das que com certeza vão fazê-los sofrer. Falta a eles a praticidade de enxergar seu público-alvo. Tem meninas de todos os tipos eles só tem que correr atrás das que querem o que eles podem oferecer, sem falar que preferir a qualidade tem que ser por convicção, já que ele não se acostumou com as regras dos relacionamentos modernos, deve procurar um par que também seja exceção.
Não digo que todos os perdedores sejam burros. Geralmente são inteligentes: cdfs, nerds etc mas que o lado emotivo foi pouco desenvolvido, não se aceitam e se desiludem com frequencia. O bom é que se você é perdedor ou garanhão ainda pode mudar de vida é só tomar tenencia.
O que as mulheres gostam é algo dificil de definir, mas com certeza é algo além do físico. E é claro há vários tipos, e vários quereres, mas sem dúvida acredito que todas se atraiam por homens auto-confiantes. Não falo de orgulhosos bestas que não dão braço a torcer, admitir falhas é pra quem pode. É pra quem acha que continua tendo valor mesmo sabendo que possui falhas.
Quer mais ideias estranhas? acesse> www.folhetimutopia.blogspot.com
Isso é tudo pessoal!